Especialista Celso Camilo afirma que a IA deve assumir tarefas mecânicas, enquanto humanos retomam funões estratégicas nas empresas
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta técnica e passou a ocupar o centro das decisões corporativas. Agora, segundo o cientista da computação Celso Camilo, o futuro dos negócios pode depender menos da robotização humana e mais da chamada desrobotização.
Conforme publicado pela Exame, em 18 de maio de 2026, Camilo será um dos nomes do AI Summit 2026, evento promovido pela Exame e pela Saint Paul Escola de Negócios, em São Paulo, no dia 2 de junho de 2026. No encontro, ele defenderá que as máquinas devem assumir tarefas repetitivas, operacionais e padronizadas.
Além disso, o especialista afirma que essa mudança libera líderes e profissionais para atividades que a tecnologia ainda não replica com precisão. Entre elas estão empatia, pensamento crítico, negociação complexa, criatividade e intuição de mercado.
-
Fábrica da Nestlé em Araras, inaugurada em 1921, entra em nova fase com R$ 1 bilhão, inteligência artificial, automação industrial e aumento previsto na produção de café solúvel até 2028
-
A próxima vídeo locadora será o call center: inteligência artificial acelera mudança silenciosa no atendimento
-
Mineração em Jacobina e refino no Recôncavo Baiano viram motores de transformação e colocam o interior da Bahia no centro de uma nova onda de empregos e qualificação
-
Proibida pelos Estados Unidos de comprar as máquinas de litografia EUV que fazem chip moderno, a Huawei revelou a Lei Tau e promete um Kirin 53% mais denso já neste outono usando uma técnica que dispensa de vez a tecnologia que a China não pode importar
Como a desrobotização muda o trabalho nas empresas
Segundo Celso Camilo, a Revolução Industrial robotizou pessoas ao colocá-las em funções mecânicas. Agora, porém, a inteligência artificial permite inverter essa lógica. Assim, a máquina fica com a escala, enquanto o humano retoma o espaço do escasso.
Na prática, algoritmos processam grandes volumes de dados, cruzam variáveis rapidamente e automatizam rotinas burocráticas. Enquanto isso, profissionais podem focar em decisões estratégicas, relações humanas e soluções criativas.
Por que Celso Camilo defende esse novo modelo
Camilo possui doutorado em inteligência artificial e atuou como pesquisador visitante na Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, e na Mohamed bin Zayed University of Artificial Intelligence, nos Emirados Árabes.
Além disso, sua trajetória na área começou bem antes da popularização da IA generativa. Em 2003, sua dissertação de mestrado já abordava sistemas multiagentes, tecnologia em que diferentes programas de IA colaboram para resolver problemas complexos.
Posteriormente, em 2019, ele ajudou a fundar o SEIA, Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás. O centro estruturou a primeira graduação em IA do Brasil e se tornou o maior polo da área na América Latina.
AI Summit 2026 deve aproximar tecnologia e liderança
Atualmente, o SEIA reúne mais de 1.200 especialistas dedicados ao desenvolvimento de soluções práticas em inteligência artificial. Além disso, Camilo atua em projetos com mais de 60 empresas nacionais e internacionais.
Por isso, no AI Summit 2026, o pesquisador pretende discutir como a IA pode sair do campo técnico e chegar à estratégia real dos negócios. Afinal, para ele, o avanço tecnológico deve fortalecer empresas sem apagar o fator humano.
Dessa forma, a chamada desrobotização do humano surge como uma tese central para o futuro corporativo. A pergunta que fica é: as empresas saberão usar a inteligência artificial para tornar o trabalho mais humano?

Seja o primeiro a reagir!