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Engenheiros criam jaqueta que transforma umidade do ar em água potável e pode gerar até 900 ml por dia para trilhas, acampamentos, socorristas, trabalhadores rurais e militares em locais sem acesso fácil a fontes seguras

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 01/07/2026 às 01:03 Atualizado em 01/07/2026 às 01:05
Descubra a jaqueta inovadora que transforma umidade do ar em água potável. Conheça suas funcionalidades incríveis.
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Pesquisadores da Universidade do Texas em Austin desenvolveram uma jaqueta capaz de coletar umidade da atmosfera e produzir entre 400 e 900 ml de água potável por dia. A equipe também testou um sistema solar separado que alcançou 1,3 litro diário em ambientes áridos e semiúmidos.

A jaqueta capaz de transformar umidade do ar em água potável saiu dos laboratórios da Universidade do Texas em Austin com uma proposta direta: levar coleta pessoal e portátil para quem passa horas ou dias longe de fontes seguras.

O projeto usa um tecido especial que captura vapor do ar e direciona essa umidade para unidades removíveis, sem depender do formato tradicional de grandes painéis ou caixas estacionárias.

Como a jaqueta transforma ar em água potável

A estrutura da jaqueta não funciona como um reservatório comum. O tecido retém a umidade do ambiente e conduz a água para módulos destacáveis, que depois são colocados em um coletor dobrável.

Quando essas unidades são aquecidas, a água é liberada e pode ser coletada. Nos testes, a peça produziu entre 400 e 900 mililitros de água potável por dia, dependendo das condições de umidade.

A ideia mira usos em trilhas, acampamentos, corridas longas, trabalho rural, operações de socorro e atividades militares. Em todos esses casos, carregar menos água ou contar com uma fonte complementar pode fazer diferença na prática.

Tecido melhora transporte da umidade pelas fibras

O avanço não está apenas em absorver água. A equipe trabalhou para melhorar o caminho percorrido pela umidade, desde o vapor no ar até o líquido na superfície da fibra e, depois, para dentro do tecido.

Esse transporte interno foi apontado como essencial para o funcionamento em escala vestível. Em comparação com materiais existentes para coleta de água, o tecido apresentou desempenho de três a dez vezes superior em larga escala.

Guihua Yu afirmou que a coleta atmosférica costuma ser imaginada como caixas, painéis ou grandes leitos absorventes. A proposta da jaqueta muda esse formato ao transformar o tecido em parte ativa do sistema.

jaqueta água
A fibra que coleta água do ar. Crédito: Universidade do Texas em Austin

Sistema solar também quebrou marca em campo

O mesmo grupo desenvolveu um dispositivo separado de captação de água atmosférica movido por aquecimento solar. Ele foi testado no Deserto de Chihuahua, no Novo México, e também no clima mais úmido de Austin.

Durante os testes, o equipamento coletou 1,3 litro de água limpa por dia em ambientes áridos e semiúmidos. O resultado equivale a 4,3 litros por quilograma de material absorvente por dia.

O desempenho superou resultados anteriores relatados por outros grupos de pesquisa. O sistema usa um tecido de hidrogel feito de biomassa, capaz de absorver vapor e liberar água quando aquecido pela luz solar.

Tecnologia pode ir além das roupas

Os pesquisadores veem aplicações em mochilas, barracas, abrigos de emergência e equipamentos ao ar livre. Também projetam usos em resposta a desastres, operações remotas e áreas com infraestrutura hídrica limitada.

Norte da África, Oriente Médio, Sul da Ásia e África Subsaariana aparecem entre locais onde sistemas desse tipo podem ter maior relevância, por combinarem potencial de uso com escassez de água.

O que você acha dessa jaqueta que coleta água do ar: solução prática para aventuras e emergências, ou uma tecnologia que ainda precisa amadurecer antes de chegar ao uso comum? Comente em quais situações faria mais sentido.

Clique aqui para acessar o estudo.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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