Trator Massey Ferguson 9S desembarca no Brasil como o maior modelo já produzido pela marca no mundo, unindo potência, transmissão CVT, levante hidráulico, cabine mais silenciosa e pacote tecnológico voltado a plantio, manobra e alta capacidade hidráulica.
O novo trator Massey Ferguson 9S acaba de chegar ao Brasil e já chama atenção por uma combinação difícil de ignorar: potência de 425 cv, porte elevado e foco em operações pesadas. Apresentado em Bebedouro, no interior de São Paulo, o modelo foi mostrado acoplado a uma plantadeira de 30 linhas e reforça a entrada no país do maior trator já produzido pela marca em escala global.
O lançamento ganha força porque não se limita ao tamanho. O trator integra a linha 9S, formada pelos modelos 345, 375 e 425 cv, e reúne transmissão CVT, levante hidráulico de 12 toneladas, vazão de até 420 litros por minuto no controle remoto e cabine com apenas 62 dB de ruído. Na prática, a proposta combina força, conforto operacional e tecnologia embarcada para aumentar a capacidade de trabalho em atividades de alta exigência.
O que faz deste trator o maior já produzido pela marca

O principal destaque do 9S está no fato de ser o maior trator já produzido pela Massey Ferguson no mundo. A máquina chega ao Brasil ocupando o topo da linha e se posiciona como uma vitrine de evolução em potência, estrutura e recursos voltados ao trabalho pesado.
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Esse peso simbólico aumenta porque, segundo a apresentação, modelos desse porte costumavam demorar muito mais para chegar ao mercado brasileiro. Agora, a distância entre o que é lançado fora e o que desembarca no país diminuiu, colocando o novo trator em sintonia com o que há de mais recente dentro da família global da marca.
Os números que explicam o tamanho do novo trator
A ficha apresentada durante a demonstração ajuda a entender o porte do equipamento. O modelo mostrado é o 425, com 425 cavalos de potência, dentro de uma linha que também inclui versões de 345 e 375 cv. O motor é de 8,4 litros, com 6 cilindros e injeção eletrônica.
Na parte hidráulica, o trator tem levante de 12 toneladas. A vazão hidráulica é de 340 litros por minuto a 1.650 rpm do motor e pode chegar a 420 litros por minuto na faixa de 1.900 a 2.000 rpm no controle remoto. Já o conjunto frontal traz contrapeso de 1.500 kg, além de outros 820 kg citados no suporte.
O que muda na prática com a transmissão CVT em dois módulos
A transmissão CVT é um dos pontos centrais do projeto. Segundo a apresentação, o trator trabalha com dois módulos, um voltado à operação e outro ao transporte. No uso operacional, a proposta é priorizar tração e trabalho pesado. No transporte, o equipamento pode chegar a 50 km/h.
Na prática, isso significa uma condução mais fluida, sem escalonamento tradicional de marchas. O operador define a velocidade desejada de trabalho e o sistema mantém esse ajuste, o que ajuda em atividades que exigem constância, precisão e resposta rápida em campo.
Por que o sistema hidráulico coloca o trator em outro patamar

O conjunto hidráulico é um dos argumentos mais fortes do 9S. Além do levante de 12 toneladas, o modelo reúne várias válvulas de controle remoto, terceiro ponto hidráulico e linhas Power Beyond, voltadas ao fornecimento direto de óleo para sistemas de implementos.
Esse pacote amplia a capacidade de trabalhar com equipamentos grandes e exigentes. No caso da apresentação, o trator apareceu acoplado a uma plantadeira de 30 linhas, o que ajuda a mostrar como o modelo foi pensado para operações de grande escala, em que vazão, força e resposta hidráulica fazem diferença direta no desempenho.
A cabine de 62 dB e o conforto operacional que chamam atenção

Outro destaque do novo trator está no ambiente interno. A cabine tem nível de ruído de apenas 62 dB, resultado associado ao sistema Protect-U, espaço criado entre o motor e a cabine para reduzir vibração e barulho.
O efeito prático disso aparece no dia a dia do operador. O trator traz grande área envidraçada, com 6,6 m² de vidro, para-brisa de peça única, boa visibilidade frontal e traseira, retrovisores elétricos, cortinas laterais e frontal, além de assento com múltiplos ajustes. O resultado é um posto de operação desenhado para jornadas longas com mais conforto e menor desgaste.
O que a iluminação, a visibilidade e a eletrônica mostram sobre o projeto

O 9S recebeu iluminação em LED em vários pontos, incluindo cabine, faróis frontais e luzes de serviço. O capô com entrada de ar superior também entra nesse pacote técnico, porque busca captar ar mais frio e com menos pó, separando a admissão do sistema de ventilação da área principal de refrigeração.
O modelo ainda traz recursos eletrônicos integrados, como manobra de cabeceira sem necessidade de software externo, levante hidráulico eletrônico, bloqueio no botão, tomada de força no botão e tração dianteira também comandada por botão. Na prática, a eletrônica embarcada reduz etapas manuais e amplia o controle das funções diretamente no posto de operação.
Os detalhes de estrutura que reforçam o perfil de trabalho pesado
O trator chega com suspensão dianteira, rodado duplo na dianteira e pneus de grande porte. Na frente, o conjunto usa pneus 650/60 R34. Na traseira, o modelo vem com 710/75 R42. O porte dos pneus ajuda a dimensionar a proposta da máquina e sua vocação para operações de alta exigência.
Na traseira, o equipamento ainda reúne barra de tração, tomadas hidráulicas em abundância, tomada de potência e conexões voltadas ao uso com implementos de grande demanda. Isso reforça que o projeto não foi pensado apenas para chamar atenção pelo tamanho, mas para entregar capacidade real de trabalho em campo.
Por que a chegada deste trator ao Brasil chama tanta atenção
A chegada do 9S ao Brasil tem peso porque mostra uma mudança no tempo de acesso do mercado nacional às máquinas mais novas da indústria. A própria apresentação destaca que o equipamento levou cerca de três anos para chegar ao país, intervalo bem menor do que o de décadas passadas.
Isso altera a percepção sobre o mercado brasileiro de máquinas agrícolas. Em vez de receber equipamentos apenas muito tempo depois do lançamento internacional, o país passa a se aproximar mais rapidamente do padrão tecnológico disponível fora, o que aumenta o nível de competitividade e modernização das operações.
O que este trator indica sobre o avanço da mecanização no campo
O 9S mostra que o avanço da mecanização não está mais restrito ao aumento de potência. O novo trator reúne força, hidráulica, visibilidade, silêncio na cabine, recursos eletrônicos e integração com implementos de grande porte, tudo dentro de uma proposta voltada à eficiência operacional.
Na prática, isso significa que o salto de desempenho hoje passa tanto pela capacidade de tracionar quanto pela facilidade de operar, programar, manobrar e manter a máquina trabalhando com menos esforço do operador. É esse conjunto que ajuda a transformar um trator grande em uma ferramenta de produção ainda mais estratégica.
Você acredita que um trator desse porte e com esse pacote tecnológico tende a mudar o padrão das operações pesadas no campo brasileiro?


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