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Material valioso extraído nesta cidade do sertão nordestino faz do lugar um dos mais perigosos, apesar dos benefícios

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 13/11/2025 às 19:08 Atualizado em 13/11/2025 às 19:34
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No sertão baiano, Caetité abriga a única mina ativa de urânio do Brasil, essencial para o setor nuclear, mas que também levanta temores de contaminação, doenças e riscos ambientais entre moradores e especialistas

A 645 quilômetros de Salvador, no sertão da Bahia, está Caetité, um município com pouco mais de 54 mil moradores. A cidade se tornou um ponto-chave para o setor energético nacional porque abriga Lagoa Real, a única mina de urânio atualmente em operação no Brasil. Essa produção do material é considerada estratégica para o país, já que o urânio é essencial no abastecimento das usinas nucleares.

No entanto, a atividade também desperta preocupação por envolver riscos de radioatividade e possíveis danos ambientais.

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Produção do material radioativo e possibilidade de expansão

Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a unidade localizada em Lagoa Real produz, em média, 400 toneladas anuais do concentrado de urânio conhecido como yellowcake.

Esse número, porém, pode dobrar. Há planos que preveem chegar a 800 toneladas, caso avancem os projetos da Mina do Engenho e da lavra subterrânea.

Depois de um período de paralisação, a exploração foi retomada em 2020, amparada por licenciamentos ambientais e metas de expansão.

Caetité reúne as duas primeiras etapas do ciclo do combustível nuclear: extração e beneficiamento.

O tamanho das reservas brasileiras do material

O Red Book 2024, publicação conjunta da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) e da Agência de Energia Nuclear (NEA), revela que o Brasil possui 167,8 mil toneladas de reservas conhecidas de urânio. Isso representa cerca de 3% do total mundial.

Com esse volume, o país ocupa o 9º lugar no ranking global, atrás de grandes produtores como Austrália, Cazaquistão e Canadá.

Em Lagoa Real, os levantamentos confirmam mais de 99 mil toneladas, o que consolida a importância da região para a matriz energética brasileira.

O Plano Decenal de Geologia (PLANGEO 2026–2035) prevê estudos adicionais de prospecção. O objetivo é elevar o Brasil a posições mais expressivas no cenário internacional.

Novos projetos no nordeste

Outro polo que pode se tornar estratégico é Santa Quitéria, no Ceará. O empreendimento, conduzido em parceria entre as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a Galvani, projeta uma produção de até 2,3 mil toneladas de yellowcake por ano.

O projeto ainda está em fase de licenciamento ambiental, mas, se aprovado, trará um impacto duplo: reduzirá a dependência externa de urânio e fortalecerá a fabricação de fertilizantes fosfatados, vitais para o agronegócio.

Essa combinação de energia e agricultura reforça o papel do nordeste no avanço da autossuficiência brasileira.

Benefícios e riscos da exploração de urânio

Apesar da importância econômica, a mineração em Caetité divide opiniões. Parte da população e ambientalistas teme efeitos na saúde pública e no meio ambiente.

As críticas se concentram principalmente nas possíveis contaminações das águas subterrâneas. O urânio, por ser radioativo, exige protocolos rigorosos de segurança.

O governo e o setor mineral defendem que a atividade é indispensável para o futuro energético do país. Isso porque o urânio é a base da expansão da matriz nuclear, considerada uma alternativa limpa e estratégica.

Quando a riqueza se torna ameaça

A extração do urânio traz benefícios, mas também riscos sérios. A poeira e os resíduos liberados no processo contêm partículas radioativas.

Esses elementos, quando inalados ou ingeridos, representam perigo para trabalhadores e comunidades vizinhas, aumentando as chances de doenças respiratórias e câncer.

Por isso, qualquer falha nas medidas de segurança pode gerar consequências de longo prazo.

O medo invisível da radioatividade do urânio

A maior preocupação está na possível contaminação de rios e lençóis freáticos. No sertão, onde a água é um recurso escasso, esse risco é especialmente crítico.

Um vazamento radioativo comprometeria o consumo humano, a agricultura e a pecuária, pilares econômicos de Caetité.

Relatos de moradores mencionam suspeitas de contaminação em poços artesianos, embora a estatal INB mantenha um programa de monitoramento constante. Mesmo assim, a sensação de insegurança persiste.

A dualidade de Caetité

A cidade vive uma contradição diária. Enquanto o urânio de Lagoa Real abastece as usinas que iluminam o país, os moradores convivem com o medo do que não se vê: a radioatividade causada pelo material.

Caetité é, ao mesmo tempo, símbolo de progresso e de alerta. No coração do sertão baiano, a riqueza que move o futuro energético do Brasil caminha lado a lado com a sombra de um risco silencioso e permanente.

Com informações de Diário do Comércio.

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Eliza
Eliza
14/11/2025 16:37

Fui diagnosticada com doença de Parkinson há quatro anos. Por mais de dois anos, dependi da levodopa e de vários outros medicamentos, mas, infelizmente, os sintomas continuaram piorando. Os tremores se tornaram mais perceptíveis e meu equilíbrio e mobilidade começaram a declinar rapidamente. No ano passado, por desespero e esperança, decidi experimentar um programa de tratamento à base de ervas da NaturePath Herbal Clinic.
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Romário Pereira de Carvalho

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