Levantamento da ABDI e Nexus revela que 75% dos brasileiros confiam na economia verde e veem nas energias renováveis a principal oportunidade de geração de empregos sustentáveis. Jovens e pessoas com maior escolaridade são os mais otimistas.
A transição para uma economia sustentável — baseada em energias renováveis e tecnologias limpas — tem amplo apoio popular no Brasil. Segundo uma pesquisa divulgada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) em parceria com a Nexus, três em cada quatro brasileiros acreditam que a economia verde trará novos empregos.
O levantamento aponta que 75% dos entrevistados confiam que a mudança para um modelo econômico sustentável será acompanhada de geração de oportunidades de trabalho, enquanto apenas 16% demonstram pessimismo quanto a esse cenário. A pesquisa reforça, portanto, que o avanço das energias limpas é visto não apenas como uma resposta ambiental, mas também como uma alternativa sólida para o crescimento social e econômico.
Expectativa positiva em todos os níveis de renda
De acordo com o estudo, a percepção de que a economia verde pode impulsionar o mercado de trabalho é mais forte entre pessoas de renda mais alta. Entre quem recebe acima de cinco salários mínimos, 78% acreditam que a transição sustentável criará novos postos. O mesmo percentual é observado entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, seguido de 76% entre aqueles com renda entre um e dois salários mínimos.
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Mesmo entre os trabalhadores que recebem até um salário mínimo, o otimismo continua alto: 67% afirmam esperar uma melhora na oferta de empregos. Esses números indicam que a confiança na expansão das energias renováveis está disseminada em todos os estratos sociais, ainda que com intensidades diferentes.
Educação e qualificação profissional influenciam a percepção
O estudo também evidencia que a escolaridade tem impacto direto na visão sobre o futuro da economia verde. Entre os brasileiros com ensino superior completo, 79% acreditam que a transição para um modelo sustentável aumentará a geração de empregos. Já entre os que concluíram o ensino médio, 78% compartilham dessa opinião, enquanto 68% dos entrevistados com ensino fundamental completo acreditam que a economia verde trará melhorias para o mercado de trabalho.
Para Ricardo Cappelli, presidente da ABDI, o avanço das energias renováveis exigirá profissionais mais qualificados e melhor remunerados.
“Assim, é natural que quem tem mais estudo e renda percebe melhor as oportunidades que essa mudança pode trazer”, destacou em comunicado oficial.
A fala do dirigente reforça a importância de investir em educação técnica e tecnológica para acompanhar a demanda crescente por profissionais preparados para atuar na economia de baixo carbono.
Gênero, idade e região também moldam o otimismo dos brasileiros
A pesquisa mostra diferenças marcantes de percepção entre os grupos demográficos. Homens acreditam mais (59%) na criação de novos empregos por meio da economia verde do que mulheres (49%).
A faixa etária também influencia a visão sobre o tema. Os mais jovens, entre 16 e 24 anos, são os mais otimistas: 62% acreditam que as energias renováveis abrirão novas oportunidades. O mesmo padrão se mantém entre pessoas de 25 a 40 anos (59%). Entre os 41 e 59 anos, a taxa de confiança cai para 49%, e entre os acima de 60 anos, chega a 46%.
Regionalmente, os números continuam altos. No Sudeste e Sul, 78% dos entrevistados acreditam que a economia verde vai impulsionar o emprego. No Norte e Centro-Oeste, o índice atinge 73%. Já no Nordeste, 67% dos moradores demonstram a mesma confiança no poder transformador das energias renováveis.
Estudo confirma percepção positiva sobre o futuro sustentável
A pesquisa da ABDI e Nexus, realizada entre os dias 14 e 21 de julho deste ano, ouviu 2.021 pessoas maiores de 18 anos em 27 estados brasileiros por meio de entrevistas presenciais. Os resultados reforçam que a transição energética, baseada em fontes limpas como solar, eólica e biomassa, não é apenas uma tendência ambiental, mas uma esperança concreta de desenvolvimento econômico e social.
Com a maioria dos brasileiros acreditando que a adoção das energias renováveis trará empregos, renda e progresso, o país mostra estar mais alinhado ao movimento global pela sustentabilidade e pela economia verde.

Fui diagnosticada com doença de Parkinson há quatro anos. Por mais de dois anos, dependi da levodopa e de vários outros medicamentos, mas, infelizmente, os sintomas continuaram piorando. Os tremores se tornaram mais perceptíveis e meu equilíbrio e mobilidade começaram a declinar rapidamente. No ano passado, por desespero e esperança, decidi experimentar um programa de tratamento à base de ervas da NaturePath Herbal Clinic.
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