Negócio une gigante alemã Hapag-Lloyd, via Hanseatic Global Terminals, e Grupo Imetame em novo terminal de contêineres em Aracruz, com profundidade de 17 metros, capacidade para 1,2 milhão de TEUs, foco no café capixaba e operação prevista para meados de 2028 após aval regulatório e aprovação de autoridades antitruste brasileiras.
A gigante alemã Hapag-Lloyd, por meio da subsidiária Hanseatic Global Terminals (HGT), anunciou nesta terça-feira um acordo para comprar 50% da Imetame Logística Porto (ILP), joint venture responsável pelo novo porto de Aracruz, no Espírito Santo. O negócio marca a entrada direta do grupo europeu na operação de um terminal de contêineres capixaba, em parceria com o Grupo Imetame.
Pelo acordo, as duas empresas vão desenvolver e operar em conjunto um terminal de contêineres profundo, pensado para receber navios de grande porte, ampliar o escoamento do café produzido no estado e posicionar o Espírito Santo como rota estratégica na logística marítima da América Latina.
Quem é a gigante alemã por trás do novo porto
A Hanseatic Global Terminals é uma subsidiária integral da gigante alemã Hapag-Lloyd, uma das principais empresas globais de transporte marítimo e contêineres.
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A compra de 50% da Imetame Logística Porto insere o grupo em uma sociedade voltada especificamente para a operação de terminais de contêineres no novo porto capixaba.
A ILP foi estruturada como joint venture para atuar na movimentação de cargas conteinerizadas, e a chegada da gigante alemã traz expertise internacional em rotas de longo curso e operação de grandes navios, reforçando a ambição de transformar Aracruz em um ponto de conexão importante para cargas da região.
Aracruz ganha terminal profundo para navios gigantes
O novo terminal será construído em Aracruz, município do Espírito Santo escolhido para receber uma estrutura portuária com profundidade prevista de 17 metros.
Essa profundidade permite a atracação de navios de grande porte, ampliando o tipo de embarcação que poderá operar na costa capixaba.
Além do calado reforçado, o projeto prevê cerca de 750 metros de cais, espaço suficiente para atender simultaneamente diferentes navios de contêineres.
A combinação de cais extenso com grande profundidade é apontada como um dos trunfos do empreendimento para disputar rotas internacionais mais competitivas.
Café capixaba no centro da estratégia
Entre os setores diretamente interessados na nova estrutura está o de café.
O Espírito Santo é o maior produtor de grãos canéforas do Brasil, e o terminal em Aracruz surge como alternativa para escoar essa produção por um porto especializado em contêineres, com participação de uma gigante alemã do transporte marítimo.
A expectativa é que o novo porto ajude a reduzir gargalos logísticos, oferecer mais opções de rota para exportadores de café e de outras commodities e reforçar o papel do estado na matriz exportadora nacional.
A presença da Hapag-Lloyd tende a aproximar ainda mais os produtores locais de armadores globais e grandes compradores internacionais.
Capacidade, cronograma e próximos passos regulatórios
A unidade em Aracruz tem início de operações previsto para meados de 2028, com capacidade anual projetada em cerca de 1,2 milhão de TEUs.
A extensão de 750 metros de cais e o calado de 17 metros colocam o terminal na categoria dos portos preparados para navios de última geração em rotas de longo curso.
Os valores da transação entre HGT e Grupo Imetame não foram divulgados. O fechamento do negócio ainda depende de aprovação de autoridades antitruste e de reguladores competentes, além de outras condições contratuais usuais em operações desse porte.
Até lá, a gigante alemã e o grupo brasileiro seguem alinhando projetos e etapas para tirar o terminal do papel dentro do cronograma previsto.
América Latina como mercado estratégico
No anúncio do acordo, o CEO da HGT, Dheeraj Bhatia, reforçou que a América Latina é considerada um mercado estratégico para a Hanseatic Global Terminals e para a Hapag-Lloyd.
A aposta no porto de Aracruz se insere nessa visão de longo prazo, que busca ampliar a presença do grupo em corredores logísticos relevantes da região.
Com um terminal profundo, vocação exportadora e foco em contêineres, Aracruz tende a se posicionar como alternativa competitiva para cargas brasileiras e latino americanas, especialmente no segmento de commodities como o café capixaba, conectadas a grandes rotas globais operadas pela gigante alemã.
Você acredita que a entrada dessa gigante alemã em Aracruz pode mudar o equilíbrio de forças entre os portos do Sudeste brasileiro?

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