A segunda estrutura foi construída paralelamente à ponte antiga, que permaneceu em uso. O conjunto passou a dividir os sentidos da BR-116 e integra uma duplicação de 211,2 quilômetros entre Guaíba e Pelotas, ainda com outras frentes de obra em andamento.
A ampliação da travessia sobre o Rio Camaquã foi feita com uma segunda ponte construída ao lado da estrutura existente, no km 428 da BR-116, em Cristal. Com a nova configuração, cada ponte passou a receber o tráfego de um dos sentidos da rodovia duplicada.
A estrutura nova tem 680 metros de extensão e 13,2 metros de largura, com duas faixas de tráfego, acostamento e passeio. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou investimento de aproximadamente R$ 60,9 milhões, com recursos do Novo PAC.
-
Concreto pronto para montar avança no Brasil, vende 880 mil m³ em 2024, emprega 8.560 pessoas, cresce 9,6% e mais de 70% das empresas projetam aumentar a produção em 2026
-
Máquina de 2.600 toneladas ‘rasga’ São Paulo e abre 5,8 km de túnel rumo a Guarulhos, com 133 metros de comprimento, 11,67 metros de diâmetro e avanço previsto de 12 metros por dia
-
Mais de 3 mil km de rodovias no Brasil: projeto ambicioso do BNDES envolve cinco trechos federais em nove estados, soma 3.137 km e prevê estudos para concessões, pedágio mais barato e 5G até 2030
-
Estas minicasas de 37 m² têm dois andares e varanda privativa, mas uma solução dentro da sala muda o espaço para as refeições
Entregue em janeiro deste ano, a ponte não substituiu a travessia anterior. As duas estruturas foram mantidas no conjunto viário, que passou a oferecer duas faixas para cada sentido no ponto em que a BR-116 cruza o Rio Camaquã.
A solução acrescenta um segundo tabuleiro à travessia e mantém a estrutura antiga como parte do corredor duplicado. As pistas de aproximação distribuem os fluxos entre as duas pontes, enquanto a nova estrutura reúne as duas faixas, o acostamento e o passeio previstos no projeto.
O volume de tráfego informado pelo DNIT ajuda a dimensionar o uso desse trecho. Passam diariamente pela rodovia cerca de 3,8 mil veículos de carga e mais de 2,2 mil automóveis de passeio, soma superior a 6 mil veículos por dia.
O órgão também relaciona a intervenção ao atendimento de aproximadamente 75 mil moradores de Camaquã e Cristal. A BR-116 integra o corredor rodoviário utilizado por veículos de passeio e pelo transporte de cargas em direção ao Porto de Rio Grande.
Duas pontes passam a dividir os sentidos da BR-116
A construção paralela é uma forma de ampliar a capacidade da travessia sem concentrar a circulação em um único tabuleiro. Nesse arranjo, a estrutura existente continua em uso, enquanto a nova recebe parte do fluxo e se conecta às pistas duplicadas.
Pontes e viadutos são tratados como obras de arte especiais dentro de projetos rodoviários e precisam acompanhar a configuração das pistas que chegam até eles. Se o corredor ganha novas faixas, a travessia também precisa oferecer passagem compatível para que o tráfego não volte a se estreitar naquele ponto.
Em uma duplicação longa, pontes podem se tornar pontos de redução de capacidade quando as novas faixas chegam à travessia, mas precisam convergir antes do rio. A estrutura paralela permite evitar esse estreitamento no km 428 porque mantém duas faixas para cada sentido também sobre o Camaquã.
No Rio Camaquã, essa adequação foi feita com a manutenção da ponte antiga e a construção de outra ao lado. O resultado físico é um conjunto de quatro faixas, duas em cada sentido, sem que os 680 metros da nova obra sejam confundidos com a extensão total das intervenções na rodovia.
Os R$ 60,9 milhões correspondem especificamente à nova ponte e não ao custo de toda a duplicação entre Guaíba e Pelotas. O empreendimento completo prevê 211,2 quilômetros de novas pistas e intervenções em 12 municípios, com investimento total informado de R$ 1,9 bilhão.
Além das pistas duplicadas, o projeto reúne travessias urbanas, vias laterais, retornos operacionais, pontes e viadutos. Essas intervenções têm funções distintas dentro do mesmo corredor, o que separa o investimento de uma estrutura específica do orçamento destinado à duplicação como um todo.
Viaduto de Camaquã é outra obra do mesmo corredor
Entre as intervenções está o viaduto da Pompéia, em Camaquã, que pertence ao conjunto da duplicação, mas não integra os 680 metros da ponte sobre o Rio Camaquã. O investimento informado para essa estrutura é de aproximadamente R$ 27,4 milhões.
Com 125 metros de extensão, o viaduto tem função diferente da ponte sobre o rio: organizar o tráfego no acesso a Camaquã e separar parte dos deslocamentos locais do fluxo da rodovia. Por isso, seu valor não compõe os R$ 60,9 milhões atribuídos à nova travessia.
A distinção entre as duas estruturas também separa as escalas do empreendimento. Uma cifra se refere à ponte sobre o Rio Camaquã, outra ao viaduto em Camaquã e o investimento de R$ 1,9 bilhão abrange o conjunto da duplicação entre Guaíba e Pelotas.
A liberação da ponte ocorreu antes da conclusão de todo o projeto rodoviário. Em setembro deste ano, o DNIT informou que 180 dos 211,2 quilômetros previstos estavam com pistas duplicadas em operação, enquanto outras frentes permaneciam em andamento ao longo do corredor.
Na mesma atualização, o departamento liberou o tráfego sobre o viaduto da Pompéia, no km 401 da BR-116, para permitir a continuidade dos serviços na parte inferior da estrutura. Os trabalhos nesse ponto prosseguiram mesmo depois da abertura da passagem superior aos veículos.
