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Gasolina ou etanol em 2026? Regra dos 70% caiu e pode estar te fazendo gastar mais do que deveria no posto

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 14/01/2026 às 16:58
Gasolina ou etanol em 2026? Entenda como o ICMS e o consumo real do carro mudaram a regra dos 70% e evite gastar mais no posto.
Gasolina ou etanol em 2026? Entenda como o ICMS e o consumo real do carro mudaram a regra dos 70% e evite gastar mais no posto.
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Dúvida comum entre motoristas flex ganha novos contornos em 2026, com mudanças no ICMS, variações regionais de preços e evolução dos motores, tornando a conta entre gasolina e etanol mais dependente do consumo real de cada veículo.

A escolha entre gasolina e etanol voltou ao centro da decisão de quem dirige carro flex em 2026, sobretudo após a atualização do ICMS que passou a valer no início do ano e alterou o custo final exibido na bomba.

Com valores diferentes entre regiões e até entre postos da mesma cidade, a conta que define o que realmente compensa deixou de ser apenas a do painel luminoso e passou a exigir atenção ao consumo específico de cada veículo.

Na prática, o parâmetro tradicional que compara o preço do etanol com o da gasolina continua funcionando como um atalho rápido, mas já não serve como regra universal.

Isso acontece porque a diferença de rendimento entre os combustíveis varia conforme o tipo de motor, o acerto eletrônico e até o padrão de uso diário do carro.

Assim, enquanto alguns modelos aceitam etanol pagando mais de 70% do valor da gasolina, outros só entregam economia quando a distância entre os preços é maior.

Mudanças no ICMS e impacto no preço dos combustíveis

O ICMS sobre gasolina, diesel e GLP passou a ser cobrado por um valor fixo por unidade, e não mais como um percentual do preço final, no modelo conhecido como alíquota “ad rem”.

Com a atualização válida em 2026, a cobrança da gasolina foi fixada em R$ 1,57 por litro, enquanto o diesel passou para R$ 1,17 por litro, além do GLP, que ficou em R$ 1,47 por quilo.

Esse tipo de ajuste não se traduz automaticamente em aumento igual para todos os postos, já que o preço final também depende de fatores como custo do produto, logística, distribuição e margens de revenda.

Ainda assim, o imposto estadual representa uma fatia relevante do valor pago pelo consumidor e costuma influenciar a formação de preços ao longo do ano.

Preço médio da gasolina e do etanol no início de 2026

Para entender o cenário com mais precisão, os levantamentos nacionais da ANP ajudam a visualizar a relação entre gasolina e etanol.

Na semana de 04/01/2026 a 10/01/2026, a média nacional indicou gasolina comum a R$ 6,29 por litro e etanol hidratado a R$ 4,53 por litro.

Com esses valores, o etanol ficou em torno de 72% do preço da gasolina, patamar que já foge do limite clássico adotado por muitos motoristas.

Esse dado ajuda a explicar por que a “regra dos 70%” pode levar a decisões diferentes, dependendo do carro utilizado.

Em alguns veículos, esse percentual ainda representa economia, enquanto em outros pode significar gasto maior ao longo do mês.

Por que a regra dos 70% deixou de ser absoluta

A lógica do percentual existe porque o etanol tem menor densidade energética do que a gasolina, o que faz o consumo por litro ser maior na maioria dos motores.

Para simplificar essa diferença, consolidou-se o hábito de usar 70% como referência, comparando apenas os preços exibidos no posto.

O problema é que o aumento de consumo com etanol não é igual para todos os carros.

Há modelos em que o rendimento do etanol chega a 75% do obtido com gasolina, elevando o limite de preço em que o combustível vegetal ainda compensa.

Na prática, se um carro faz 10 km/l com gasolina e 7,5 km/l com etanol, a paridade real é de 75%, e não de 70%.

Dessa forma, a conta mais confiável deixa de ser um número fixo e passa a refletir o comportamento real do seu veículo.

