Levantamento aponta que mães beneficiárias do Bolsa Família apresentam maior taxa de inserção no emprego formal, especialmente entre aquelas com filhos em idade pré-escolar
Um estudo divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social apresentou novos dados sobre o impacto do Bolsa Família na vida das mães beneficiárias. Segundo a pesquisa “Transferência de renda e participação feminina no mercado laboral: o caso do Programa Bolsa Família”, mulheres que recebem o benefício têm maior índice de emprego formal em comparação com outros grupos.
De acordo com o levantamento, foi registrado um aumento de 1,13 ponto percentual na participação de mães no mercado formal, equivalente a um crescimento de 7,4% em relação à média anterior ao início do recebimento do programa.
Resultados por faixa etária
Os efeitos são mais expressivos entre mães de crianças de três a seis anos de idade, período em que a cobertura educacional ainda não é universal. Essa faixa mostrou maior capacidade de inserção no trabalho formal após o ingresso no programa.
-
Startup brasileira transforma borra de café em biocouro vegetal, reduz consumo de água em mais de 50 vezes e tenta levar um resíduo diário para a moda sustentável de alto impacto
-
O novo leilão do Eco Invest promete destravar até R$ 50 bilhões em investimentos e colocar fertilizantes verdes, minerais críticos, baterias e inteligência artificial no centro da disputa por indústria limpa no Brasil
-
Enquanto 50% dos brasileiros preferem pagar menos impostos e contratar serviços particulares de saúde e educação, 44% escolhem pagar mais tributos para receber esses atendimentos gratuitamente do Estado, revela pesquisa Datafolha
-
O cartão Samsung Itaú será encerrado em 1º de agosto de 2026 e toda a base de clientes vai migrar automaticamente para o Itaú Platinum, confirmam as duas empresas
O estudo também aponta que o Bolsa Família reduziu em 4,2 pontos percentuais a probabilidade de mulheres declararem indisponibilidade para aceitar uma oferta de emprego, número que reforça a relação entre o benefício e a maior participação no mercado laboral.
Educação e condicionalidades
Outro ponto levantado pelo levantamento é o reflexo do programa nos investimentos familiares em educação. Os domicílios que recebem o Bolsa Família têm 11,5 pontos percentuais a mais de probabilidade de aplicar recursos em pré-escola, material escolar e atividades extracurriculares.
O relatório destaca ainda a importância das condicionalidades ligadas à educação. Para o recebimento do benefício, é exigida frequência escolar mínima de 60% para crianças de 4 e 5 anos e de 75% para jovens de 6 a 18 anos incompletos.
Conclusões do estudo
Os dados fazem parte da 40ª edição da série Caderno de Estudos, publicação da Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. O levantamento demonstra a relação entre o Bolsa Família, a participação das mães no mercado formal de trabalho e o aumento de investimentos em educação nos domicílios beneficiários.
