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Cientistas da Universidade de Pequim criam novo material mais resistente a balas do que o Kevlar, capaz de absorver impactos extremos sem quebrar, unir leveza e flexibilidade e alcançar desempenho antibalas recorde em testes publicados na revista Matter

Publicado em 13/01/2026 às 14:10
Pesquisadores da Universidade de Pequim desenvolveram um novo material mais resistente a balas do que o Kevlar. Entenda como ele foi criado, seus resultados e o que pode mudar na proteção pessoal.
Pesquisadores da Universidade de Pequim desenvolveram um novo material mais resistente a balas do que o Kevlar. Entenda como ele foi criado, seus resultados e o que pode mudar na proteção pessoal.
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Pesquisadores da Universidade de Pequim desenvolveram um novo material mais resistente a balas do que o Kevlar. Entenda como ele foi criado, seus resultados e o que pode mudar na proteção pessoal.

Pesquisadores da Universidade de Pequim, na China, liderados por Jin Zhang, anunciaram a criação de um novo material mais resistente a balas do que o famoso Kevlar, amplamente usado em coletes e veículos blindados.

O estudo, publicado na revista Matter, foi divulgado em 7 de janeiro e já chama a atenção da comunidade científica por unir alta resistência, leveza e flexibilidade em uma única fibra.

O experimento buscava superar limitações do Kevlar, que embora seja excelente contra impactos, tende a se tornar quebradiço quando alterado para aumentar sua rigidez.

A nova fibra, no entanto, conseguiu equilibrar duas propriedades essenciais para deter tiros: resistência e tenacidade.

Isso significa que o novo material consegue suportar impactos sem se quebrar, ao mesmo tempo em que absorve grande quantidade de energia sem falhar.

Por que o novo material é diferente do Kevlar?

Para resistir a balas em alta velocidade, um material precisa combinar força e elasticidade. Enquanto o Kevlar já cumpre bem esse papel, o novo composto vai além.

Ele mantém a estrutura firme sob pressão e ainda consegue se deformar levemente para absorver o impacto, impedindo rachaduras ou falhas.

De acordo com o artigo publicado na Matter, essa combinação foi alcançada graças a uma técnica inovadora de fabricação, que tornou possível alinhar perfeitamente os componentes da fibra — algo que nunca havia sido feito com sucesso em tentativas anteriores de aprimorar o Kevlar.

Como o novo material resistente a balas foi criado?

O novo material foi desenvolvido a partir da união de dois elementos principais: nanotubos de carbono de parede simples tratados (tl-SWNTs) e aramida heterocíclica — um tipo de fibra semelhante ao Kevlar, conhecida por sua alta durabilidade.

Os pesquisadores precisaram tornar a fibra de aramida mais flexível antes de alinhar os nanotubos de carbono.

Para isso, aplicaram um processo de estiramento em múltiplas etapas, o que fez com que as moléculas e os nanotubos ficassem retos e paralelos entre si.

Essa estrutura alinhada formou ligações extremamente firmes entre as cadeias do material, impedindo que elas se deslizassem durante um impacto.

O resultado é uma fibra capaz de absorver muito mais energia sem se romper, tornando-se ideal para suportar balas de alta velocidade.

Resultados impressionantes dos testes balísticos

Após a criação do novo material, os cientistas realizaram testes de impacto em alta velocidade, simulando disparos de armas de fogo semelhantes aos utilizados em coletes à prova de balas.

Os resultados foram surpreendentes: o novo composto apresentou resistência dinâmica muito superior às fibras atuais.

Segundo o estudo, o material atingiu 706,1 megajoules por metro cúbico de absorção de energia, mais do que o dobro do recorde anterior registrado em outro composto.

Imagem: Luo, Jiajun et al.

Além disso, quando aplicado em formato de tecido, o desempenho antibalas superou os tecidos de proteção disponíveis atualmente.

Os pesquisadores destacaram:

“Nosso estudo não apenas apresenta uma estratégia eficaz para a fabricação de fibras de aramida com resistência dinâmica ultra-alta, mas também a maior tenacidade dinâmica já registrada, mas também fornece novas perspectivas sobre o mecanismo.”

Além da resistência superior, o novo material resistente a balas pode tornar os equipamentos de proteção mais leves, finos e confortáveis.

Isso representa um avanço significativo para quem utiliza coletes balísticos ou trabalha em ambientes de alto risco, como policiais, agentes de segurança e militares.

Com menor peso e maior flexibilidade, será possível criar coletes antibalas menos volumosos e blindagens mais discretas, sem abrir mão da proteção.

Essa inovação também abre caminho para o uso do material em veículos blindados, aeronaves e equipamentos de defesa, oferecendo segurança reforçada sem comprometer a mobilidade.

Um avanço que redefine a proteção pessoal

O desenvolvimento desse novo material resistente a balas marca um passo importante na ciência dos materiais e na indústria de segurança.

Mais do que superar o Kevlar, ele simboliza uma nova geração de fibras inteligentes, capazes de absorver energia extrema com eficiência inédita.

Caso seja produzido em escala, esse composto pode revolucionar o mercado de proteção pessoal e militar, tornando-se o novo padrão para blindagem leve e eficaz.

Leia o artigo completo AQUI

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Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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