Política do setor offshore no Reino Unido vai impedir embarques de trabalhadores acima de 124 kg, incluindo roupas e calçados, a partir de novembro; sindicato contesta medida e alerta para riscos ao emprego e à renda.
Trabalhadores offshore acima de 124 quilos, contando roupas e calçados, ficarão impedidos de embarcar para instalações abrangidas por uma política do setor no Reino Unido a partir de 1º de novembro de 2026. A proximidade do prazo provocou reação sindical.
Segundo a Offshore Energies UK (OEUK), cerca de 5 mil profissionais podem ser afetados em diferentes graus. A entidade espera que a maioria consiga atender ao limite com redução gradual de peso.
O limite está ligado ao resgate em alto-mar
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A justificativa envolve situações de emergência. Conforme a OEUK, descontados o socorrista e os equipamentos, os guinchos dos helicópteros de busca e salvamento têm capacidade certificada para elevar um paciente de até 124,7 quilos.
O teto de 124 quilos incorpora uma margem de segurança. Acima disso, afirma a entidade, o resgate por helicóptero pode não ser garantido.
A restrição alcança os voos de ida para as instalações. Não impede o retorno à costa. A política também informa que embarcações marítimas seguem regulamentação diferente e estão fora desse enquadramento.
Sindicato teme perda de emprego e renda
Em comunicado publicado em 15 de outubro, o sindicato RMT contestou a implantação. A entidade afirma que profissionais experientes e considerados clinicamente aptos podem perder acesso ao trabalho exclusivamente pelo peso.
O sindicato também questiona a participação dos trabalhadores na elaboração da medida. Para o secretário-geral Eddie Dempsey, a segurança deve ser prioridade, mas as exigências precisam ser proporcionais, fundamentadas em evidências e discutidas com quem será afetado. rmt
Outra preocupação é que empresas usem a restrição para afastar empregados sem cumprir os procedimentos aplicáveis à dispensa ou oferecer compensação financeira. Trata-se de um risco apontado pelo sindicato. O comunicado não anuncia demissões coletivas.
O RMT ainda questiona a duplicação de exames para mergulhadores offshore, que já passam por avaliações rigorosas de aptidão.
A entidade pede a retirada da política e a abertura de negociação com os sindicatos. Também promete defender associados que enfrentem punições, perdas financeiras ou demissão em consequência da exigência.
