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EUA encontram sinais diretos do asteroide que acabou com os dinossauros, mas detalhes do impacto continuam sendo revelados: fósseis soterrados, sedimentos deslocados e registros congelados no tempo

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 28/01/2026 às 15:05
Escavação nos EUA revela fósseis e vestígios do asteroide que provocou a extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos.
Pesquisadores escavam fósseis, sedimentos e partículas preservadas em âmbar associadas ao impacto do asteroide que levou à extinção dos dinossauros.
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Vestígios preservados na Formação Hell Creek ajudam cientistas a reconstruir o dia em que um asteroide mudou definitivamente a história da vida na Terra

Pesquisadores identificaram possíveis vestígios do asteroide responsável pela extinção dos dinossauros em um sítio fossilífero localizado na Formação Hell Creek, em Dakota do Norte, nos Estados Unidos. Os achados reforçam evidências científicas do impacto ocorrido há cerca de 66 milhões de anos, no final do período Cretáceo.

O local concentra registros excepcionais ligados diretamente ao impacto. A área preserva fósseis de animais que morreram durante o evento, o que permite uma reconstrução detalhada do cenário. Entre os achados, os cientistas identificaram peixes que sugaram detritos, uma tartaruga atravessada por uma rocha e uma perna possivelmente pertencente a um dinossauro.

Vestígios do asteroide que extinguiu os dinossauros são encontrados nos EUA (Foto: iStock)

Descoberta ganha destaque em documentário científico

O público conheceu a descoberta em 2022, por meio do documentário Dinosaur Apocalypse, exibido pela PBS. A produção contou com apresentação do naturalista David Attenborough e participação do paleontólogo Robert DePalma, pesquisador que estuda a geologia da região há anos.

Impacto alterou o ambiente em larga escala

Segundo informações divulgadas pela CNN, DePalma afirma que o impacto do asteroide não causou apenas a extinção em massa. O evento também impulsionou mudanças ambientais profundas, influenciando a formação de regiões progressivamente mais áridas em partes dos Estados Unidos.

Sedimentos indicam soterramento rápido de organismos

O sítio fossilífero abriga milhares de fósseis de peixes extremamente bem preservados. As análises indicam que uma grande massa de água deslocou sedimentos e enterrou os animais de forma abrupta após o asteroide atingir o oceano. Esse deslocamento alcançou áreas continentais em grande escala.

Preservação reforça cenário de evento catastrófico

Os sedimentos cobriram os organismos rapidamente e impediram a decomposição, preservando estruturas delicadas. Esse padrão reforça a hipótese de um evento catastrófico rápido, simultâneo e de grande alcance geográfico.

Esférulas em âmbar registram partículas do impacto

Além dos fósseis, os pesquisadores identificaram esférulas microscópicas, formadas a partir de material vaporizado no impacto. A resina de árvores capturou essas partículas e, ao longo do tempo, transformou-se em âmbar, preservando os fragmentos com alto nível de integridade.

Conjunto de evidências amplia entendimento científico

De acordo com DePalma, essas esférulas permaneceram congeladas no tempo, protegidas da água e de processos de degradação. O pesquisador destaca que o acúmulo contínuo de evidências, reunidas ao longo de anos de estudo, amplia a compreensão científica sobre os efeitos imediatos do impacto.

Esse conjunto de registros oferece dados geológicos raros sobre um dos episódios mais decisivos da história do planeta. Diante disso, surge uma questão central: quantos outros vestígios ainda permanecem enterrados, capazes de revelar novos detalhes sobre o evento que levou ao desaparecimento dos dinossauros?


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Caio Aviz

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