No 14º voo, em 15 de junho de 2026, o Kinetica-1 enviou oito satélites da base de Dongfeng, somando 105 satélites e mais de 15 toneladas de carga. Entre eles, o Wenwu-01, primeiro satélite chinês dedicado ao patrimônio cultural. A liderança de mercado, porém, é informada pela própria CAS Space.
O foguete chinês Kinetica-1, da empresa privada CAS Space, decolou em 15 de junho de 2026 e se tornou o primeiro modelo comercial da China a colocar mais de 100 satélites em órbita. Segundo a CAS Space, que informou os dados ao Global Times, a missão foi um sucesso e enviou oito satélites a órbitas pré-definidas, em mais um passo da corrida do país pelo mercado de lançamentos.
O lançamento foi o 14º voo do foguete e reforça o ritmo acelerado da empresa. O Kinetica-1 Y14 decolou às 11h44 da zona piloto de inovação espacial de Dongfeng, no noroeste da China, e, até agora, o veículo de propelente sólido já enviou 105 satélites a órbitas, com massa de carga útil acumulada superior a 15 toneladas. Para o especialista Wang Yanan, editor-chefe da revista Aerospace Knowledge, de Pequim, o marco indica que o setor espacial comercial chinês concluiu em boa parte sua primeira etapa e entra em uma fase voltada a aumentar a carga útil e reduzir custos.
O voo que levou o Kinetica-1 a mais de 100 satélites

A missão entrou para a história do setor comercial chinês. Com a decolagem de 15 de junho de 2026, o Kinetica-1 enviou oito satélites a órbitas pré-definidas em um voo de sucesso, o 14º do modelo, e o foguete de propelente sólido se tornou o primeiro comercial da China a superar a marca de 100 satélites em órbita, chegando a 105 satélites e a uma carga útil acumulada acima de 15 toneladas.
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O lançamento também acelera o calendário do ano. Ele completou a terceira missão consecutiva do Kinetica-1 no segundo trimestre de 2026, enquanto a empresa corre para cumprir um cronograma de lançamentos de alta frequência. A CAS Space afirma que o foguete segue na liderança do mercado de serviços de lançamento comercial da China em participação, embora esse dado de liderança parta da própria companhia.
Oito satélites de sensoriamento remoto e o Wenwu-01
A carga desta missão é voltada à observação da Terra. Os oito satélites lançados são equipamentos ópticos de sensoriamento remoto de alta resolução, descritos com altíssima resolução, alta integração e recursos de inteligência artificial. A expectativa da empresa é que esses satélites forneçam dados de imagem em várias dimensões e de alta precisão, para apoiar aplicações de sensoriamento remoto e indústrias ligadas ao tema.
Um dos satélites tem uma função inédita. O Wenwu-01, desenvolvido em conjunto pela Administração Nacional do Patrimônio Cultural, a NCHA, e pela Chang Guang Satellite Technology Co., é apresentado como o primeiro satélite chinês de sensoriamento remoto dedicado à proteção do patrimônio cultural. Segundo a NCHA, ele vai se conectar a mais de 130 satélites da constelação Jilin-1 para gerar dados de alta precisão e em série temporal, ampliando o monitoramento de sítios históricos no país.
A tecnologia de controle desenvolvida pela CAS Space
O foguete roda com software próprio da empresa. A CAS Space desenvolveu de forma independente o software de teste e controle de lançamento e também uma plataforma universal de software de controle de voo. O primeiro coordena todo o processo de teste e lançamento em solo, enquanto o segundo cuida das operações em órbita, permitindo o controle preciso e em tempo real da atitude, da trajetória e dos sistemas de propulsão.
Esse domínio técnico sustenta o ritmo de lançamentos. É essa autonomia de software que ajuda a empresa a manter uma cadência alta de voos e a colocar mais satélites em órbita a cada trimestre. O controle em tempo real da trajetória e da propulsão é o que permite ajustar a inserção de cada satélite nas órbitas planejadas, reduzindo a margem de erro das missões.
Um setor espacial comercial em plena expansão na China
O Kinetica-1 não está sozinho nessa corrida. A LandSpace, empresa aeroespacial comercial de Pequim, também colocou dois satélites em órbita, em um lançamento recente, com o foguete Zhuque-2E Y6, e um deles pertence à constelação SPACESAIL, que anunciou há poucos dias ter ultrapassado 200 satélites.
O número de empresas espaciais comerciais na China passou de 600 até o fim de 2025, e o setor captou cerca de 18,6 bilhões de yuans, ou aproximadamente US$ 2,75 bilhões, em 2025, alta de 32% sobre o ano anterior, com mais de 10 empresas planejando abrir capital em 2026, segundo a CCTV News.
O dinheiro, porém, deve separar quem fica de quem sai. Para Wang Yanan, o capital comercial é um catalisador importante do setor, diante dos longos ciclos de pesquisa, das altas necessidades de investimento e das barreiras tecnológicas, o que torna o apoio contínuo do mercado essencial.
Ele projeta uma fase de consolidação, em que empresas com tecnologias centrais e forte capacidade de engenharia ganham espaço, enquanto o capital especulativo de curto prazo tende a ser eliminado aos poucos.
O foguete chinês Kinetica-1, da CAS Space, se tornou o primeiro modelo comercial da China a colocar mais de 100 satélites em órbita, chegando a 105 satélites ao longo de 14 voos e a mais de 15 toneladas de carga útil acumulada, no lançamento de 15 de junho de 2026 que levou oito satélites de sensoriamento remoto, incluindo o Wenwu-01, voltado ao patrimônio cultural.
A companhia afirma liderar o mercado de lançamentos comerciais do país, em um setor aquecido, com mais de 600 empresas e cerca de 18,6 bilhões de yuans captados em 2025. Ainda assim, esses números partem das próprias empresas e do que foi informado à imprensa, e o especialista Wang Yanan prevê uma consolidação à frente, com a saída dos participantes mais frágeis e especulativos.
E você, acha que a China vai dominar o mercado mundial de lançamentos comerciais de satélites, ou a concorrência ainda vai equilibrar essa corrida espacial? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre o tema, com respeito às diferentes visões.

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