A FG Empreendimentos opera 16 megaobras simultâneas na região de Balneário Camboriú e incorporou monitoramento meteorológico diário à gestão dos canteiros. Enquanto mantém projetos como o Senna Tower, de 550 metros, a empresa também planeja três resorts de uso misto com investimento de R$ 5,2 bilhões previsto nos próximos anos.
A FG Empreendimentos chegou a 16 megaobras em andamento simultaneamente na região de Balneário Camboriú, maior número já registrado pela construtora, enquanto mantém projetos de grande porte em diferentes estágios de execução. Entre os empreendimentos conhecidos está o Senna Tower, projetado com 550 metros de altura, além de outros edifícios residenciais que avançam em uma região marcada pela verticalização acelerada.
Segundo o NSC Total, em publicação de 17 de agosto de 2026, a empresa pretende manter o ritmo dos canteiros mesmo diante da previsão de aumento das chuvas em Santa Catarina nos próximos meses. Para isso, passou a integrar previsões meteorológicas, monitoramento climático diário, reorganização de etapas e protocolos específicos à gestão das megaobras.
FG atinge recorde de 16 megaobras ao mesmo tempo

As 16 megaobras representam o maior volume simultâneo de construções já mantido pela FG em sua trajetória. A empresa não divulgou todos os endereços envolvidos por razões estratégicas, mas parte dos projetos já é conhecida na região de Balneário Camboriú.
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Entre os nomes citados estão Senna Tower, Imperium Tower, Scenarium, Iconic, Sapphire Tower, Garden Park, Titanium Tower, North Tower e Blue View. A concentração de tantos canteiros cria um desafio que ultrapassa a construção isolada de cada edifício e exige coordenação de equipes, fornecedores, segurança e cronogramas.
Senna Tower leva a engenharia aos 550 metros

O projeto mais emblemático do atual ciclo é o Senna Tower, previsto para atingir 550 metros de altura em Balneário Camboriú. De acordo com as informações divulgadas, o empreendimento foi concebido para se tornar o edifício residencial mais alto do mundo.
A torre integra um conjunto de megaobras que reforça a aposta da FG em edifícios de grande escala no litoral catarinense. Quanto maior a altura e a complexidade estrutural, mais sensível fica o cronograma a logística, segurança, vento, chuva e organização das diferentes etapas construtivas.
Chuva passa a integrar o planejamento dos canteiros

Com a expectativa de maior volume de precipitação no estado, a empresa incorporou cenários meteorológicos ao planejamento das obras. A estratégia envolve identificar antecipadamente atividades que podem ser prejudicadas pela chuva e alterar a sequência de execução quando necessário.
Em vez de esperar que condições adversas interrompam completamente os trabalhos, as equipes podem antecipar etapas mais vulneráveis e priorizar tarefas executáveis em áreas protegidas. O objetivo é reduzir perda de produtividade e preservar maior previsibilidade dos cronogramas.
Monitoramento meteorológico é feito diariamente

O acompanhamento das condições climáticas ocorre diariamente e passa a orientar decisões operacionais nos canteiros. As informações são combinadas com planejamento de equipes, fornecedores e frentes de trabalho para identificar possíveis impactos antes que as mudanças no tempo atinjam determinada etapa.
Esse tipo de gerenciamento ganha importância diante de 16 megaobras executadas simultaneamente, já que atrasos em fornecimento, concretagem, fachadas ou movimentação de materiais podem produzir efeitos em cadeia. A previsão climática passa, assim, a funcionar como ferramenta de organização da produção.
Atividades podem mudar de ordem conforme o clima

Quando as condições meteorológicas se tornam desfavoráveis, a FG pode reorganizar o sequenciamento das atividades. Serviços mais expostos são adiados ou antecipados, enquanto outras frentes capazes de funcionar em ambientes protegidos ganham prioridade naquele período.
Essa flexibilização procura evitar que todo o canteiro seja afetado pela mesma condição climática. A lógica é manter diferentes frentes disponíveis para que trabalhadores e equipamentos possam migrar entre atividades conforme o cenário meteorológico muda.
Segurança dos canteiros também entra no protocolo

