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Fechados desde os anos 1980, banheiros públicos de 1929 acumulavam lixo sob uma calçada de Londres até arquiteta remover divisórias, abrir claraboias e transformar 56 m² subterrâneos em uma casa completa

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Escrito por Flavia Marinho Publicado em 21/07/2026 às 20:09 Atualizado em 21/07/2026 às 20:11
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Sob uma calçada movimentada de Londres, antigos banheiros públicos de 1929 escondem uma casa completa.
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Descobertos com lixo e louças antigas sob a Crystal Palace Parade, os banheiros públicos passaram por uma reforma que eliminou divisórias, levou luz natural ao interior, criou ventilação e protegeu a estrutura contra umidade, até formar uma casa subterrânea de 56 m² com um quarto e jardim.

Sob uma calçada movimentada de Londres, antigos banheiros públicos de 1929 escondem uma casa completa. Fechado desde os anos 1980, o espaço acumulava lixo, ainda conservava louças sanitárias e não possuía janelas laterais.

A arquiteta Laura Jane Clark encontrou o local em 2005 e enxergou uma possibilidade de moradia onde havia apenas uma instalação pública abandonada. A apuração foi publicada por Domain, portal australiano especializado em notícias do mercado imobiliário.

Antes da reforma, porém, Clark enfrentou um processo demorado para identificar o proprietário e negociar com as autoridades. Foram necessários seis anos para conseguir comprar o espaço e avançar com a transformação residencial.

Banheiros construídos em 1929 permaneceram abandonados sob a calçada

Os banheiros ficavam abaixo da Crystal Palace Parade, em Londres. Escadas abertas no passeio público conduziam até o interior, separado originalmente por divisórias e equipado com louças sanitárias.

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Depois do fechamento nos anos 1980, a estrutura permaneceu sem uma nova função. A sujeira acumulada e a ausência de luz pelas laterais faziam o local parecer pouco adequado para qualquer uso residencial.

Clark percebeu que as paredes, o piso e os acessos poderiam integrar uma nova organização interna. O desafio consistia em transformar uma instalação sanitária subterrânea em uma casa iluminada, ventilada e protegida contra umidade.

Arquiteta enfrentou seis anos para conseguir comprar o espaço

A reforma não começou logo após a descoberta em 2005. A arquiteta precisou identificar quem possuía responsabilidade pelo imóvel, negociar a compra e obter as autorizações necessárias para mudar sua função.

Esse processo consumiu seis anos. Embora os banheiros estivessem fechados e abandonados, a situação do imóvel precisava ser resolvida antes que qualquer transformação permanente pudesse acontecer.

Arquiteta enfrentou seis anos para conseguir comprar o espaço
Arquiteta enfrentou seis anos para conseguir comprar o espaço

A demora revela uma barreira comum no reaproveitamento de áreas públicas esquecidas. O estado de abandono não significa que o local esteja livre para ocupação, venda ou reforma.

Divisórias e louças deram lugar a uma casa subterrânea de 56 m²

A retirada das divisórias foi uma das principais mudanças internas. Os pequenos compartimentos dos banheiros públicos desapareceram para permitir uma distribuição mais adequada dos 56 m² subterrâneos.

Divisórias e louças deram lugar a uma casa subterrânea de 56 m²
Divisórias e louças deram lugar a uma casa subterrânea de 56 m²

O novo interior passou a reunir um quarto, cozinha, banheiro e área de convivência. Armários e espaços de armazenamento foram organizados para aproveitar melhor cada parte da residência.

Uma das antigas escadas também ganhou outra função e foi convertida em um pequeno jardim. A vegetação levou luz, cor e contato com o exterior para uma área antes ocupada apenas por concreto e instalações sanitárias.

Claraboias na calçada resolveram a falta de janelas laterais

Criar uma casa subterrânea sem janelas laterais exigiu uma solução diferente. Abrir janelas comuns não era possível, pois as paredes estavam abaixo do nível da rua e cercadas pelo solo.

A arquiteta instalou blocos de vidro no passeio público, formando claraboias que permitem a passagem da luz. Assim, os raios solares atravessam partes da calçada e alcançam os ambientes internos.

As superfícies claras e a remoção das divisórias ajudaram a espalhar essa iluminação pelos cômodos. O resultado reduziu a aparência fechada do antigo banheiro e tornou a residência visualmente mais ampla.

Domain, portal australiano especializado em notícias do mercado imobiliário, registrou a transformação do espaço abandonado em uma residência de um quarto. As imagens da reforma mostram a diferença entre o interior tomado por louças e a casa pronta.

Ventilação e impermeabilização exigiram atenção especial

A iluminação não era o único problema. Uma construção abaixo da rua também precisa renovar o ar e controlar a umidade, pois o contato com o solo aumenta o risco de infiltrações.

Ventilação e impermeabilização exigiram atenção especial
Ventilação e impermeabilização exigiram atenção especial

A reforma incluiu soluções de ventilação e impermeabilização. A ventilação ajuda a retirar o ar parado dos cômodos, enquanto a impermeabilização protege paredes e pisos contra a entrada de água.

Esses cuidados são indispensáveis para transformar um local subterrâneo em moradia. Apenas remover as antigas instalações e colocar móveis não seria suficiente para criar um ambiente confortável e adequado ao uso diário.

Casa sob a calçada mostra como estruturas abandonadas podem ganhar novo uso

Os banheiros públicos construídos em 1929 deixaram de acumular lixo sob a Crystal Palace Parade e passaram a abrigar uma residência completa. A transformação aproveitou aproximadamente 56 m² que permaneceram fechados desde os anos 1980.

O projeto também expõe as dificuldades desse tipo de conversão. Foram seis anos de negociação, além de uma reforma voltada para luz natural, ventilação, impermeabilização e reorganização dos ambientes.

Você acredita que cidades deveriam facilitar a conversão de espaços subterrâneos abandonados em moradias, mesmo com os desafios de luz e ventilação? Comente e compartilhe.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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