Conversão do antigo Edifício Barrosão prevê apartamentos de estúdios a três quartos, supermercado, rooftop e áreas comerciais no Centro do Rio. O lançamento está planejado para março de 2027, enquanto as obras devem começar no mesmo ano.
O antigo Edifício Barrosão, que já abrigou áreas administrativas da Caixa Econômica Federal no Centro do Rio, deverá ser convertido em um empreendimento de uso misto, com moradia, comércio e serviços.
A torre de 31 andares terá cerca de 800 apartamentos, com unidades de estúdios a três quartos e plantas de até 90 m².
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A Nigri Incorporadora informou ao Diário do Rio que o projeto terá mais de 6 mil m² de lazer e será, segundo a empresa, o maior retrofit residencial do Brasil.
O lançamento comercial está previsto para março de 2027, e as obras também devem começar no mesmo ano. A incorporadora afirma que os contratos da operação já foram fechados, inclusive com uma empresa parceira cujo nome ainda não foi divulgado.
A proposta reaproveita a estrutura do edifício para uma nova finalidade, em vez de partir de uma demolição integral. No Barrosão, pavimentos originalmente ocupados por escritórios deverão receber apartamentos, enquanto outras áreas serão destinadas a lazer, comércio e serviços.
A mudança de uso transforma uma torre concebida para atividades administrativas em um endereço de ocupação residencial permanente. O desenho apresentado combina diferentes tipologias de moradia com áreas comuns e operações comerciais, sem eliminar a estrutura principal do prédio existente.
Lazer, supermercado e rooftop integram o projeto
A configuração divulgada reserva mais de 6 mil m² para lazer. Entre os espaços previstos está um rooftop com vista para o Pão de Açúcar, a Baía de Guanabara e o Cristo Redentor, embora a incorporadora ainda não tenha detalhado todas as áreas comuns.
O supermercado anunciado nas primeiras versões do projeto continua nos planos, mas mudou de posição dentro do prédio. A previsão inicial era instalá-lo no térreo; a Nigri informou ao Diário do Rio que a operação foi deslocada para outro pavimento, ainda não detalhado.
O Barrosão também é apresentado pela incorporadora como o primeiro projeto multiuso ligado ao Reviver Centro. Além das moradias, a proposta prevê outros serviços, embora a empresa ainda não tenha informado quais operações, além do supermercado, deverão integrar o empreendimento.
A intervenção alcançará ainda a área lateral do edifício, próxima à entrada principal da estação Carioca do metrô. A empresa prevê paisagismo, iluminação e mobiliário urbano nesse trecho, junto ao acesso ao prédio.
O endereço fica ao lado de uma estação de metrô e em uma área do Centro já ocupada por comércio e serviços.
A conversão leva moradia para uma torre que durante anos teve função administrativa e permaneceu desocupada após a saída da Caixa, mantendo no mesmo endereço atividades comerciais e serviços previstos no novo projeto.
Prédio ficou vazio após saída da Caixa
O Barrosão ficou vazio em 2018, quando a Caixa transferiu atividades administrativas para outros endereços.
A devolução oficial do imóvel ao fundo proprietário ocorreu em 2021, depois de uma disputa judicial relacionada às condições do prédio para a entrega das chaves.
Desde então, a proposta passou a ser estruturada para uma nova ocupação. O plano divulgado pela Nigri combina apartamentos de diferentes tamanhos, áreas de lazer e atividades comerciais em uma mesma torre, mantendo a estrutura existente como base para a conversão.
O edifício também conserva elementos ligados à sua história arquitetônica. No térreo permanece um mural de Bandeira de Melo pintado em 1960, peça inserida em um imóvel cuja função principal deverá mudar de administrativa para residencial e comercial.
A transformação prevista ainda está na fase de projeto anunciada pela incorporadora. O total de apartamentos é apresentado como aproximado, e a empresa não revelou o nome da parceira nem detalhou todos os serviços que deverão ocupar o complexo.
O cronograma informado pela Nigri prevê lançamento comercial em março de 2027 e início das obras no mesmo ano. Até essa etapa, números, plantas e datas permanecem vinculados ao projeto anunciado e deverão ser acompanhados até o lançamento e o licenciamento definitivo.
