Pesquisa aponta que muralhas de Pompeia guardam marcas de uma máquina de guerra usada no cerco de Sula antes da erupção do Vesúvio
Após mais de 1.900 anos da destruição de Pompeia pelo Vesúvio, um estudo de fevereiro aponta que marcas nas muralhas da cidade registram uma máquina de guerra usada no cerco de Lúcio Cornélio Sula, quase um século antes da erupção.
Marcas incomuns em Pompeia
Pesquisadoras italianas afirmam ter descoberto sinais de uma arma nas muralhas ao norte de Pompeia. O estudo foi publicado na revista Heritage e descreve danos de batalha diferentes das crateras conhecidas.
Segundo a pesquisa, os buracos não lembram os grandes impactos circulares produzidos por pedras lançadas por catapultas romanas.
-
Mina na Pensilvânia faz gelo no calor do verão, derrete no inverno e transforma uma fenda na montanha em uma geladeira natural ao contrário
-
China coloca seus robôs para circular pelo planeta em ritmo acelerado: de aspiradores inteligentes a máquinas industriais e humanoides, país exporta milhões de unidades para mais de 150 mercados e reforça sua força na automação global
-
Ligue o aquecedor: nova massa de ar polar avança sobre o Brasil e derruba temperaturas em pelo menos 9 estados neste fim de semana, com mínimas próximas de 0°C no Sul e risco de geada até a próxima segunda-feira
-
Fábricas escuras da China produzem carros elétricos 24 horas por dia quase sem gente, a Zeekr monta 800 unidades diárias e o alerta chega nominalmente ao Brasil
Eles são menores e aparecem distribuídos em formato de leque ao longo das paredes.
Antes tratados como desgaste antigo ou marcas genéricas de conflito, esses danos passaram a ser interpretados.
O novo estudo sustenta que eles foram causados por uma arma capaz de disparar vários projéteis em rápida sucessão.

Modelos 3D reconstituem disparos
Para examinar os vestígios, as pesquisadoras recorreram à balística, área que estuda movimento, comportamento e química do disparo de projéteis. A partir desse campo, os buracos preservados em Pompeia foram analisados.
Com escaneamento a laser e fotogrametria, os cientistas criaram modelos 3D em alta resolução das marcas.
O procedimento permitiu estimar profundidade, largura e o possível formato dos projéteis e impactos encontrados nas muralhas.
Os resultados indicaram tiros vindos de uma máquina não portátil e com alta velocidade. Essa reconstituição reforçou a leitura de que as marcas não foram provocadas por armamentos mais simples.
Comparação com peças romanas
Para sustentar a hipótese, os dados das muralhas de Pompeia foram comparados com projetos de engenharia gregos do século 3 a.C. Esses registros descrevem máquinas semelhantes à arma antiga apontada no estudo.
As pesquisadoras também consideraram coleções de museus e projéteis remanescentes de outros sítios romanos.
Muitos desses materiais, sobretudo os ligados a catapultas do tipo escorpião, coincidiam com as dimensões observadas nos modelos 3D.
“A configuração inequivocamente radial dos impactos próximos observados em Pompeia (…) torna razoável hipotetizar o uso de um escorpião automático destinado a atingir arqueiros“, descrevem os autores.
Cerco de Sula e cinzas
De acordo com a pesquisa, os danos nas muralhas foram provocados durante o cerco de Lúcio Cornélio Sula à cidade, quase um século antes de o Vesúvio entrar em erupção e soterrar Pompeia.
O estudo aponta que as cinzas vulcânicas lançadas sobre a cidade depois da ação militar podem ter preservado os vestígios dos disparos da políbole por quase dois mil anos, mantendo essas marcas até hoje.
Assim, a própria catástrofe que destruiu Pompeia pode ter ajudado a conservar sinais de um confronto anterior.
O achado amplia o que os sítios arqueológicos da cidade ainda revelam sobre o mndo antigo e sua história militar.
Com informações de Revista Galileu.
