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Estudante entra no mar para mergulho em Israel e encontra espada medieval do século XII que pode revelar novas pistas sobre cruzados europeus e rotas marítimas usadas nas Cruzadas

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 08/03/2026 às 17:34 Atualizado em 08/03/2026 às 17:35
Espada medieval, Espada
Espada do século XII foi encontrada por um estudante de pós-graduação e estudada através de uma tomografia computadorizada hospitalar — Foto: Yoav Bornstein/ Universidade de Haifa
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Espada medieval de cerca de 1 metro encontrada por estudante da Universidade de Haifa no fundo do mar pode revelar detalhes sobre cruzados europeus e ancoradouros usados no Mediterrâneo medieval

Um estudante da Universidade de Haifa encontrou uma espada medieval de cerca de 1 metro no fundo do mar na costa mediterrânea de Israel. O achado, datado do século XII, pode ampliar o entendimento sobre cruzados europeus na região.

Descoberta ocorreu durante mergulho na costa de Israel

O artefato foi encontrado por Shlomi Katzin, estudante de pós-graduação do Departamento de Civilizações Marítimas da Universidade de Haifa.

Ele estava nadando na região quando percebeu um grupo de mergulhadores usando detectores de metal.

Katzin suspeitou que os mergulhadores pudessem estar tentando retirar artefatos históricos de forma ilegal.

Após o grupo deixar o local, ele observou parcialmente enterrado na areia o cabo de uma antiga espada medieval.

O objeto estava coberto por areia e cracas acumuladas ao longo de séculos no fundo do mar. Mesmo assim, o formato permitiu reconhecer rapidamente que se tratava de um artefato histórico potencialmente importante.

Estudante já havia encontrado objeto semelhante

Não era a primeira vez que Katzin identificava um artefato desse tipo na mesma área. Em 2021, ele já havia localizado outra espada relacionada ao período medievla na região costeira.

Assim que percebeu a relevância arqueológica da descoberta, o estudante informou imediatamente a arqueóloga náutica Deborah Cvikel, também pesquisadora da Universidade de Haifa.

Depois da comunicação, a Autoridade de Antiguidades de Israel autorizou uma escavaçào controlada para recuperar a arma do fundo do mar e permitir estudos científicos detalhados.

Importância histórica da espada medieval encontrada

Segundo Deborah Cvikel, a descoberta representa um achado extremamente raro relacionado à presença dos cruzados europeus no litoral israelense durante a Idade Média.

A pesquisadora explicou que apenas um número pequeno de espadas desse período, entre 1095 e 1291, já foi identificado no território de Israel até hoje.

De acordo com Cvikel, esse tipo de artefato ajuda arqueólogos a compreender melhor o funcionamento de ancoradouros marítimos e a vida cotidiana de guerreiros durante as campanhas das Cruzadas.

Exames revelam danos causados pelo mar

Após a recuperação, os pesquisadores utilizaram tomografia computadorizada hospitalar para analisar o interior da espada medieval sem remover a espessa camada de sedimentos acumulada.

O exame revelou que parte significativa do núcleo de ferro da lâmina sofreu deterioração devido à ação prolongada da água do mar.

Os pesquisadores também identificaram fraturas estruturais na arma, indicando que a corrosão ao longo dos séculos comprometeu parte da integridade do material original.

Apesar disso, os dados permitiram reconhecer características importantes. A espada foi projetada para combate com apenas uma mão, padrão comum entre cavaleiros medievais.

A forma e a construção sugerem que a arma pode ter pertencido a um cruzado franco, um dos guerreiros europeus que participaram das campanhas militares na chamada Terra Santa.

Espadas tinham função militar e simbólica

Durante as Cruzadas, cavaleiros cristãos vindos principalmente da Europa Ocidental travaram guerras religiosas contra forças muçulmanas pelo controle da região.

Nesse contexto histórico, a espada medieval possuía não apenas utilidade militar, mas também forte valor simbólico para os cavaleiros cristãos.

A pesquisadora Sára Lantos explicou que, na Idade Média, a espada tornou-se um símbolo da cavalaria e também da fé cristã entre guerreiros europeus.

Segundo arqueólogos, é improvável que a arma tenha sido descartada deliberadamente. O metal era valioso e frequentemente reciclado naquele período.

Por isso, pesquisadores consideram mais provável que a espada tenha sido perdida no mar durante um combate, um naufrágio ou um acidente em um ancoradouro costeiro.

Com informações de Revista Galileu.

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Romário Pereira de Carvalho

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