Fabiana Blanco sobreviveu por 32 horas sob os destroços de um prédio em La Guaira, após dois fortes tremores atingirem a Venezuela em 24 de junho.
Uma história de sobrevivência chamou atenção na Venezuela após os terremotos registrados em 24 de junho.
Segundo relato publicado pela BBC, a menina estava sozinha em casa quando dois fortes tremores ocorreram com poucos segundos de diferença. O segundo abalo chegou à magnitude 7,5.
-
O dia em que a Venezuela tremeu: terremotos de grande intensidade deixam 1.430 mortos, provocam destruição em várias regiões e mobilizam uma força-tarefa internacional na busca por sobreviventes
-
Terremoto de magnitude 6 sacode o Afeganistão e um detalhe nos primeiros relatos chama a atenção após o tremor alcançar o Paquistão
-
Como um avião chegou até a Torre Citic? Pequim investiga possível colisão com o prédio mais alto da cidade após fumaça e fragmentos serem vistos no local.
-
Terremotos na Venezuela podem deixar mais de 10 mil mortos: dois tremores de magnitude 7,2 e 7,5 derrubam mais de 100 prédios em La Guaira, deixam 920 mortos e 3.360 feridos, enquanto equipes estrangeiras correm para buscar sobreviventes
Mãe correu ao prédio após sentir os tremores
Karina Blanco, mãe de Fabiana, estava prestes a iniciar uma aula de spinning quando a terra começou a tremer.
Logo depois, ao perceber a gravidade da situação, ela pegou a bolsa, saiu do local e dirigiu rapidamente até o prédio onde a filha estava.
Ao chegar, Karina encontrou uma cena devastadora. Onde antes ficava o edifício da família, havia apenas um grande vazio entre outros prédios.
Apartamento desabou enquanto Fabiana tentava se proteger
Fabiana estava no quarto da mãe no momento dos terremotos. Em seguida, correu para a cozinha e tentou se segurar em uma bancada.
As paredes começaram a rachar, cair e se quebrar ao redor dela.
A menina foi arremessada ao chão e ficou presa entre concreto, poeira e destroços.
Naquele momento, segundo Fabiana, ela acreditou que não sobreviveria.

Ketchup e queijo ajudaram menina a permanecer consciente
Depois do desabamento, começaram as 32 horas de espera pelo resgate.
Fabiana ficou deitada de costas, cercada por escombros. O teto estava muito próximo do rosto dela.
Mesmo assim, a menina afirmou que sentiu uma calma inesperada.
Durante a tentativa de mover uma das pernas, que estava dobrada em posição dolorosa, ela encontrou um frasco de ketchup e um pouco de queijo ralado.
Segundo Fabiana, esses alimentos ajudaram a mantê-la consciente até a chegada dos socorristas.
Voluntário ouviu resposta e reacendeu esperança da família
Primeiramente, uma enfermeira também presa nos escombros ouviu Fabiana. Após ser resgatada, ela avisou os voluntários que havia uma menina viva no local.
Mais tarde, um voluntário chamado Viktor subiu pelos destroços e chamou por Fabiana.
Desta vez, a menina conseguiu ouvir e respondeu.
A notícia reacendeu a esperança de Karina, que passou a gritar que a filha estava viva.
Em seguida, moradores chegaram com ferramentas. Carros e motocicletas também iluminaram o prédio destruído com faróis.
Resgate ocorreu durante a madrugada
Pouco a pouco, os socorristas abriram caminho entre os destroços.
Finalmente, uma abertura permitiu que Fabiana fosse vista sorrindo entre os escombros. O vídeo do momento viralizou na Venezuela.
Por volta das 2h da manhã de sexta-feira, os resgatistas conseguiram abrir um túnel suficiente para retirar a menina.
Fabiana saiu com apoio dos socorristas e caiu nos braços da mãe.
Família tenta recomeçar após tragédia
Fabiana sofreu fratura no pé esquerdo, arranhões e hematomas. Ainda assim, não teve ferimentos mais graves.
Agora, ela mora com a avó e tenta se recuperar do trauma.
Segundo Karina, quase 50 pessoas viviam no prédio. Apenas três foram retiradas com vida.
Até domingo, conforme o relato original, 3.342 mortes haviam sido confirmadas, enquanto dezenas de milhares de pessoas ainda estavam desaparecidas.
Apesar da tristeza, Karina resumiu o sentimento da família em uma frase: “Minha filha está viva.”
O caso de Fabiana mostra como operações de resgate, organização comunitária e esperança podem fazer diferença em tragédias causadas por terremotos.
Como você acha que Fabiana conseguiu manter a esperança depois de 32 horas presa sob os escombros?
