Governo de Pernambuco assinou ordem de serviço para construção de moradias sustentáveis na ilha mais famosa do Brasil, com previsão de entrega em 12 meses
Fernando de Noronha é conhecida no mundo inteiro pelas praias de água cristalina, golfinhos e paisagens que parecem cenário de filme. Mas o que pouca gente sabe é que muitos moradores da ilha vivem em condições de moradia precárias, sem acesso a casas próprias adequadas.
Isso está prestes a mudar.
O governo de Pernambuco assinou a ordem de serviço para a construção de 25 casas populares sustentáveis na ilha, com investimento total de R$ 12,9 milhões.
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Casas para famílias que ganham até R$ 2.850 por mês
As moradias serão destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 2.850, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.
Cada casa terá 46,52 metros quadrados, com varanda, sala, dois quartos, cozinha, área de serviço e banheiro.
As unidades serão erguidas na localidade de Três Paus, uma região já habitada por moradores locais.
A governadora Raquel Lyra assinou a ordem de serviço no dia 14 de abril de 2026.

Por que o concreto leve foi escolhido para a ilha
Construir em Fernando de Noronha é muito mais caro e complicado do que no continente.
Todo material precisa ser transportado de barco ou avião — o que encarece qualquer obra.
Por isso, as casas serão feitas com tecnologia de concreto leve, que combina cimento com isopor.
Os blocos são mais leves que os convencionais, o que facilita o transporte até a ilha e agiliza a construção no local.
Além disso, o desperdício de material e a geração de entulho são menores — algo essencial em uma ilha que é patrimônio ambiental.

R$ 9,7 milhões vêm do governo de Pernambuco
O investimento total é de R$ 12,9 milhões.
Desse valor, R$ 9,7 milhões são contrapartida do governo de Pernambuco e o restante vem do governo federal, por meio do Minha Casa, Minha Vida.
O prazo de entrega é de 12 meses a partir do início das obras.
Moradia digna na ilha mais visitada do Brasil
Fernando de Noronha recebe milhares de turistas todos os anos, mas a realidade dos moradores locais nem sempre acompanha a fama internacional da ilha.
As 25 casas não vão resolver toda a demanda habitacional, mas representam o primeiro projeto de moradia popular com tecnologia sustentável na ilha.

Ainda assim, especialistas em habitação alertam que o número de unidades é pequeno diante da lista de espera que existe na ilha, e que novos projetos serão necessários nos próximos anos.

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