A rede do dono da megaloja Havan, Luciano Hang, apresentou a planta à Prefeitura de Tijucas em 6 de agosto, com dois pisos, praça de alimentação climatizada e endereço ao lado do Outlet Premium no bairro Sul do Rio, e as obras devem começar em 2027 pelo cronograma da empresa
A rede do dono da megaloja Havan, o empresário catarinense Luciano Hang, apresentou oficialmente à Prefeitura de Tijucas o projeto da nova unidade que vai nascer às margens da BR-101, com investimento estimado em R$ 110 milhões, cerca de 20 mil metros quadrados de área construída e a previsão de 200 empregos diretos. A planta arquitetônica foi entregue na manhã de quinta-feira, 6 de agosto, pelo diretor de Expansão da empresa, Nilton Hang, ao prefeito Maickon Sgrott e ao secretário municipal de Planejamento, Jordan Laus, em encontro na sede da administração. As informações são da Prefeitura de Tijucas, em comunicado oficial publicado no dia 6 de agosto de 2026.
Na fala registrada pelo comunicado oficial, o prefeito confirmou que a pergunta sobre a chegada da varejista se repetia havia anos entre os moradores da cidade do litoral catarinense, em conversas de rua, redes sociais e cobranças diretas à administração, e a resposta veio maior do que o plano original: o projeto apresentado dobrou de tamanho em relação à proposta inicial estudada pela empresa, que previa aproximadamente 10 mil metros quadrados de área construída no primeiro desenho.
Planta entregue no dia 6 dobrou o projeto original

Na reunião da quinta-feira, Nilton Hang detalhou aos gestores municipais o desenho do empreendimento: R$ 110 milhões de investimento, cerca de 20 mil metros quadrados construídos, o equivalente a quase três campos de futebol oficiais, e algo em torno de 200 vagas de trabalho diretas, fora as oportunidades indiretas que um lojão desse porte costuma movimentar no comércio, nos transportes e nos serviços do entorno da rodovia.
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O salto em relação ao estudo inicial chama atenção: a primeira proposta analisada pela empresa previa uma loja de aproximadamente 10 mil metros quadrados, e a planta oficial chegou à Prefeitura com o dobro dessa área. Segundo Nilton Hang, a companhia vinha realizando estudos para a implantação da unidade no município havia alguns anos, e a escolha do local saiu de análises técnicas de viabilidade, com o executivo destacando que os próximos passos da implantação seguem a partir de agora. Para uma cidade do porte de Tijucas, a proporção do anúncio ajuda a explicar a repercussão: são R$ 110 milhões entrando de uma vez no mapa econômico municipal, no segundo grande empreendimento de varejo a se instalar no mesmo trecho de rodovia, depois do outlet vizinho.
Endereço ao lado do Outlet Premium mira o fluxo da BR-101
A nova loja vai ocupar um terreno às margens da BR-101, no bairro Sul do Rio, ao lado do Outlet Premium, num dos pontos de maior circulação do litoral catarinense. A área é tratada pela Prefeitura como estratégica para o desenvolvimento econômico e logístico de Tijucas e da região, que fica no corredor rodoviário entre a Grande Florianópolis e as praias do norte do estado, caminho de milhões de veículos por ano, especialmente na temporada de verão.
O endereço segue à risca a cartilha de expansão que Luciano Hang divulgou em junho nas próprias redes sociais: a rede prioriza terrenos entre 20 mil e 50 mil metros quadrados, com visibilidade e acesso fácil, de preferência perto de rodovias de grande fluxo, conforme registrou o portal ND Mais. Faz a conta do encaixe: beira de BR movimentada, vizinhança de outlet que já atrai compradores de toda a região, terreno no tamanho exato que a rede procura e uma cidade em crescimento no meio do caminho de quem sobe e desce o litoral catarinense o ano inteiro.
Prefeito confirma que o pedido era antigo na cidade
Na entrega da planta, Maickon Campos Sgrott resumiu o tamanho da cobrança popular que o anúncio encerra. “Durante muito tempo a população questionava quando Tijucas teria uma Havan”, afirmou o prefeito no comunicado oficial, completando, na sequência da fala, que a confirmação representa geração de empregos, novas oportunidades e desenvolvimento, num momento que ele classificou como importante para o crescimento do município. A satisfação declarada pelo gestor veio acompanhada do compromisso registrado no comunicado: a administração vai acompanhar cada etapa técnica para que o processo corra dentro da legislação vigente.
