Mês de abril iniciará com os novos preços dos remédios definidos pelo aumento do governo Bolsonaro. Alta no setor pode prejudicar população
No dia 29 de março, última terça-feira do mês, o governo de Jair Bolsonaro, que recentemente demitiu o presidente da Petrobras, aprovou um aumento de 10,89% no preço dos remédios. A medida do governo entrará em vigor a partir de sexta-feira, 1º de abril. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Produtos da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma), na noite do mesmo dia em que houve a autorização (29).
De acordo com o Sindicato, o reajuste aprovado pelo governo – medida que está sendo adotada em diversos setores, principalmente de combustíveis – deve afetar, no mínimo, 13 mil variedades de remédios presentes no mercado farmacêutico varejista do Brasil. Através da publicação de uma nota, a entidade avisa: “Mas o reajuste não é automático nem imediato, pois a grande concorrência entre as empresas do setor regula os preços: medicamentos com o mesmo princípio ativo e para a mesma classe terapêutica (doença) são oferecidos no país por vários fabricantes e em milhares de pontos de venda”.
Nesse sentido, segundo o veículo de notícias Diário do Nordeste, o cálculo realizado para chegar ao reajuste dos remédios autorizado pelo governo leva em consideração a inflação obtida por meio do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, (que é igual a 10,54%), junto da produtividade alcançada pelo setor (equivalente a zero), do fator de ajuste de valores relativos entre setores (0,35%), e do fator de ajuste de preços relativos intrassetor Z (zero).
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No ano passado, o governo Bolsonaro já havia permitido um crescimento de até 10,08% para os remédios, diante de uma inflação de 4,52% no ano anterior. Agora, com essa nova alta nos preços dos remédios, o custo de vida da população irá encarecer ainda mais, principalmente dos idosos, cujos salários e aposentadorias estão sendo muito afetados pela inflação.
Desse modo, a partir de atitudes como essa do governo, a vida da população fica ainda mais comprometida, levando em conta a disparada não só dos remédios, como também nos preços dos alimentos, combustíveis, da energia elétrica e da alta nos aluguéis. Nos últimos três anos, o IPCA, que mede a inflação oficial, disparou: fechou 2019 em alta de 4,31%, em 2020, passou para 4,52%, e em 2021, acumulou alta de 10,06%, o pior resultado desde 2015.
Entretanto, Nelson Mussolini, o presidente executivo do Sindusfarma, discorre que “dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preços podem demorar meses ou nem acontecer”.
Venda de carros: com diminuição de quase 23% nas entregas no mês passado, conforme a KBB Brasil, os preços do setor seguem um caminho oposto
De acordo com dados da análise feita pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o mês de fevereiro terminou com uma queda no mercado de carros, produto que poderá ser comprado com bitcoin. Assim, em fevereiro foram licenciados somente 129 mil veículos, o que corresponde a um declínio de 22,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Entretanto, os preços dos carros – assim como o preço dos combustíveis – permanecem em constante subida mostra o Monitor de Variação de Preços da KBB Brasil, companhia especializada em preço de carros novos e usados.
Conforme aponta o levantamento da KBB Brasil divulgado no portal Istoé Dinheiro, os grandes responsáveis pelo aumento nos preços foram os carros seminovos (de 0 a 3 anos), com alteração média de 2,96%, e os carros usados (de 4 a 10 anos), que subiram 1,87% em média. Os carros 0 km, por sua vez, sofreram acréscimo de apenas 0,25% em seu preço. Para conferir o aumento nos preços neste outro setor do mercado brasileiro, basta clicar aqui e ler a matéria completa.

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