Após iniciar estudos sobre fusão nuclear aos oito anos durante os confinamentos da COVID, Aiden MacMillan afirma ter gerado nêutrons em dispositivo construído no Launchpad e busca validação oficial para superar recorde registrado em 2020 por outro jovem de 12 anos
Um estudante americano de 12 anos afirma ter realizado fusão nuclear em um espaço maker após dois anos de pesquisa iniciada durante a COVID e agora pretende solicitar o recorde mundial do Guinness como o mais jovem a alcançar o feito.
Fusão nuclear relatada por estudante de 12 anos em Dallas
Aiden MacMillan, aluno do sétimo ano em Dallas, não apenas leu sobre fusão nuclear, como também afirma ter replicado o processo com sucesso. Segundo informações, ele realizou o experimento em um espaço maker chamado Launchpad.
O estudante agora pretende quebrar o recorde mundial do Guinness como a pessoa mais jovem a realizar fusão nuclear. O caso chama atenção por envolver um garoto de 12 anos afirmando ter alcançado o processo em laboratório.
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Embora a pesquisa sobre fusão nuclear seja amplamente discutida, não é comum encontrar alguém dessa idade alegando ter desvendado o processo. O feito, portanto, se destaca entre outros relatos.
Início do projeto durante os confinamentos da COVID
A jornada de MacMillan começou durante os confinamentos da COVID, quando ele teve contato pela primeira vez com o conceito de fusão nuclear. Enquanto muitos buscavam entretenimento, ele dedicava tempo à leitura sobre física nuclear.
Aos oito anos, passou a estudar como a fusão funciona. Após dois anos de pesquisa própria, iniciou a construção de protótipos para seu dispositivo no Launchpad, espaço sem fins lucrativos voltado ao desenvolvimento de projetos científicos.
O trabalho se estendeu por mais dois anos. Na semana passada, o dispositivo gerou alguns nêutrons, sinal de que átomos estavam se fundindo em seu interior. O momento foi descrito por ele como agridoce.
Relação com o projeto e busca por recorde mundial
Macmillan afirma amar e odiar o projeto ao mesmo tempo. Ele declara interesse exclusivo em pesquisa de fusão nuclear por acreditar que ela representa o futuro da energia.
Com o resultado recente, pode ter se tornado o mais jovem a alcançar fusão nuclear em laboratório. O pedido de reconhecimento depende da aprovação dos organizadores do Guinness.
Em 2020, Jackson Oswalt construiu um reator de fusão nuclear aos 12 anos e recebeu o recorde mundial do Guinness. O registro ocorreu poucas horas antes de seu aniversário de 13 anos.
A proximidade da idade pode facilitar a reivindicação de MacMillan pelo mesmo recorde, caso seja validada. A disputa envolve critérios formais de idade no momento da realização.
O que a conquista representa no contexto da fusão nuclear
Embora o feito de MacMillan ou Oswalt seja considerado notável, a conquista não altera o cenário mais amplo da fusão nuclear. Alcançar a fusão não é o principal desafio da área.
O obstáculo central é torná-la comercialmente viável. Institutos de pesquisa e startups buscam gerar grandes quantidades de energia de fusão capazes de abastecer centenas ou milhares de residências.
A meta é competir com os preços da energia eólica e solar. Somente nesse estágio a energia de fusão se tornará imensamente valiosa para a humanidade.
A expectativa é que, no futuro, a tecnologia ajude a reduzir a demanda por combustíveis fósseis. Até que esse patamar seja atingido, realizações como essa permanecem no campo das manchetes.
Essas conquistas, embora celebrem perseverança e dedicação em idade jovem, não modificam a ciência envolvida nem resolvem os desafios técnicos da fusão nuclear. Por enquanto, tratam-se de feitos individuais que ganham destaque noticioso, mas não representam avanço estrutural na área.

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