A concretagem consolidou os cinco vãos da estrutura entre Curitiba e Pinhais e permitiu o avanço para serviços de cura, terra armada e preparação do pavimento. O projeto ainda inclui pontes laterais, nova rotatória e intervenções no sistema viário da divisa metropolitana.
O novo viaduto entre Curitiba e Pinhais entrou na fase de preparação para receber o pavimento depois da conclusão das lajes do tabuleiro, estrutura que formará a base da futura pista sobre a divisa dos dois municípios.
A Prefeitura de Curitiba informou que a etapa consumiu 850 metros cúbicos de concreto, volume equivalente a cerca de 120 caminhões-betoneira carregados. O material foi lançado sobre a estrutura metálica já montada para unir as vigas e consolidar os cinco vãos do viaduto.
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A concretagem ocorreu em três etapas planejadas, procedimento adotado para controlar a execução e atender às exigências técnicas da estrutura. Com essa fase concluída, as equipes passaram a trabalhar na cura do concreto e nos serviços necessários antes da aplicação das camadas de pavimento asfáltico.
O tabuleiro é a parte horizontal que receberá a pista e distribui as cargas para o restante da estrutura. No viaduto Curitiba-Pinhais, o concreto armado lançado sobre as vigas metálicas formou a superfície que posteriormente será preparada para receber as demais camadas previstas no projeto.
O que ainda falta antes da pavimentação
Entre os serviços em andamento está a execução da terra armada nas cabeceiras, pontos de transição entre o viaduto e as vias existentes. O sistema utiliza centenas de placas de concreto nas laterais, enquanto o interior recebe aterro e compactação do solo.
As equipes também trabalham na implantação das barreiras de segurança do tipo New Jersey, estruturas de concreto utilizadas para separar ou proteger áreas de circulação. Esses elementos integram a preparação do viaduto antes da conclusão das etapas destinadas ao tráfego de veículos.
A sequência anunciada pela administração municipal prevê que a pavimentação ocorra depois do período de cura do concreto e do avanço da terra armada. Por isso, o término da concretagem do tabuleiro representa uma etapa estrutural concluída, mas ainda não significa a liberação imediata da passagem.
O cronograma também depende do avanço dos acessos que conectarão a pista elevada ao sistema viário existente. Esses trabalhos incluem a formação e compactação das cabeceiras, além da compatibilização das novas estruturas com as vias que permanecem em operação durante a obra.
Estrutura terá seis faixas entre Curitiba e Pinhais
Quando concluído, o viaduto terá 155 metros de comprimento e 25,03 metros de largura, com três faixas de rolamento em cada sentido. A estrutura ficará no encontro da Avenida Victor Ferreira do Amaral, em Curitiba, com a Rodovia João Leopoldo Jacomel, que segue em direção a Pinhais.
A intervenção, porém, não se restringe à pista elevada. O pacote também inclui duas pontes sobre o Rio Atuba nas vias marginais, uma nova rotatória sob o viaduto e alterações no sistema viário que atende a área de ligação entre as duas cidades.
As pontes laterais fazem parte da reorganização das marginais e complementam a travessia principal. No conjunto previsto para a região também aparecem calçadas acessíveis, ciclovias, iluminação, drenagem e paisagismo, ampliando o alcance da obra para além das seis faixas do novo viaduto.
A nova rotatória deverá substituir o cruzamento semaforizado existente sob a estrutura. A mudança integra o desenho viário projetado para distribuir os diferentes movimentos de veículos na ligação entre a Avenida Victor Ferreira do Amaral, as marginais e a Rodovia João Leopoldo Jacomel.
Durante a execução, o planejamento prevê bloqueios parciais e desvios conforme avançam as frentes de trabalho, especialmente nas marginais, nas proximidades do Rio Atuba e nos acessos às cabeceiras. A ligação principal permanece condicionada às alterações operacionais necessárias em cada etapa da obra.
Viaduto integra o Novo Inter 2
O empreendimento faz parte do Lote 4 do Novo Inter 2, programa destinado à reorganização de um corredor utilizado pelo transporte coletivo e pelo tráfego metropolitano. As intervenções associadas ao projeto incluem requalificação de vias, novos pavimentos, calçadas, iluminação pública e melhorias de drenagem.
O contrato que abrange o viaduto e obras complementares aparece no Portal da Transparência de Curitiba vinculado à ampliação da capacidade da Linha Direta Inter 2 no Lote 4. O conjunto envolve não apenas a estrutura elevada, mas também marginais, rotatória e adequações no sistema viário.
O projeto também integra o PRO Curitiba, programa municipal que reúne mais de R$ 6 bilhões em intervenções previstas entre 2025 e 2028. Esse valor corresponde ao conjunto de projetos incluídos no programa e não ao custo específico do viaduto entre Curitiba e Pinhais.
Com o tabuleiro concretado, as frentes seguintes permanecem concentradas na cura do concreto, na terra armada, nas cabeceiras e nos dispositivos de segurança. A preparação das camadas de pavimentação vem na sequência desses serviços antes que a futura pista possa avançar para as etapas finais de execução.
