1. Início
  2. / Curiosidades
  3. / EUA colocam quase R$ 1 milhão na mesa para quem conseguir frear mexilhões invasores que pegam carona em barcos, avançam por rios e lagos e ameaçam travar sistemas de água, reservatórios e usinas hidrelétricas
Tempo de leitura 4 min de leitura Comentários 5 comentários

EUA colocam quase R$ 1 milhão na mesa para quem conseguir frear mexilhões invasores que pegam carona em barcos, avançam por rios e lagos e ameaçam travar sistemas de água, reservatórios e usinas hidrelétricas

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 05/05/2026 às 23:55
Mexilhões invasores presos em estrutura submersa próxima a barco, ilustrando ameaça a rios, lagos e sistemas hídricos.
Mexilhões invasores podem pegar carona em barcos e comprometer tubulações, reservatórios e infraestrutura hídrica.
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
94 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Desafio federal dos Estados Unidos busca tecnologia inovadora, eficiente e escalável para impedir que mexilhões quagga, zebra e dourado peguem carona em embarcações, se espalhem rapidamente entre rios, lagos e reservatórios, comprometam sistemas de abastecimento de água, afetem usinas hidrelétricas, pressionem infraestruturas críticas e ampliem prejuízos bilionários anuais já registrados no país

O governo dos Estados Unidos lançou um desafio com prêmio de até US$ 200 mil, cerca de R$ 998 mil, para conter a disseminação de mexilhões invasores que ameaçam rios, lagos, reservatórios e estruturas essenciais de abastecimento hídrico.

De acordo com o Bureau of Reclamation, agência federal ligada a grandes sistemas de água e geração hidrelétrica, o programa busca novas tecnologias de inspeção e descontaminação. Portanto, a meta é impedir que organismos invasores sejam transportados por embarcações entre diferentes corpos d’água.

Espécies invasoras pegam carona em barcos e avançam entre reservatórios

Atualmente, mexilhões quagga, zebra e dourado conseguem se deslocar entre rios e lagos usando embarcações como meio de transporte.

Além disso, pequenas quantidades de água presas em compartimentos de lastro podem carregar larvas ou organismos microscópicos.

Quando barcos circulam entre reservatórios, essas espécies podem alcançar novos ambientes e iniciar infestações difíceis de controlar.

Depois de instalados, esses animais se fixam em superfícies submersas e formam colônias densas.

Danos atingem tubulações, bombas, captações e sistemas de energia

Com isso, os mexilhões invasores podem se acumular em tubulações, bombas e sistemas de captação usados por cidades, fazendas e usinas.

Consequentemente, esses organismos reduzem a eficiência dos equipamentos e, em situações mais graves, bloqueiam completamente o fluxo de água.

Segundo o Bureau of Reclamation, apenas os mexilhões quagga e zebra geram mais de US$ 1 bilhão por ano em custos de controle e reparos nos Estados Unidos.

Essas espécies também afetam ecossistemas aquáticos, marinas, praias e reservatórios.

Alerta cresceu após detecção de mexilhão dourado na Califórnia em 2024

Recentemente, a preocupação aumentou após a detecção de mexilhões dourados na Califórnia, em 2024.

A espécie é considerada altamente invasora e reforçou a necessidade de soluções mais rápidas, eficientes e aplicáveis em larga escala.

Cão farejador inspeciona embarcação durante operação contra espécies invasoras que ameaçam rios, lagos e sistemas hídricos nos Estados Unidos. Foto: Miguel Gutierrez Jr.

Enquanto isso, os métodos atuais de descontaminação ainda exigem tempo, equipamentos específicos e mão de obra especializada.

Em muitos casos, o processo envolve enxágue com água aquecida em áreas internas das embarcações, procedimento que pode levar até uma hora por barco.

Desafio federal terá três fases e busca protótipos testados em laboratório

Para enfrentar esse gargalo, o governo criou o “Halt the Hitchhiker: Invasive Species Challenge”, ou “Pare o Carona: Desafio contra Espécies Invasoras”.

A iniciativa será dividida em três fases, com premiações progressivas para propostas, apresentações e protótipos.

Primeiramente, os participantes devem apresentar conceitos de novas tecnologias ou métodos de inspeção e descontaminação.

Assim, até seis projetos poderão receber US$ 25 mil cada.

Depois disso, os melhores avançam para uma apresentação virtual, com até três equipes recebendo US$ 50 mil para desenvolver as ideias.

Por fim, os finalistas criarão protótipos para testes em laboratório.

Prêmios finais chegam a US$ 125 mil e vencedores saem em 2027

Na etapa final, o primeiro colocado poderá receber US$ 125 mil, cerca de R$ 623,5 mil. O segundo lugar terá prêmio de US$ 75 mil, aproximadamente R$ 374,1 mil.

Já o terceiro colocado poderá receber US$ 50 mil, cerca de R$ 250 mil.

A competição está aberta a pesquisadores, startups, universidades e inventores baseados nos Estados Unidos.

Segundo o cronograma informado, os vencedores finais devem ser anunciados em setembro de 2027.

Enquanto isso, o país tenta acelerar soluções para proteger rios, lagos, usinas, sistemas urbanos de água e reservatórios estratégicos.

Será que uma nova tecnologia conseguirá impedir que esses mexilhões invasores continuem pegando carona em barcos e avançando pelos Estados Unidos?

Inscreva-se
Notificar de
guest
5 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Paulo Sérgio Ferreira Nogueira
Paulo Sérgio Ferreira Nogueira
10/05/2026 20:31

Eu sou brasileiro estou no Brasil eu tenho a solução para este problemas para todas embarcações sendo asim será gostaria de saber se eu poço concorrer au prêmio senão vou morrer com a solução já fui marieiro possuir um veleiro eu acabei com os mexilhões da minha embarcação

F.Oliveira
F.Oliveira
Em resposta a  Paulo Sérgio Ferreira Nogueira
13/05/2026 09:53

Primeiro, só precisa aprender a escrever. Depois disso, pode tentar um prêmio internacional!😉

Wilson Gugelmin
Wilson Gugelmin
10/05/2026 08:49

Coloque lâmpadas uv-c, próximo aos equipamentos e revista os mesmos com silicone; administre pequenas doses de cloreto de potássio controlado com intervalos de tempo o mesmo e biodegradável e não afeta o ecossistema.

Débora
Débora
07/05/2026 17:03

poderia ser capturado por pescadores e máquinas potente e ser utilizado para outros fins como ração para animais adubos para agricultura e tmb para contrução civil irá render muito para o governo

Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
5
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x