1. Início
  2. Construção
  3. Mais de 3 mil km de rodovias no Brasil: projeto ambicioso do BNDES envolve cinco trechos federais em nove estados, soma 3.137 km e prevê estudos para concessões, pedágio mais barato e 5G até 2030
Faça um comentário 4 min de leitura

Mais de 3 mil km de rodovias no Brasil: projeto ambicioso do BNDES envolve cinco trechos federais em nove estados, soma 3.137 km e prevê estudos para concessões, pedágio mais barato e 5G até 2030

Imagem de perfil do autor Alisson Ficher
Escrito por Alisson Ficher Publicado em 15/10/2026 às 17:53 Atualizado em 15/10/2026 às 18:20
Google News
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Contrato com o Ministério dos Transportes inicia a modelagem dos cinco corredores no Norte e Nordeste. Estudos ainda terão de definir viabilidade, investimentos, tarifas e condições para eventual implantação de conectividade móvel nas futuras concessões.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério dos Transportes começaram a estruturar projetos para uma eventual concessão à iniciativa privada de cinco trechos de rodovias federais que somam 3.137 quilômetros e abrangem nove estados.

Assinado na quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, o contrato abre a fase de estudos técnicos e econômicos. A medida não significa que as rodovias já tenham sido concedidas nem que obras previstas para futuros contratos estejam em execução.

O BNDES informou que os projetos deverão ser concluídos até o fim de 2030. O prazo se refere à preparação das modelagens, e não à entrega de duplicações, recuperação de pistas, cobertura 5G ou outras intervenções físicas nos corredores.

A carteira alcança Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. A seleção priorizou corredores considerados relevantes para a integração da malha rodoviária e regiões de expansão econômica, sobretudo ligadas à produção agrícola, mas ainda com déficit de investimentos em infraestrutura.

Quais rodovias entram nos estudos

A BR-153 concentra a maior extensão incluída no contrato, com 775 quilômetros entre Pará e Tocantins. A BR-226 aparece em seguida, com 717 quilômetros distribuídos entre Piauí, Maranhão e Tocantins.

Na BR-010, a estruturação abrange 678 quilômetros no Pará e no Maranhão. O pacote reúne ainda 473 quilômetros da BR-116 no Ceará, Paraíba e Pernambuco e 494 quilômetros da BR-104 em Paraíba, Pernambuco e Alagoas, conforme o detalhamento divulgado pelo banco.

O Rio Grande do Norte aparece na relação geral dos nove estados abrangidos pelo contrato, embora o comunicado não associe ao estado uma quilometragem específica na divisão apresentada para os cinco corredores.

A estruturação deverá produzir os elementos necessários para avaliar a viabilidade econômica e técnica de cada projeto. Essa etapa antecede decisões sobre leilões, contratos com concessionárias, obrigações de investimento e condições de operação que poderão ser estabelecidas para cada trecho.

Por isso, a assinatura não transfere imediatamente a administração das estradas para empresas privadas. Cada corredor ainda terá de passar pela modelagem antes que seja definido se existe condição para seguir às etapas posteriores de uma concessão.

A escolha dos trechos começou a ser discutida pelo BNDES e pelo Ministério dos Transportes em 2025. Parte das rodovias atende áreas relacionadas à expansão da produção agrícola em estados que integram o Matopiba, região formada por porções de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Pedágio mais barato e 5G entram na modelagem

Entre os pontos previstos para os estudos está a busca por soluções que permitam reduzir o custo do pedágio. Até agora, porém, não foram divulgados valores de tarifas, quantidade ou localização de praças nem o modelo de cobrança que poderia ser adotado em cada eventual concessão.

A implantação de internet 5G ao longo das rodovias também deverá ser considerada na elaboração dos projetos. A previsão faz parte da modelagem e não representa cobertura já contratada, serviço disponível aos motoristas ou cronograma definido para instalação da infraestrutura de telecomunicações.

O mesmo limite vale para os investimentos nas estradas. O contrato não informa o volume total de recursos que poderá ser mobilizado nem detalha quais obras serão exigidas, porque essas definições dependerão dos estudos específicos de cada corredor.

A modelagem deverá indicar quais intervenções podem integrar os futuros projetos e como as obrigações seriam distribuídas ao longo dos contratos. É nessa etapa que também poderão ser definidas condições de operação e mecanismos relacionados às tarifas cobradas dos usuários.

O marco de fim de 2030 delimita a previsão para conclusão dos projetos de concessão. A data, portanto, não estabelece prazo para término de obras nos 3.137 quilômetros nem garante que os cinco trechos estarão sob administração privada até lá.

O contrato foi assinado pela diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, e pelo ministro dos Transportes, George Santoro, em cerimônia na sede do banco no Rio de Janeiro, com participação do presidente da instituição, Aloizio Mercadante.

Santoro afirmou à Agência iNFRA que a realização dos estudos não significa que todos os projetos necessariamente chegarão à concessão. A viabilidade de cada trecho ainda deverá ser demonstrada durante a estruturação.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x