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Privatização da Eletrobras gera expectativa de R$ 16,2 bilhões ao Governo

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 31/08/2019 às 16:01 Atualizado em 31/08/2019 às 16:02

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privatização da Eletrobras
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A privatização da Eletrobras foi anunciada em 2017, durante o governo Michel Temer, mas não foi adiante.

R$ 16,2 bilhões são as expectativas de arrecadação com a privatização da Eletrobras anunciadas pelo Governo. O valor  incluído na proposta de Orçamento do próximo ano, encaminhada ao Congresso Nacional nesta sexta-feira, 30, foi atualizado; antes, a receita prevista pelo governo era de R$ 12 bilhões.  As perspectivas são animadoras para os três leilões de petróleo e gás que serão feitos no segundo semestre. Para a 16ª rodada já há 12 empresas inscritas, entre grande porte e até mesmo empresas internacionais.

De acordo com o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, “O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) contempla uma arrecadação de R$ 16,2 bilhões. Entendemos que é um processo factível para o ano de 2020, mas precisa de aprovação do Congresso”.

O valor será obtido por meio de uma capitalização. Com o lançamento das ações no mercado, a União abriria mão do controle da empresa, reduzindo sua participação de pouco mais de 60% para algo inferior a 50%.

Segundo o governo, não há pretensão de incluir no modelo de privatização da companhia a venda de subsidiárias.  A garantia foi dada nesta quarta-feira, 28, no Rio de Janeiro, pelo ministro de Minas e Energias, Bento Albuquerque, em um evento do setor elétrico e energético.

Recentemente, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, chegou a afirmar que existia a possiblidade de emissão de ações no âmbito da capitalização da Eletrobras a partir de fevereiro do ano que vem. Bento, porém, disse que o modelo apresentado ao Congresso já foi muito discutido e debatido pela sociedade, e não prevê a venda de subsidiárias como Furnas, Eletronorte e Eletrosul.

A privatização da Eletrobras foi anunciada em 2017, durante o governo Michel Temer, mas não foi adiante. A gestão Jair Bolsonaro retomou a proposta e se prepara para encaminhar ao Congresso Nacional um novo projeto de lei tratando do tema.

O projeto prevê a assinatura de novos contratos para hidrelétricas da Eletrobras que hoje operam sendo remuneradas com valores previamente definidos, sem lucro para empresa. Essas usinas passarão a ser pagas pela energia gerada a preços de mercado, com lucro para a companhia.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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