Em um desfiladeiro remoto de Guizhou, a exploradora Xiaoxue revisita um prédio de cinco andares cravado no penhasco, cercado por viveiros abandonados, cavernas úmidas e sinais de criação misteriosa
O desfiladeiro remoto de Guizhou parecia ser apenas mais um vale isolado entre montanhas íngremes, coberto por neblina, musgo e silêncio. Mas foi ali que a exploradora Xiaoxue, com a ajuda de um drone, localizou um enorme prédio de cimento com cinco andares, grudado em um penhasco e completamente escondido da vista de quem passa pelo chão. A construção, cercada por cachoeiras, cavernas e um riacho de água cristalina, está abandonada há anos e guarda viveiros destruídos, remédios para piscicultura e sinais claros de que ali já funcionou uma estrutura de criação.
Depois de uma primeira visita interrompida pelo medo e pelo ambiente úmido e sombrio, Xiaoxue decidiu voltar ao desfiladeiro remoto de Guizhou para finalmente explorar todos os andares da casa.
Com uma lanterna mais potente, mais tempo e mais coragem, ela percorreu cômodo por cômodo, subiu as escadas irregulares, seguiu o som da água e começou a montar o quebra-cabeça de um dos lugares mais estranhos e isolados da província de Guizhou.
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Uma casa de cinco andares encaixada no penhasco
O prédio fica nas montanhas profundas do condado de Fenggang, na província de Guizhou, em um desfiladeiro remoto de Guizhou onde quase não entra sol por causa das paredes rochosas que se erguem dos dois lados. Logo na chegada, Xiaoxue precisa subir por uma pequena estrada quase invisível, tomada por mato alto e coberta de musgo.
Apesar da aparência selvagem, a trilha foi claramente construída em cimento e planejada para acesso frequente, o que indica que ali já circulou muita gente. Hoje, porém, não há sinais de moradores por vários quilômetros ao redor. O clima é fresco, a encosta é íngreme e o som constante de um riacho acompanha a caminhada, vindo de uma fonte de água que nasce em uma caverna atrás da casa.
Ao final da subida, surge a construção: uma casa de cimento e tijolos com cinco andares, encaixada perfeitamente em uma fenda da montanha.
Ao lado, uma cachoeira natural desce pela rocha, alimentando o ambiente com água corrente. As paredes externas estão manchadas pela ação de anos de chuva e vento, marcadas pela umidade e pelo gotejamento constante.
O primeiro andar: remédios, caixas de espuma e umidade extrema
Xiaoxue começa a exploração pelo primeiro andar, entrando por um portão simples. Ali, encontra salas cheias de garrafas, frascos de remédios e caixas de espuma espalhadas pelo chão, tudo coberto de poeira e sinais claros de abandono.
Muitas dessas embalagens indicam o uso de substâncias para piscicultura, reforçando a ideia de que o local foi construído para criação em larga escala.
O ar é frio e cortante, como vento de inverno, mesmo dentro do prédio. O teto pinga água em vários pontos, e algumas áreas mostram calcificação nas paredes, provavelmente devido ao alto teor de minerais na água que escorre pela montanha.
Todo o primeiro andar foi claramente construído “abraçado” à rocha, seguindo o contorno do penhasco e aproveitando o espaço estreito da fenda.
O segundo andar: viveiros destruídos e pistas de salamandras
Ao subir para o segundo andar, a sensação de abandono se intensifica. O ambiente é amplo, mas o que mais chama atenção são fileiras de viveiros de peixes totalmente destruídos, com tijolos soltos, vidros quebrados e detritos espalhados por todo o chão. No teto, uma rede de fios e canos revela que ali já existiu um sistema complexo de água e energia.
Segundo relatos locais, esse andar teria sido usado para a criação de salamandras gigantes, animais extremamente sensíveis à qualidade da água e ao ambiente.
Pelas estruturas alinhadas lado a lado, Xiaoxue estima que o local abrigava pelo menos cem pequenas lagoas artificiais organizadas em cinco fileiras. Hoje, restam apenas as bases quebradas e um cenário que mistura curiosidade e inquietação.
O terceiro andar: grandes piscinas e água viva circulando
No terceiro andar, o cenário muda. Em vez de pequenos viveiros, há grandes piscinas alinhadas, ainda intactas, com água corrente batendo nas bordas. Cada tanque possui uma entrada de água, ligada a canos visíveis, e um sistema de drenagem que escoa o excesso por uma vala ao longo do piso.
A impressão é de que, neste nível, o sistema de criação dependia de água viva, renovada o tempo todo. A luz natural entra com mais força nesse andar, tornando o ambiente menos sombrio do que os inferiores.