Nilton Hang, na mesma apresentação, explicou que os estudos realizados serviram para garantir que o projeto pudesse ser executado com segurança e qualidade, e tratou a escolha de Tijucas como uma oportunidade relevante para a varejista, com os trâmites de implantação correndo a partir da entrega da planta. A empresa, conforme o texto oficial, trata a chegada a Tijucas como oportunidade estratégica dentro do plano de crescimento no litoral catarinense.
Estrutura vem completa, mas o cinema ficou de fora

O projeto arquitetônico apresentado prevê dois pisos, estacionamento coberto e externo, praça de alimentação climatizada e toda a estrutura padrão das megalojas da rede, o pacote que os clientes da rede encontram nas megalojas espalhadas pelo país, das araras de vestuário aos setores de casa, construção e eletrônicos que fazem o modelo funcionar como um shopping de marca única. A previsão da empresa é concluir os trâmites necessários e começar a execução da obra em 2027, conforme o cronograma interno informado no comunicado da Prefeitura.
Um pedido da comunidade, porém, ficou fora do papel: a possibilidade de salas de cinema junto à unidade foi levantada nos questionamentos locais, e a empresa respondeu que o projeto atual não contempla salas de cinema, porque outros empreendimentos previstos para a mesma região já devem oferecer esse tipo de serviço ao público local. A resposta veio registrada no próprio comunicado da Prefeitura, junto com os demais esclarecimentos prestados na apresentação.
Loja chega no ano em que a rede corre atrás das 200 unidades
O investimento em Tijucas se encaixa no ano mais simbólico da história da varejista de Brusque. A Havan completou 40 anos em junho de 2026, partiu de uma loja de 45 metros quadrados aberta em 1986 no centro de Brusque, inaugurou a primeira filial fora de Santa Catarina em Curitiba, no ano de 1995, e chegou a meados deste ano com cerca de 190 megalojas espalhadas por 23 estados, correndo atrás da meta anunciada por Luciano Hang de fechar o ano com 200 unidades, 25 mil colaboradores e faturamento de R$ 22 bilhões, depois do recorde de R$ 18,5 bilhões faturados em 2025, conforme o próprio empresário divulgou nas redes e os portais NSC Total e Revista Oeste noticiaram ao longo do primeiro semestre.
Cada nova megaloja da rede costuma gerar em torno de 200 empregos diretos, exatamente a previsão apresentada para Tijucas, segundo levantamento do Diário do Comércio sobre a estratégia de expansão da empresa, que prioriza cidades médias e polos regionais fora das capitais, onde a concorrência de grandes lojas ainda deixa espaço e o custo do terreno cabe no padrão gigante das unidades. No caso catarinense, a conta tem um tempero extra de vizinhança: a unidade nasce a poucos quilômetros de Brusque, o berço da rede, num trecho de BR-101 que concentra parte do varejo mais movimentado do estado, entre outlets, centros de compras e as cidades turísticas da Costa Esmeralda.
Obra em 2027 coloca Tijucas no mapa dos polos do litoral
O comunicado da Prefeitura fecha com a leitura oficial do impacto: a chegada da unidade amplia a oferta de empregos, movimenta a economia local e consolida Tijucas como um dos novos polos de desenvolvimento do litoral catarinense, com as etapas técnicas e os licenciamentos correndo daqui até o início previsto das obras, marcado para 2027 no cronograma da varejista. Entre a planta entregue no dia 6 de agosto, o terreno escolhido ao lado do Outlet Premium e os 200 empregos diretos prometidos, a cidade que perguntava quando teria a sua Havan agora acompanha, etapa por etapa, o cronograma da resposta que chegou em forma de planta assinada.
E para você, a chegada de uma megaloja de R$ 110 milhões muda de verdade a economia de uma cidade do tamanho de Tijucas? Conte nos comentários se a falta do cinema no projeto faz diferença ou se os 200 empregos falam mais alto.
