Após percorrer 6,4 quilômetros no Centro Espacial Kennedy, o foguete gigante da NASA retorna ao prédio de montagem para corrigir falha no sistema de hélio, que interrompeu o fluxo ao estágio superior e adiou a missão Artemis II, inicialmente prevista para 6 de março, com nova tentativa condicionada a abril
O foguete gigante da NASA retornará ao hangar esta semana após percorrer 6,4 quilômetros no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para novos reparos no sistema de hélio, adiando a missão Artemis II, inicialmente marcada para 6 de março, com possibilidade de lançamento em abril.
Novo defeito no sistema de hélio adia missão
A agência espacial informou que pretende realizar na terça-feira a lenta travessia pelo Centro Espacial Kennedy, se o tempo permitir. O foguete gigante da NASA permanecerá em solo pelo menos até abril.
Após concluir um novo teste de abastecimento na quinta-feira para garantir que vazamentos perigosos de hidrogênio fossem estancados, outro problema surgiu. Desta vez, o sistema de hélio apresentou defeito, interrompendo o fluxo para o estágio superior.
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O hélio é necessário para purgar os motores e pressurizar os tanques de combustível. Segundo a NASA, é necessário retornar ao prédio de montagem de veículos em Kennedy para determinar a causa do problema e corrigi-lo.
Tentativa de lançamento depende do andamento dos reparos
Os engenheiros haviam controlado os vazamentos de hidrogênio e definido a data de lançamento para 6 de março, já com um mês de atraso, quando o problema do hélio foi identificado.
A NASA afirmou que os preparativos rápidos para a reversão da missão preservam a tentativa de lançamento em abril. Ressaltou, contudo, que isso dependerá do andamento dos reparos no foguete gigante da NASA.
A agência dispõe de apenas alguns dias em cada mês para lançar a tripulação de quatro pessoas ao redor da Lua e trazê-la de volta. O cronograma segue condicionado às janelas disponíveis.
Tripulação permanece de prontidão em Houston
Os três americanos e o canadense designados para a missão Artemis II permanecem de prontidão em Houston. Eles serão as primeiras pessoas a voar para a Lua desde o programa Apollo.
Entre 1968 e 1972, o programa Apollo enviou 24 astronautas ao satélite natural. A nova missão pretende repetir a viagem ao redor da Lua mais de meio século depois.
O administrador da NASA, Jared Isaacman, esteve na plataforma de lançamento no sábado, 21 de fevereiro, no Centro Espacial Kennedy, conforme registro divulgado pela agência.
Possibilidade de aplicação tecnológica em regiões secas do Brasil
A tecnologia envolvida no foguete gigante da NASA inclui sistemas de controle de pressurização e purga de motores com hélio e hidrogênio. O texto não detalha aplicações fora do programa espacial.
Não há no comunicado informações sobre uso dessa tecnologia em regioes secas do Brasil, como o Nordeste. Qualquer aplicação dependeria de estudos específicos e definições técnicas ainda não mencionadas.
Enquanto isso, a missão Artemis II permanece condicionada à conclusão dos reparos e à disponibilidade de nova janela de lançamento, prevista para abril, caso os ajustes sejam finalizados a tempo.
