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Homem decide enfrentar enxames com as próprias mãos em Singapura, salva cerca de 6 milhões de abelhas e ainda convence moradores a trocar veneno por preservação

Imagem de perfil do autor Viviane Alves
Escrito por Viviane Alves Publicado em 03/07/2026 às 11:03 Atualizado em 03/07/2026 às 11:05
Clarence Chua segura um grande enxame de abelhas com as próprias mãos durante um resgate humanitário de colmeia em Singapura.
Clarence Chua preserva colônias inteiras ao remover enxames de áreas urbanas e já contribuiu para salvar cerca de 6 milhões de abelhas em Singapura.
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Clarence Chua realoca colmeias inteiras, preserva rainhas, larvas e operárias, e transforma o medo de abelhas em ação ambiental nas áreas urbanas.

Um morador de Singapura vem chamando atenção por um trabalho raro de preservação ambiental.

Clarence Chua, de 42 anos, já ajudou a salvar cerca de 6 milhões de abelhas ao longo dos últimos seis anos, segundo informações divulgadas pela Reuters em julho de 2026.

O trabalho consiste em retirar colmeias de casas, prédios, áreas religiosas e até estruturas incomuns, como o motor de um avião.

Depois disso, os enxames são levados para caixas de madeira e realocados em apiários administrados por ele.

Resgate troca extermínio por preservação

Em Singapura, moradores costumam acionar empresas de controle de pragas quando encontram abelhas em residências.

Essas empresas eliminam ninhos em poucos minutos e cobram entre 80 e 150 dólares de Singapura pelo serviço.

Clarence Chua tenta convencer os moradores a permitir uma solução diferente.

Ele cobra entre 100 e 500 dólares de Singapura para fazer a remoção humanitária da colmeia.

Dessa forma, em vez de matar os insetos, ele preserva a colônia inteira.

Homem retira colmeia de abelhas presa ao teto com as mãos durante ação de realocação em Singapura.
Clarence Chua remove enxame instalado em área urbana durante resgate humanitário de abelhas em Singapura.

Como funciona a realocação das abelhas

O processo exige cuidado, paciência e observação do comportamento do enxame.

Primeiramente, Chua avalia as abelhas de perto. Muitas vezes, ele se aproxima usando apenas uma bandana e as próprias mãos.

Segundo ele, quando as abelhas não se sentem ameaçadas, conseguem permanecer tranquilas mesmo com alguém muito próximo.

Depois da retirada, a colmeia é colocada em caixas de madeira.

O procedimento busca preservar a abelha-rainha, as larvas e as operárias, mantendo a estrutura da colônia.

Cerca de 100 colmeias realocadas por ano

Nos últimos seis anos, Clarence Chua realocou, em média, 100 colmeias por ano.

Com isso, a estimativa chega a cerca de 6 milhões de abelhas salvas.

Depois do resgate, os enxames são levados para um dos três apiários mantidos por ele.

Um desses espaços, inclusive, fica no quintal da própria casa de Chua.

Dois apicultores com roupas de proteção e luvas azuis recolhem enxame de abelhas em uma caixa sob o teto de uma varanda.
Apicultores recolhem enxame em caixa durante ação de realocação humanitária de abelhas em área urbana.

Abelhas já foram retiradas de locais inusitados

Ao longo dos anos, Chua recebeu chamados em situações bastante incomuns.

Ele já retirou abelhas de uma pequena casa de culto espiritual dentro de um condomínio.

Também removeu um enxame instalado no motor de um avião.

Nesse caso, a aeronave não pôde decolar até que as abelhas fossem retiradas com segurança.

Trabalho também envolve riscos

Apesar da experiência, o resgate de abelhas pode ser perigoso.

Em uma ocasião, Chua tentou remover um enxame instalado na sacada de um condomínio.

Inicialmente, ele acreditou que as abelhas estavam dóceis.

O enxame reagiu rapidamente, e ele acabou ferroado cerca de 100 vezes em aproximadamente 30 segundos.

Depois disso, ele afirmou que aprendeu a nunca subestimar a natureza.

Conscientização cresce nas redes sociais

Enquanto isso, o trabalho de Chua também ganhou força nas redes sociais.

Vídeos dos resgates, alguns gravados em primeira pessoa com óculos inteligentes da Meta, já atraíram cerca de 20 mil seguidores.

Além disso, conselhos municipais de Singapura passaram a contratar seus serviços.

Esses órgãos administram conjuntos habitacionais públicos onde vivem quase 80% da população do país.

Por que as abelhas são importantes

Para Clarence Chua, proteger as abelhas é essencial por causa da polinização.

Segundo ele, sem esses insetos, haveria menos frutas no mundo.

Muitos alimentos também poderiam ficar mais caros, já que diversas culturas agrícolas dependem diretamente das abelhas.

O caso mostra, portanto, como o resgate humanitário de colmeias pode substituir o extermínio em áreas urbanas.

Ao mesmo tempo, evidencia os riscos, os custos e a importância de lidar com a natureza de forma responsável.

Você acha que cidades deveriam priorizar o resgate de abelhas em vez do extermínio de colmeias urbanas? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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