Proposta apresentada no Congresso autoriza apoio militar em cidades e rodovias mediante solicitação de governadores e chefes dos Poderes, mantendo comando sob o Ministério da Defesa e alterando a Lei Complementar 97/1999 para ampliar resposta a crises de segurança
As Forças Armadas do Brasil poderão atuar no combate ao crime organizado mesmo sem a decretação formal da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), caso avance no Congresso Nacional o Projeto de Lei Complementar (PLP) 229/2025. A informação foi divulgada pelo Portal de Notícias do Senado Federal, com base em matéria da Agência Senado, publicada em 20/02/2026, às 08h34. A proposta prevê o emprego de Exército, Marinha e Aeronáutica em cidades e rodovias para enfrentar organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas, terrorismo, facções e milícias, ampliando o escopo atual de atuação militar.
Atualmente, o uso das Forças Armadas em operações de segurança pública depende da decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) pelo presidente da República. No entanto, segundo o texto do PLP 229/2025, o apoio militar poderia ocorrer mesmo sem esse instrumento formal, desde que caracterizadas situações graves de enfrentamento ao crime organizado. Dessa forma, a medida busca oferecer uma resposta mais ágil diante de cenários críticos.
O projeto é de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE) e será analisado pelo Senado. Conforme a justificativa apresentada, a proposta pretende preencher o que o parlamentar classifica como uma “lacuna” na legislação atual, permitindo que estados e autoridades federais acionem as Forças Armadas como forma de apoio às medidas de segurança já existentes.
-
O governo dos Estados Unidos aprovou uma possível venda de 100 mísseis antiaéreos portáteis Stinger ao Exército Brasileiro, em um pacote estimado em cerca de 330 milhões de dólares que ainda depende de negociação entre os dois países
-
O avião espião que voa na fronteira do espaço e obriga o piloto a vestir traje de astronauta: U-2 Dragon Lady cruza os céus acima de 21 km de altitude desde a Guerra Fria e segue como uma das aeronaves de reconhecimento mais extraordinárias já construídas
-
Porta-aviões da China entram em alerta diante do avanço militar japonês: exercícios com 64 mísseis antinavio, caças F-35 e novos mísseis Tipo-12 expõem a corrida para proteger frotas gigantes no Pacífico Ocidental
-
USS Gerald R. Ford, o porta-aviões mais caro do mundo, retornou aos EUA após quase 11 meses no mar com 4.600 militares a bordo, mas entra em manutenção para reparar incêndio, reconstruir alojamentos e corrigir um sistema de banheiros que gerou falhas em série
Governadores e chefes dos Poderes poderão solicitar apoio das tropas
De acordo com o texto do PLP 229/2025, governadores poderão solicitar o apoio das Forças Armadas em situações consideradas críticas. Entretanto, a coordenação e o comando das operações permaneceriam sob responsabilidade do Ministério da Defesa, mantendo a hierarquia e a estrutura institucional previstas na Constituição.
Além dos governadores, os Poderes Legislativo e Judiciário também poderiam solicitar o emprego das tropas. O pedido poderia ser formalizado por intermédio dos presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF). Esse ponto amplia significativamente as hipóteses de mobilização das Forças Armadas em território nacional.
Segundo o senador Eduardo Girão, restringir o uso das Forças Armadas apenas às situações em que há decretação formal da GLO pelo presidente da República representa um obstáculo operacional diante do avanço do crime organizado. Para ele, a mudança fortaleceria o pacto federativo e viabilizaria uma “resposta rápida e coordenada a ameaças que comprometem a segurança dos indivíduos, a soberania e a integridade da população”.
Alteração na Lei Complementar 97/1999 pode redefinir papel das Forças Armadas
O projeto propõe alterar a Lei Complementar 97, de 1999, norma que regulamenta o artigo da Constituição responsável por tratar das Forças Armadas. Essa legislação define as atribuições do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, além das condições em que podem ser empregadas em território nacional.
Apesar da ampliação das hipóteses de atuação, o texto destaca que a proposta preserva as competências das polícias civis e militares. Ou seja, as forças estaduais continuariam responsáveis pela segurança pública cotidiana. Contudo, em circunstâncias excepcionais, o uso de blindados, equipamentos e efetivos militares poderia ser considerado essencial para restabelecer a ordem pública e garantir a segurança das comunidades.
“O projeto preserva as competências das polícias civis e militares, mas reconhece que, em determinadas circunstâncias, excepcionais, o uso de blindados, equipamentos e efetivos militares pode ser essencial para restabelecer a ordem pública e garantir a segurança das comunidades”, argumenta Girão na justificação da proposta.
Atualmente, o projeto aguarda distribuição para as comissões do Senado, etapa fundamental antes de eventual votação em plenário. Caso avance, a medida poderá impactar diretamente a política de segurança pública no Brasil, redefinindo os limites e possibilidades de emprego das Forças Armadas no combate ao crime organizado.
Com informações de: Senado

-
-
3 pessoas reagiram a isso.