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Maior produtor de esmeraldas do mundo fica na América do Sul, concentra jazidas raras, responde por boa parte do mercado global, sustenta cidades inteiras, atrai bilhões em exportações e carrega um histórico marcado por riqueza extrema, disputas violentas e tentativas recentes de modernização

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 12/01/2026 às 22:58
Maior produtor de esmeraldas do mundo fica na Colômbia, onde a mineração em Boyacá sustenta cidades, impulsiona exportações de esmeraldas e carrega um histórico de riqueza extrema, conflitos e tentativas recentes de modernização.
Maior produtor de esmeraldas do mundo fica na Colômbia, onde a mineração em Boyacá sustenta cidades, impulsiona exportações de esmeraldas e carrega um histórico de riqueza extrema, conflitos e tentativas recentes de modernização.
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Com jazidas concentradas em Boyacá, municípios como Muzo, Quípama, Maripí e Pauna sustentam a mineração do maior produtor de esmeraldas do mundo, enquanto descobertas como a do Nariz do Diabo em 2012 atraíram multidões, exigiram bloqueios policiais e expuseram o contraste entre riqueza e conflitos que marcaram décadas no setor

O maior produtor de esmeraldas do mundo está na América do Sul e carrega um nome central no mercado internacional: Colômbia. O país lidera a oferta global da pedra preciosa e mantém relevância econômica e geológica mesmo sob desafios sociais, políticos e de segurança que acompanham a atividade há décadas.

Além do peso comercial, a mineração colombiana sustenta cidades, movimenta exportações e também revela um histórico de disputas por territórios ricos em pedras de alto valor. Nos últimos anos, o setor tenta migrar para uma lógica de profissionalização, investimento e controle, sem apagar as marcas do passado.

Colômbia no topo e a força econômica das esmeraldas

Maior produtor de esmeraldas do mundo fica na Colômbia, onde a mineração em Boyacá sustenta cidades, impulsiona exportações de esmeraldas e carrega um histórico de riqueza extrema, conflitos e tentativas recentes de modernização.

A Colômbia aparece como referência histórica e econômica em esmeraldas, respondendo por grande parte da oferta internacional e dividindo protagonismo com países citados como Zâmbia e Brasil.

Dentro desse cenário, a pedra preciosa se consolida como uma fatia significativa das exportações e como ativo que mantém a atenção constante do mercado global.

De acordo com a entidade que representa produtores, a Colômbia exporta cerca de US$ 64 milhões por ano em esmeraldas.

O número é tratado como relevante, mas também como sinal de margem para crescimento, desde que haja mais investimento e controle na atividade.

Boyacá como núcleo das jazidas raras

A região de Boyacá, no centro do país, é apresentada como o coração da mineração colombiana.

Municípios como Muzo, Quípama, Maripí e Pauna concentram jazidas reconhecidas pela coloração intensa e pela alta pureza das pedras, reforçando o peso geológico que sustenta a liderança do país.

Na prática, essa concentração faz com que cidades inteiras dependam direta ou indiretamente do ciclo mineral, com impactos econômicos que se espalham por comércio, serviços e rotinas locais.

É também nesse ambiente que descobertas pontuais podem virar eventos de grande escala em questão de horas.

Pauna e a febre verde do Nariz do Diabo em 2012

Em 2012, Pauna ganhou destaque internacional após operários encontrarem esmeraldas durante a construção de uma estrada, em uma área conhecida como Nariz do Diabo.

O episódio é descrito a partir de uma cena específica: um trabalhador perfurava uma rocha com um martelo hidráulico quando se deparou com uma pedra verde brilhante.

A notícia se espalhou rapidamente e atraiu centenas de pessoas em busca de novas pedras.

Para evitar desordem e acidentes, a polícia bloqueou a estrada e a encosta onde as esmeraldas foram encontradas.

Uma das pedras foi vendida por cerca de 4 milhões de pesos colombianos e teria como destino os Estados Unidos.

Riqueza extrema e guerras verdes nas décadas de 1960 e 1980

O alto valor do mineral vem acompanhado de um histórico duro.

Nas décadas de 1960 e 1980, disputas por minas e territórios ricos em esmeraldas alimentaram as chamadas guerras verdes, conflitos armados entre famílias e grupos produtores que deixaram centenas de mortos.

Esse passado cria uma sombra persistente sobre a atividade, porque mostra como o controle de áreas de extração pode se transformar em disputa violenta quando há riqueza concentrada e baixa capacidade de mediação.

A memória desse período segue como referência sempre que se fala em segurança e governança no setor.

O setor busca se profissionalizar e atrair investimentos para ampliar a produção de forma legal e sustentável.

A diretriz apresentada é clara: crescer com controle, reduzir riscos associados à informalidade e ampliar a capacidade de exportação, mantendo a Colômbia como referência do mercado.

Ao mesmo tempo, o desafio é compatibilizar expansão econômica com estabilidade social e segurança, especialmente em regiões onde a mineração estrutura o cotidiano local.

A modernização, nesse contexto, não é só tecnologia ou capital, mas também organização e regras.

Você acha que a modernização consegue reduzir os conflitos históricos da mineração ou a lógica de disputa por jazidas sempre vai voltar quando a pedra vale milhões?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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