Como fazer a conta correta no posto

Existem duas formas simples e equivalentes de chegar a um resultado mais preciso, dependendo das informações disponíveis.

Quando a comparação é feita apenas com os preços do posto, o cálculo consiste em dividir o valor do etanol pelo da gasolina.

Se o resultado ficar abaixo da paridade real do carro, o etanol tende a ser a opção mais econômica naquele momento.

A referência de 0,70 continua útil como orientação geral, mas pode não representar o consumo real do seu veículo.

Já a forma mais precisa envolve o próprio carro.

Nesse caso, divide-se o consumo médio no etanol pelo consumo médio na gasolina, obtendo-se o percentual de paridade específico daquele modelo.

Se o carro rende 8 km/l com etanol e 11 km/l com gasolina, por exemplo, o limite fica em torno de 73%, e é esse número que deve guiar a escolha no posto.

Exemplos práticos para evitar erro no abastecimento

Considerando gasolina a R$ 6,29 e etanol a R$ 4,53, como apontou a média nacional da ANP no início de 2026, o etanol aparece com cerca de 72% do valor da gasolina.

Para um carro cuja paridade real seja de 70%, esse cenário tende a favorecer a gasolina.

Por outro lado, em veículos que operam com paridade de 73% ou 75%, o etanol pode empatar ou até levar vantagem, dependendo do consumo observado no dia a dia.

Em um cenário diferente, com gasolina a R$ 5,80, um carro com paridade de 70% exigiria etanol próximo de R$ 4,06 para compensar.

Se a paridade for de 75%, esse teto sobe para algo em torno de R$ 4,35.

A diferença por litro parece pequena, mas se multiplica rapidamente no tanque e ao longo de semanas de uso.

Autonomia, uso diário e perfil de trajeto

Mesmo quando o etanol vence na conta, a decisão pode mudar conforme o perfil de uso do motorista.

Em viagens longas, a gasolina costuma oferecer maior autonomia por tanque, o que reduz o número de paradas e traz mais conveniência.

No uso urbano, especialmente em trajetos curtos e com trânsito intenso, o consumo pode variar bastante e alterar a paridade real do carro.

Por isso, confiar apenas em um percentual fixo tende a gerar erros em rotinas muito diferentes.

Atenção ao consumo real e às diferenças regionais

Vale observar com atenção os dados do próprio veículo.

Muitos carros exibem médias separadas por combustível no computador de bordo ou permitem acompanhar a variação logo após a troca entre gasolina e etanol.

Como medições de curto prazo podem oscilar, o ideal é observar o comportamento ao longo de alguns dias em condições semelhantes.

Outro fator decisivo é a variação regional de preços.

Levantamentos da ANP mostram diferenças expressivas entre estados e capitais, o que muda completamente a competitividade do etanol.

Em algumas regiões, o combustível vegetal se aproxima do limite econômico, enquanto em outras se afasta, fazendo da gasolina a escolha mais vantajosa por longos períodos.

No cotidiano, quando o motorista cruza o preço do posto com o consumo real do seu carro, a regra dos 70% segue como referência rápida, mas deixa de ser a palavra final.

Você já comparou o que parece mais barato na bomba com o que realmente pesa menos no seu orçamento ao longo do mês?

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Armando Rizziolli
Armando Rizziolli
15/01/2026 09:23

Obrigado pelas boas dicas, no Brasil somos submetidos (consumidores contribuintes) a usar e consumir os combustíveis com pouca segurança tipo fraudes do produto e roubo na bomba! O sistema só visa arrecadar.

Moacir Matias de Souza
Moacir Matias de Souza
Em resposta a  Armando Rizziolli
15/01/2026 11:26

Bom dia. Faço a conta diferente, normalmente cálculo o valor por km rodado.

Ademir José Weschenfelder
Ademir José Weschenfelder
14/01/2026 21:03

O preço de 6,29 refere-se a 70 por cento de gasolina. Se for considerar 100 por cento de gasolina, o preço real dela é de quase 9,00.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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