No Senna Tower, a Mite CFA 3436 executa estacas com concretagem no furo e inserção de armadura para acelerar as fundações do canteiro
O canteiro do Senna Tower ganhou um reforço de peso para a fase de fundações: uma nova máquina italiana de estacas, apresentada no local como a Mite CFA 3436. A operação acontece dentro da obra, com concretagem sendo feita diretamente no furo e inserção de armadura logo em seguida, em um processo acompanhado de perto pela equipe.
Segundo o relato no canteiro do Senna Tower, a fundação já passou de 50% executada e o cronograma está adiantado. A chegada do equipamento entra como apoio para manter ritmo, aumentar capacidade de perfuração e dar mais produtividade à etapa que define a base do empreendimento.
O que é a Mite CFA 3436 e por que ela chama atenção no Senna Tower

A máquina apresentada na obra do Senna Tower é descrita como uma perfuratriz CFA com porte fora do padrão, passando de 120 toneladas e chegando perto de 130 toneladas montada com o trado.
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É uma estrutura grande, larga e estável, com sistema de abertura de esteiras para aumentar ainda mais a base durante a operação.
Outro destaque é a torre telescópica, que abre para ganhar altura e aumentar capacidade de perfuração. Isso também facilita a montagem e o transporte no canteiro do Senna Tower, já que a torre pode ser recolhida quando necessário.
Perfuração de até 50 m e estacas de 60 cm no Senna Tower

Na operação mostrada, a perfuração indicada para a Mite CFA 3436 chega a até 50 metros de profundidade. No furo acompanhado, o diâmetro utilizado é 60 cm, e o processo segue uma sequência prática: perfuração, retirada do trado, concretagem pelo mangote e, depois, inserção da armadura.
O próprio terreno do Senna Tower é descrito com variação de profundidade, com referência de rocha em faixas que vão aproximadamente de 38 a 42, chegando a 45 m, dependendo do ponto. Isso faz as estacas variarem e exige leitura técnica constante durante a perfuração.
Motor de 750 cv, sete bombas e operação computadorizada

A Mite CFA 3436 apresentada no Senna Tower aparece como máquina 100% computadorizada, com cabine de operador e monitoramento de parâmetros durante a execução.
O motor é citado com cerca de 750 cavalos de potência, posicionado na parte traseira do equipamento, com dois filtros de ar visíveis na estrutura.
Durante a explicação no canteiro do Senna Tower, é mencionado que a máquina trabalha com sete bombas, e o operador comenta a dinâmica de pressão e atuação conforme o material muda.
Também é citado um torque mínimo de 300 bar, com leituras variando conforme a condição do solo e a chegada na rocha.
Quando chega na rocha: vibração, torque e avanço centímetro a centímetro

Um dos momentos mais marcantes do acompanhamento no Senna Tower é a transição do terreno mais mole para o fragmento rochoso e, depois, para a rocha.
O operador descreve que a máquina passa a vibrar mais, a velocidade cai e o avanço precisa ser feito com cuidado, em ritmo bem menor.
Há ainda a explicação prática de leitura do comportamento: quando a rocha está lisa, o torque pode cair, e quando há relevo, o torque tende a aumentar porque o trado “belisca” as irregularidades. No trecho rochoso, a perfuração vira literalmente um trabalho de paciência e controle.
Concretagem, “bubo” e o perfil da estaca no Senna Tower
Após atingir a profundidade prevista, entra a concretagem. O concreto é descarregado e injetado no furo, com leitura de pressão no sistema.
Um ponto citado é o “bubo”, que na prática é deixar o concreto descer e formar uma base no pé da estaca antes de puxar o trado.
No furo acompanhado no Senna Tower, o painel mostra o perfil da estaca durante a concretagem e o volume final citado chega a 19,50 m³ de concreto naquele ciclo. É a etapa em que a estaca deixa de ser só perfuração e vira estrutura de fato.
Inserção de armadura: guindaste, zona controlada e peças emendadas

Com a estaca concretada, entra a inserção da armadura, feita com apoio de guindaste, já que o conjunto é descrito com mais de 30 metros de comprimento.
A armadura aparece formada por barras emendadas com clipes, com variações de configuração conforme a estaca.
No Senna Tower, também é mencionado que as estacas são armadas integralmente e que o terreno deve passar por rebaixamento de cerca de 9 a 10 m de escavação.
Por isso, a parte superior da estaca depois é arrasada, e o trecho efetivamente aproveitado fica em torno de 30 a 32 m.
Investimento de cerca de R$ 20 milhões e por que ela é única na América Latina
A chegada da Mite CFA 3436 ao Senna Tower é associada a um investimento descrito em torno de R$ 20 milhões para trazer o equipamento ao Brasil.
O relato afirma que é a única máquina desse tipo na América Latina, com semelhantes citadas como presentes nos Estados Unidos e na Europa.
A empresa responsável por levar o equipamento ao canteiro do Senna Tower é a União Fundações, citada como sendo da região de Santa Catarina, com referência a Itapema.
O que muda no ritmo da obra do Senna Tower
Na prática, a lógica é produtividade. Uma máquina com esse porte permite perfurar rápido no terreno mais favorável, controlar melhor a transição para rocha e manter o ciclo de estaca girando com concretagem e armadura em sequência. Para uma obra como o Senna Tower, fundação é cronograma. E cronograma é custo.
Ao mostrar reposicionamento, patolas de estabilidade e a operação contínua de estacas, a sensação transmitida é de linha de produção: enquanto uma estaca recebe armadura, a máquina já inicia o furo da próxima, mantendo o canteiro do Senna Tower em movimento.
Você acha que uma obra como o Senna Tower ganha mais com máquinas gigantes como essa ou com mais equipes trabalhando em paralelo com equipamentos menores?


Ganha velocidade, sim, o equipamento oferece essa condição!
Outra máquina…agora são 3 …2 para 40m e esta para 50m e todas para estacas com 60 cm de diâmetro !!!
Chega de prédios!
Baum mesmo é derrubar florestas e construir milhares de casas na horizontal né.😅