Ao lado das piscinas, ainda é possível ver equipamentos elétricos e uma fonte de alimentação, reforçando a ideia de um projeto bem estruturado e tecnicamente planejado.
O quarto andar: numeração nos tanques e destruição sistemática
No quarto andar, a situação volta a ser caótica. As piscinas são numeradas, o que indica um controle de lotes ou grupos de animais, mas muitas delas estão quebradas, com bordas destruídas e sinais de impacto. A iluminação natural é mais fraca, o ambiente é escuro e úmido, e a água continua a pingar da falésia, criando um clima pesado.
Ainda assim, a presença de numeração em cada tanque mostra que alguém pensou na manutenção e no monitoramento do que era criado ali.
O espaço é mais amplo do que os andares inferiores, com uma área considerável dedicada inteiramente às piscinas. No meio dos destroços, uma rede de pesca jogada no chão surge como mais uma prova de que se tratava de um grande centro de criação aquática.
O quinto andar: caverna, reservatório gigante e colônia de morcegos
As escadas para o quinto andar são mais estreitas e irregulares. À medida que Xiaoxue sobe, o som da água aumenta até dominar o ambiente. No último nível, ela encontra uma enorme piscina profunda, com vários metros de profundidade em cada compartimento, provavelmente usada como reservatório principal.
Atrás dessa estrutura, há uma caverna de grande porte, de onde brota a água que alimenta todo o sistema. Um muro construído ao redor da saída de água parece controlar a vazão, especialmente em épocas de chuva intensa. É dali que nasce também a cachoeira vista do lado de fora da casa.
Mas o quinto andar guarda outra surpresa: o piso está tomado por detritos escuros e o ar tem um cheiro forte e estranho.
Olhando com atenção, Xiaoxue percebe que o local virou abrigo de morcegos, e o chão está coberto de fezes desses animais. Entre os restos de estruturas e mais viveiros, fica claro que o andar superior, antes essencial para a gestão da água, hoje pertence à vida selvagem.
Por que construir tudo isso em um desfiladeiro tão isolado?
Depois de explorar todos os andares, a conclusão mais lógica é que a casa foi construída para aproveitar ao máximo a fonte de água que nasce na caverna e desce pelo penhasco, em pleno desfiladeiro remoto de Guizhou.
Cada nível da construção parece ter uma função específica na criação de peixes ou salamandras, sempre baseada em água corrente e em circulação constante.
A localização isolada também ajuda a manter a qualidade da água, longe de poluição ou interferência humana.
Ao mesmo tempo, o acesso difícil, a presença constante de umidade e o custo de erguer um prédio de cinco andares “dentro” da montanha indicam um investimento alto em um projeto muito específico.
Relatos apontam que o foco principal teria sido a criação de salamandras gigantes, que exigem ambiente extremamente controlado e água limpa o tempo todo.
Apesar de tudo isso, a estrutura foi abandonada por motivos que ainda não estão claros. Hoje, restam paredes manchadas, viveiros quebrados, remédios esquecidos, musgo por toda parte e o som constante da água correndo, enquanto a natureza retoma o espaço pouco a pouco.
Um cenário perfeito para mistério, turismo ou renascimento
Visto de baixo, o prédio quase desaparece na fenda da rocha. Visto de cima, o desfiladeiro remoto de Guizhou se abre em uma paisagem ampla, com montanhas, cachoeira e um prédio estranho perfeitamente encaixado no penhasco. É fácil imaginar quanto dinheiro e mão de obra foram necessários para erguer essa casa em um local tão inacessível.
Xiaoxue encerra a exploração com uma sensação dupla: de um lado, a tristeza de ver uma estrutura complexa e bem pensada se perder no tempo; de outro, a percepção de que ali ainda existe potencial.
Transformar o prédio em hospedagem rural, pousada de montanha ou ponto turístico ligado à natureza e às cavernas de água poderia ser um novo capítulo para o lugar, desde que com segurança e respeito ao ambiente.
Por enquanto, o prédio continua sendo um segredo escondido em meio às montanhas, acessível apenas a exploradores obstinados e curiosos o suficiente para enfrentar o caminho íngreme, o vento gelado e a umidade constante.
E você, teria coragem de visitar um prédio abandonado cravado em um desfiladeiro remoto de Guizhou ou prefere admirar esse tipo de lugar só pela tela?


A matéria é boa, mas escrita 110% por IA, nem se importou em verificar todas as informações do vídeo, que aliás é bem impressionante mesmo.
Eu gostaria muito de conhecer, pesquisar mais a fundo saber quem construiu para quê? Um lugar tão remoto e como transportaram o material até esse lugar para construir tudo isso. Foi um trabalho árduo
Fiquei muito curiosa para saber a segunda parte. Encontrar algum registro e saber qdo foi construído, por quem, como funcionou, etc….