O planejamento para eventos climáticos não se limita aos prazos. Entre as medidas adotadas está o reforço da organização e limpeza dos canteiros, reduzindo materiais soltos que poderiam ser deslocados durante episódios de vento ou chuva intensa.
A empresa também realiza inspeções preventivas em fachadas e sistemas de proteção coletiva. Drones são empregados nas verificações, enquanto bandejas de proteção, sistemas de backup, fixações e outros componentes ligados à segurança passam por acompanhamento específico.
Redes substituem parte das antigas estruturas rígidas

Nos últimos anos, a FG também modificou alguns sistemas utilizados para proteção coletiva nas edificações. Estruturas mais rígidas, como determinados guarda-corpos de madeira e painéis, passaram a dividir espaço ou ser substituídas por soluções mais modernas.
Entre as alternativas citadas estão redes de proteção e sistemas de vedação instalados nas periferias dos edifícios. A intenção é reduzir o risco de projeção de materiais para áreas externas, ponto particularmente relevante em construções verticais de grande porte inseridas em regiões urbanizadas.
Fornecedores precisam acompanhar mudanças no cronograma

Uma alteração na ordem das atividades não afeta apenas trabalhadores presentes no canteiro. Fornecedores de materiais, equipamentos e serviços precisam acompanhar o novo sequenciamento para que a reorganização causada pelo clima não crie outro tipo de gargalo.
Por isso, o planejamento das megaobras inclui alinhamento permanente entre fornecedores e equipes operacionais. A previsibilidade logística se torna essencial quando diferentes torres avançam simultaneamente e disputam recursos, equipamentos e janelas de entrega.
Três resorts formam uma nova frente de expansão

Além das obras atualmente em execução, a FG prepara três resorts de uso misto na região. O plano prevê investimento estimado em R$ 5,2 bilhões, sem considerar o valor dos terrenos envolvidos nos empreendimentos.
Esses projetos combinam componentes residenciais e hoteleiros, ampliando a atuação da empresa para além das torres residenciais tradicionais. Juntos, os três resorts devem alcançar Valor Geral de Vendas de R$ 12,5 bilhões e reunir quase mil apartamentos.
Primeiro resort será lançado na Praia Brava
O primeiro empreendimento desse novo ciclo está previsto para a Praia Brava, em Itajaí, com lançamento ainda em 2026. A localização mantém o projeto dentro do mesmo eixo imobiliário de alta valorização que envolve Balneário Camboriú e municípios vizinhos.
Embora faça parte da estratégia de expansão da empresa, o resort não deve ser confundido com as 16 megaobras atualmente em andamento. Trata-se de uma etapa futura do portfólio, com cronograma próprio e características distintas das construções que já ocupam os canteiros.
Outros dois projetos ficarão em Balneário Camboriú
Os outros dois resorts planejados deverão ser construídos em Balneário Camboriú. Um está previsto para a ponta sul da cidade, enquanto o outro deverá ocupar uma área na porção norte, segundo as informações divulgadas.
Os lançamentos estão projetados para ocorrer entre 2027 e 2028. Somados ao projeto da Praia Brava, eles ajudam a explicar por que a companhia já estrutura novos investimentos mesmo enquanto administra um volume recorde de megaobras em execução.
R$ 12,5 bilhões em VGV ampliam a escala dos próximos projetos
O VGV projetado de R$ 12,5 bilhões mostra que os três resorts representam uma frente econômica expressiva dentro dos próximos movimentos da construtora. O indicador corresponde ao valor potencial de comercialização das unidades previstas nos empreendimentos.
A diferença entre o investimento estimado de R$ 5,2 bilhões e o VGV projetado de R$ 12,5 bilhões também evidencia a escala financeira da operação, embora sejam indicadores distintos e não devam ser interpretados como lucro direto da empresa.
Megaobras colocam planejamento e engenharia sob pressão simultânea
Manter 16 megaobras em andamento enquanto prepara novos empreendimentos exige que a FG administre simultaneamente engenharia, segurança, fornecedores, clima e logística. O desafio aumenta à medida que parte das construções alcança dimensões incomuns, como no caso do Senna Tower, de 550 metros.
Ao mesmo tempo, os três resorts previstos ampliam o horizonte de investimentos para os próximos anos. Na sua opinião, Balneário Camboriú e região têm infraestrutura suficiente para acompanhar um ciclo imobiliário com obras dessa escala ou o crescimento das construções deveria vir acompanhado de investimentos urbanos ainda maiores? Deixe sua opinião nos comentários.
