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Governo Bolsonaro assina projeto de privatização da Eletrobras

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 05/11/2019 às 21:13

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Em paralelo, o governo Bolsonaro também editou medida provisória (MP) que estabelece fim do monopólio da Casa da Moeda na fabricação de papel moeda.

Hoje, 5 de novembro, foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro o projeto de lei que define o modelo de privatização da Eletrobras, atual responsável por cerca de um terço da capacidade de geração e metade da transmissão de energia no Brasil.  A Privatização da companhia gera expectativa de R$ 16,2 bilhões ao Governo.

Segundo a matéria, que ainda precisará ser deliberada pelo Congresso Nacional, a desestatização da Eletrobras ocorrerá por meio de um processo de capitalização que diluirá a participação da União na companhia

De acordo com a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Pereira, o projeto presume também que o processo pode envolver uma oferta adicional, secundária.

A capitalização da companhia está prevista para o segundo semestre de 2020 e deverá gerar recursos para que a Eletrobras pague ao Tesouro 16,2 bilhões de reais a título de bônus de outorga, em troca da renovação em condições mais vantajosas dos contratos de uma série de hidrelétricas antigas.

Atualmente a União possui a 40,99% do capital social da Eletrobras, mas com 51% das ações ordinárias, com direito a voto.

Mas o projeto de lei da desestatização irá prever que nenhum dos acionistas da estatal poderá ter mais de 10% dos votos, nem mesmo a União, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem 5,51% do capital, enquanto o braço de participações do banco estatal, BNDESPar, tem 10,48%.

Em paralelo, o governo Bolsonaro também editou medida provisória (MP) que estabelece fim do monopólio da Casa da Moeda na fabricação de papel moeda.

A Eletrobras teve a criação proposta em 1954 pelo então presidente Getúlio Vargas e saiu do papel efetivamente em 1962, sob a presidência de João Goulart.

Os ativos da estatal chegaram a ser alvo de estudos para privatização nos anos 90, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando uma subsidiária na região Sul chegou a ser vendida, mas os planos não foram adiante devido à resistência política.

Mais recentemente, na gestão Michel Temer, o Ministério de Minas e Energia retomou as discussões sobre a desestatização.

 

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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