A fábrica chinesa CRRC está sendo implantada em Araraquara, no interior de São Paulo, e o BNDES assinou contratos de R$ 5,6 bilhões para financiar o trem de média velocidade entre Campinas e a capital paulista e a expansão da linha 2 do Metrô de São Paulo.
A fábrica chinesa CRRC Brasil está sendo implantada em Araraquara, no interior de São Paulo, e será responsável pela produção dos trens que vão operar em dois dos maiores projetos de mobilidade do estado. O presidente Lula visitou a unidade nesta quarta-feira (25) e assinou contratos de financiamento de R$ 5,6 bilhões com o BNDES para o trem de média velocidade entre Campinas e a capital paulista e para a expansão da linha 2 do Metrô de São Paulo.
As duas obras fazem parte do novo PAC e representam um marco na cooperação entre Brasil e China no setor ferroviário.A fábrica chinesa CRRC ficará encarregada de produzir as 17 estações e as 22 composições do trem Campinas-São Paulo, além de 44 trens para o metrô paulistano, com exigência de conteúdo local nos empreendimentos financiados pelo BNDES.
O que a fábrica chinesa CRRC vai produzir em Araraquara
A fábrica chinesa CRRC será responsável por dois projetos simultâneos em São Paulo. O primeiro é a produção das 17 estações e das 22 composições de trens que vão operar na linha de média velocidade entre Campinas e a capital paulista. O segundo é a fabricação de 44 trens destinados à expansão da linha 2 do Metrô de São Paulo.
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A CRRC é uma das maiores fabricantes de material ferroviário do mundo e tem presença em dezenas de países. A escolha de Araraquara, no interior de São Paulo, como sede da fábrica chinesa no Brasil atende à exigência do BNDES de utilização de conteúdo local nos empreendimentos, o que significa que a produção deve gerar empregos e movimentar a cadeia produtiva nacional.
O trem de média velocidade entre Campinas e São Paulo
O trem de média velocidade entre Campinas e a capital paulista receberá R$ 5,2 bilhões em financiamento do BNDES, sendo o principal projeto atrelado à fábrica chinesa CRRC no Brasil.
A linha contará com 17 estações e 22 composições de trens modernos, percorrendo um trajeto que hoje é feito majoritariamente por rodovia e consome horas no trânsito.
Segundo o governo federal, a linha será construída ao lado da ferrovia de carga já existente no trecho, utilizando faixa de domínio federal. Essa decisão elimina a necessidade de desapropriações em massa ao longo do trajeto que passa por São Paulo, Jundiaí e Campinas, reduzindo custos e conflitos fundiários que costumam atrasar grandes obras de infraestrutura no país.
A expansão da linha 2 do Metrô de São Paulo
O segundo projeto financiado pelo BNDES e atrelado à fábrica chinesa CRRC é a expansão da linha 2 do Metrô de São Paulo. O investimento de R$ 400 milhões cobrirá a fabricação de 44 trens que serão utilizados no trecho entre Vila Mariana e Vila Prudente, com abertura de oito novas estações.
A expansão deve beneficiar cerca de 320 mil passageiros por dia, aliviando a pressão sobre um dos trechos mais congestionados do sistema metroviário paulistano.
Para o presidente do BNDES, o objetivo não é apenas construir metrô, mas construir metrô gerando emprego e investimento no Brasil, garantindo que a produção dos trens pela fábrica chinesa incorpore mão de obra e fornecedores locais.
O financiamento do BNDES e a exigência de conteúdo local
Os contratos de financiamento do BNDES totalizam R$ 5,6 bilhões e são direcionados exclusivamente aos projetos de mobilidade em São Paulo vinculados à fábrica chinesa CRRC.
A maior fatia, de R$ 5,2 bilhões, vai para o trem de média velocidade Campinas-São Paulo. Os R$ 400 milhões restantes financiam a produção dos trens da linha 2 do metrô.
Uma condição central do financiamento é a exigência de conteúdo local. Isso significa que a fábrica chinesa não pode simplesmente importar componentes prontos da China: é preciso utilizar peças, serviços e mão de obra brasileiros na produção.
A regra visa garantir que o investimento gere efeitos multiplicadores na economia nacional, desde a cadeia de fornecedores até a qualificação de trabalhadores.
O que a parceria entre Brasil e China significa para o setor ferroviário
A instalação da fábrica chinesa CRRC em Araraquara representa um passo concreto na transferência de tecnologia ferroviária da China para o Brasil.
O presidente Lula destacou que a parceria é estratégica para um país que precisa avançar em mobilidade urbana e que ainda não domina a tecnologia de fabricação de trens em larga escala.
Segundo Lula, a cooperação prevê que trabalhadores brasileiros viajem à China para cursos de aperfeiçoamento e que técnicos chineses venham ao Brasil para apoiar a operação da fábrica chinesa. O objetivo de longo prazo é que o país se torne detentor do conhecimento tecnológico necessário para produzir material ferroviário de forma autônoma, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo a indústria nacional.
A fábrica chinesa CRRC em Araraquara e os R$ 5,6 bilhões do BNDES marcam o início de uma nova fase para a mobilidade em São Paulo e para o setor ferroviário brasileiro.
O trem de média velocidade entre Campinas e a capital paulista e a expansão da linha 2 do metrô prometem beneficiar milhões de passageiros e gerar empregos com exigência de produção local.
Com informações do Canal Gov.
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Gosto muito de trens e talvez eu visite nas minhas férias