1. Início
  2. / Automotivo
  3. / Maçanetas elétricas retráteis causam mortes, e país as proíbe: medida afeta marcas globais, modelos de luxo e elétricos, entra em vigor em 2027 e responde a falhas graves no resgate após acidentes
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

Maçanetas elétricas retráteis causam mortes, e país as proíbe: medida afeta marcas globais, modelos de luxo e elétricos, entra em vigor em 2027 e responde a falhas graves no resgate após acidentes

Publicado em 05/01/2026 às 11:22
China, Maçanetas
Imagem: Ilustração artística / IA
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

A decisão do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação impõe exigências mecânicas obrigatórias às portas, redefine prioridades de design, responde a falhas registradas em resgates após acidentes e obriga montadoras globais a rever plataformas destinadas ao maior mercado automotivo do mundo

A China anunciou novas regras de segurança veicular que proíbem maçanetas totalmente elétricas a partir de 1º de janeiro de 2027, afetando montadoras globais, diversos modelos vendidos no país e padrões de projeto no maior mercado automotivo mundial.

Nova regra e objetivo central

A regulamentação foi definida pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e estabelece que portas tenham liberação mecânica externa e interna, operando sem energia elétrica.

A medida responde a incidentes em acidentes graves, quando equipes de emergência não conseguiram acessar ocupantes porque sistemas elétricos falharam completamente durante o resgate.

Segundo as diretrizes, a liberação mecânica deve funcionar de forma confiável e imediata, mesmo em caso de falha total de energia do veículo.

Com isso, sistemas puramente elétricos deixam de ser aceitos, alterando uma tendência recente de design focada em superfícies lisas e integração visual.

Impacto direto no design automotivo

As chamadas maçanetas pop-out, acionadas por sensores ou botões, são as principais afetadas pela proibição anunciada para vigorar em 2027.

Modelos com maçanetas integradas à carroceria continuam permitidos, desde que possam ser abertas mecanicamente, empurrando ou puxando manualmente, sem depender da eletrônica.

O critério decisivo passa a ser a funcionalidade independente, colocando a segurança e a confiabilidade acima de escolhas estéticas de puro design.

Essa mudança reduz a margem para soluções complexas e prioriza mecanismos simples, considerados mais previsíveis em situações críticas de emergência.

Modelos e marcas atingidos

Entre os veículos afetados estão o Tesla Model S e o Tesla Model X, ambos com maçanetas extensíveis eletricamente.

Também entram na lista modelos da Mercedes-Benz, como o S-Class, o EQS e o EQS SUV.

A BMW é impactada com o 7 Series e o i7, assim como veículos topo de linha da Audi.

Marcas como Range Rover, Range Rover Velar e o Jaguar I-Pace também utilizam maçanetas embutidas atualmente.

No mercado chinês, vários elétricos da BYD, além de modelos da Nio, Xpeng e Xiuaomi, adotam amplamente esses sistemas hoje.

Falhas técnicas e custos

Além da segurança, autoridades consideraram a vulnerabilidade dessas maçanetas a frio, umidade e sujeira, segundo observações recorrentes no mercado chinês.

Projetos com motores, vedações e software apresentam mais pontos de falha, elevando custos de fabricação e manutenção ao exigir troca completa da unidade.

Soluções mecânicas são vistas como mais robustas, duráveis e previsíveis, reduzindo riscos operacionais e custos ao longo da vida útil do veículo.

Efeitos globais da decisão

Como a China concentra vendas e produção, montadoras precisam adaptar plataformas globais para evitar soluções diferentes por mercado, elevando eficiência industrial.

Muitas fabricantes já iniciaram a integração de liberações mecânicas adicionais, que agora devem se tornar padrão em veículos novos vendidos no país.

A regulamentação tende a influenciar projetos futuros fora da China, já que padronizar componentes reduz complexidade, custos e riscos regulatórios.

Como antecedente, a regra sinaliza uma mudança estrutural, na qual exigências de resgate e confiabilidade passam a orientar escolhas técnicas no setor automotivo global.

Com informações de Motor1.UOL.

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x