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Se você pesa mais de 124 kg, não poderá embarcar: nova regra offshore pode afetar 5 mil trabalhadores no Reino Unido

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 18/10/2026 às 15:54 Atualizado em 18/10/2026 às 15:55
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Política do setor offshore no Reino Unido vai impedir embarques de trabalhadores acima de 124 kg, incluindo roupas e calçados, a partir de novembro; sindicato contesta medida e alerta para riscos ao emprego e à renda.

Trabalhadores offshore acima de 124 quilos, contando roupas e calçados, ficarão impedidos de embarcar para instalações abrangidas por uma política do setor no Reino Unido a partir de 1º de novembro de 2026. A proximidade do prazo provocou reação sindical.

Segundo a Offshore Energies UK (OEUK), cerca de 5 mil profissionais podem ser afetados em diferentes graus. A entidade espera que a maioria consiga atender ao limite com redução gradual de peso.

O limite está ligado ao resgate em alto-mar

A justificativa envolve situações de emergência. Conforme a OEUK, descontados o socorrista e os equipamentos, os guinchos dos helicópteros de busca e salvamento têm capacidade certificada para elevar um paciente de até 124,7 quilos.

O teto de 124 quilos incorpora uma margem de segurança. Acima disso, afirma a entidade, o resgate por helicóptero pode não ser garantido.

A restrição alcança os voos de ida para as instalações. Não impede o retorno à costa. A política também informa que embarcações marítimas seguem regulamentação diferente e estão fora desse enquadramento.

Sindicato teme perda de emprego e renda

Em comunicado publicado em 15 de outubro, o sindicato RMT contestou a implantação. A entidade afirma que profissionais experientes e considerados clinicamente aptos podem perder acesso ao trabalho exclusivamente pelo peso.

O sindicato também questiona a participação dos trabalhadores na elaboração da medida. Para o secretário-geral Eddie Dempsey, a segurança deve ser prioridade, mas as exigências precisam ser proporcionais, fundamentadas em evidências e discutidas com quem será afetado. rmt

Outra preocupação é que empresas usem a restrição para afastar empregados sem cumprir os procedimentos aplicáveis à dispensa ou oferecer compensação financeira. Trata-se de um risco apontado pelo sindicato. O comunicado não anuncia demissões coletivas.

O RMT ainda questiona a duplicação de exames para mergulhadores offshore, que já passam por avaliações rigorosas de aptidão.

A entidade pede a retirada da política e a abertura de negociação com os sindicatos. Também promete defender associados que enfrentem punições, perdas financeiras ou demissão em consequência da exigência.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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