Impulsionamento econômico da JBS ganha destaque com liderança em distribuição de riqueza e geração de renda no país.
A JBS lidera, entre as empresas brasileiras de capital aberto, tanto o volume de salários e encargos pagos a funcionários quanto a distribuição de riqueza para fornecedores, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) encomendado pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca).
Pelos dados referentes a 2024, a companhia direcionou mais de R$ 327 bilhões à sua cadeia produtiva e superou R$ 53 bilhões em gastos com pessoal, consolidando-se como um dos principais motores econômicos do país.
Distribuição de riqueza segundo estudo da FGV
O levantamento “A Relevância das Companhias Abertas na Economia Brasileira – Criando Prosperidade para o Brasil” foi divulgado em dezembro de 2025 e analisou 270 empresas listadas em bolsa, após a aplicação de filtros técnicos e econômicos sobre um universo inicial de 372 companhias.
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O foco foi a Declaração de Valor Adicionado (DVA), documento que mostra como cada empresa gera e reparte riqueza por meio de remuneração ao trabalho, pagamentos a fornecedores e tributos.
Para permitir comparações mais equilibradas, a FGV estruturou uma taxonomia própria, dividindo as companhias em 14 setores econômicos e produzindo rankings “Top 15” por eixo de análise.
A abordagem busca evidenciar o papel das empresas de capital aberto na geração de renda, emprego e arrecadação, em um momento em que a discussão sobre reforma tributária e competitividade ganha força no país.
Liderança da JBS entre fornecedores e pessoal
No pilar dedicado a fornecedores, a JBS aparece em primeiro lugar, com R$ 327 bilhões direcionados à cadeia de valor em 2024.
De acordo com a análise, esse volume reflete o modelo integrado de operação da companhia, que conecta milhares de produtores de grãos, criadores de animais e fornecedores de insumos diversos, além de empresas de embalagens, logística, equipamentos e serviços industriais.
Também no eixo de pessoal, que mede a geração de valor por meio do trabalho, a JBS ocupa a primeira posição.
O estudo aponta que a empresa destinou mais de R$ 53 bilhões a salários, benefícios e encargos trabalhistas em 2024, evidenciando uma demanda elevada por mão de obra, sobretudo em operações industriais, logísticas e administrativas.
Quando se observa o ranking que consolida a riqueza distribuída à sociedade como um todo – somando fornecedores, pessoal e impostos –, a JBS figura em segundo lugar entre todas as companhias avaliadas.
O resultado reforça o peso da multinacional no conjunto da economia, especialmente em setores ligados à indústria de alimentos e ao agronegócio.
Influência econômica nas regiões onde a empresa atua
Para o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, os dados reunidos pela FGV mostram como a presença da companhia se traduz em atividade econômica nos municípios em que mantém operações.
Segundo ele, a atuação da empresa contribui para dinamizar economias locais e ampliar oportunidades em mais de 130 cidades brasileiras onde há unidades da JBS.
Na avaliação do executivo, a cadeia de valor coordenada pela companhia conecta diretamente a produção rural a milhões de consumidores dentro e fora do país.
Esse fluxo, afirma, gera renda, fortalece fornecedores e evidencia o peso do segmento de alimentos como vetor de expansão da economia brasileira.
Tomazoni também relaciona os resultados do estudo à missão institucional da empresa.
O CEO destaca que a JBS busca alimentar o mundo com produtos sustentáveis e de alta qualidade, mantendo compromisso simultâneo com clientes, fornecedores, acionistas e colaboradores.
Dados gerais sobre companhias abertas brasileiras
O relatório da FGV mostra ainda o papel coletivo das companhias abertas analisadas.
Em 2024, as 270 empresas incluídas na amostra empregaram diretamente cerca de 2,8 milhões de pessoas no país e destinaram aproximadamente R$ 475,3 bilhões ao pagamento de salários, benefícios e contribuições previdenciárias.
Do ponto de vista fiscal, o grupo transferiu R$ 639,6 bilhões em impostos, somando tributos federais, estaduais e municipais.
Esse montante correspondeu a 23% de toda a arrecadação empresarial brasileira em 2024, o que evidencia a relevância dessas companhias na sustentação das contas públicas.
A soma do valor adicionado pelas empresas listadas chegou a R$ 2,1 trilhões em 2024, o equivalente a 17,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo o estudo.
A FGV ressalta que as empresas de capital aberto tendem a concentrar boas práticas de governança e maior produtividade, fatores que ampliam sua contribuição para o desenvolvimento econômico.
Estrutura global e portfólio da JBS
Como líder global em alimentos, a JBS opera com um portfólio diversificado que inclui proteínas de frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais.
A companhia emprega mais de 280 mil pessoas no mundo e mantém operações em mais de 20 países, entre eles Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e China.
Atende consumidores em cerca de 180 países por meio de suas marcas.
Entre as marcas globais e regionais, estão Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo e Just Bare, entre outras.
A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, soluções para gestão de resíduos e transporte, em linha com uma estratégia de economia circular descrita em seus materiais institucionais.
Operações e empregos gerados pela JBS em São Paulo
No estado de São Paulo, a JBS mantém uma das suas principais bases de operação no país.
De acordo com informações divulgadas pela própria companhia, a empresa gera mais de 35 mil empregos diretos em território paulista.
As operações se distribuem por 136 cidades do estado e incluem 28 fábricas, 3 confinamentos, 3 granjas, seis incubatórios, 9 centros de distribuição e seis operações da JBS Transportadora, além de mais de 600 lojas Swift em formatos físicos e de varejo.
Essa estrutura conecta produção agropecuária, indústria e comércio, movimentando diferentes elos da cadeia produtiva, do campo ao consumidor final.
Nesse contexto, a atuação da companhia em São Paulo é apresentada como relevante não apenas pela geração direta de postos de trabalho, mas também pelo estímulo a serviços contratados, logística, transporte, comércio e fornecimento de insumos.
Esse cenário se alinha ao retrato de “motor econômico” sugerido pelo estudo da FGV ao avaliar a distribuição de riqueza pelas grandes empresas de capital aberto.
Com números tão expressivos e impacto nacional, quais prioridades deveriam guiar empresas desse porte na busca por desenvolvimento econômico e social?

Me parece que só JBS tem esse potencial, num país onde o governo cuida muito bem dos amigos, deixando o país de lado para cuidar do próprio interesse desconsiderando o pagador de impostos, sem amigos sem governo sem nada .
Utilizar essa força para incentivar o país a se desenvolver, mas aí lembro que essa grandiosidade vem justamente de colaborar com governos que impedem o país de ser grande, desenvolvido, eficiente.
Para de mentir