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Estrada conhecida por 27 curvas em cotovelo tem manobras no limite registradas e expõe risco de tombamento para carga pesada no Dhimbam Ghat

Escrito por Geovane Souza
Publicado em 13/01/2026 às 16:47
Assista o vídeoEstrada conhecida por 27 curvas em cotovelo tem manobras no limite registradas e expõe risco de tombamento para carga pesada no Dhimbam Ghat
Estrada Dhimbam Ghat em Tamil Nadu tem 27 curvas em cotovelo e exige atenção redobrada de ônibus e caminhões de carga pesada
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Vídeo mostra ônibus e caminhões de carga pesada fazendo manobras no limite em uma curva fechada do Dhimbam Ghat, no estado indiano de Tamil Nadu. O trecho já tem regras específicas de circulação e velocidade, mas o risco de tombamento e de colisões segue no centro do debate.

O registro chama atenção porque o Dhimbam Ghat Road é conhecido por 27 curvas em cotovelo em um segmento de serra e por atravessar uma área ambientalmente sensível. Em decisão judicial e reportagens locais, o local aparece como ponto de atenção tanto para segurança viária quanto para a proteção da fauna.

Quem trafega por ali costuma usar o trecho como ligação entre Tamil Nadu e Karnataka, com ônibus de linha e caminhões carregados dividindo espaço em curvas de raio curto. Em documento judicial sobre o tema, há menção a veículos longos que acabam envolvidos em acidentes e podem bloquear a via por horas, o que ajuda a explicar por que qualquer curva mais apertada vira um teste de precisão.

A preocupação cresce quando há fluxo em sentidos opostos, porque a traseira de veículos articulados tende a cortar caminho na curva e a invadir parte da faixa contrária. Em estrada de serra, essa combinação costuma reduzir a margem de erro, principalmente em pisos úmidos e em declives prolongados.

O tema voltou a ganhar força porque o Dhimbam Ghat também integra a área do Sathyamangalam Tiger Reserve, onde as restrições de horário e de tipo de veículo foram discutidas em tribunal. A regra mais conhecida é a limitação de circulação noturna em parte do trecho, além de limites de peso e de número de eixos para caminhões e carretas.

Por que as curvas do Dhimbam Ghat são tão críticas para veículos longos

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Em uma curva fechada de serra, ônibus e caminhões precisam combinar baixa velocidade, marcha adequada e esterço contínuo para evitar que a carroceria balance e perca estabilidade. Quando há carga alta ou mal distribuída, o centro de gravidade sobe e aumenta o risco de tombamento, especialmente em manobras mais travadas.

O próprio histórico do trecho ajuda a entender o problema. No registro judicial, a estrada é descrita como formada em 1920 e com 27 curvas acentuadas em parte do trajeto, o que a torna desafiadora mesmo para motoristas experientes.

Além disso, o ghat road corta uma área de reserva e tem fiscalização de entrada e saída, com checkposts e controle de tempo médio de travessia previstos em decisões e diretrizes. Na prática, isso cria uma rota onde condução defensiva não é recomendação genérica, mas requisito operacional.

Regras e limites já definidos para reduzir acidentes e atropelamento de animais

O debate sobre o Dhimbam Ghat não é apenas sobre curvas. Ele envolve a circulação de veículos em um corredor que atravessa o Sathyamangalam Tiger Reserve e, segundo reportagem de 2022, uma faixa de cerca de 29 km de rodovia nacional entre Bannari e Karapallam fica dentro da área de reserva.

Nesse contexto, o Tribunal Superior de Madras analisou pedidos favoráveis e contrários ao bloqueio noturno e manteve restrições, com ajustes para moradores locais. Em reportagem do The Indian Express, o tribunal descreve como razoáveis condições como proibição de parar ou estacionar, controle de velocidade e monitoramento por checkpoints e câmeras.

As regras para veículos de carga ficaram mais objetivas. De acordo com The Indian Express e The New Indian Express, não devem entrar no trecho veículos com 12 rodas ou mais, nem caminhões e carretas com peso total a partir de 16,2 toneladas, e os que forem autorizados precisam respeitar limites como 30 km por hora em trechos planos e 20 km por hora na serra.

Para o transporte de passageiros, as decisões também definem janelas de horário. Segundo The New Indian Express, ônibus podem operar em faixa diária e há regras para pernoite apenas quando o destino é alguma vila no próprio trajeto, enquanto veículos de duas e três rodas têm limitações semelhantes de horário.

O pacote de controle inclui fiscalização mais tecnológica. As reportagens mencionam a instalação de câmeras a cada 5 km e o monitoramento do tempo de travessia, para coibir excesso de velocidade e paradas indevidas, além de medidas contra lixo lançado na via.

O que motoristas e empresas podem fazer agora para atravessar a serra com menos risco

Para quem conduz ônibus e caminhões na região, a orientação mais consistente é adequar a viagem ao horário permitido e entrar no trecho já em velocidade baixa, sem tentar recuperar tempo dentro da serra. Os limites de 20 km por hora no ghat e 30 km por hora em partes planas aparecem como referência de fiscalização e também como parâmetro prudente.

Na prática, isso significa reduzir ultrapassagens, manter distância maior antes da curva e usar frenagem de motor em declives para evitar superaquecimento dos freios. Em curvas cegas, a comunicação com faróis e buzina em baixa intensidade pode ajudar, mas a prioridade é manter o veículo dentro da faixa e aceitar que o ritmo será lento.

Discussão local entre mobilidade, logística e preservação

O tema é sensível porque a estrada funciona como eixo de deslocamento diário para quem vive no entorno da reserva. Em reportagem do The Federal, moradores e produtores relatam que o bloqueio noturno de 6 pm a 6 am, associado ao acúmulo de veículos nos pontos de controle, pode gerar congestionamentos e perdas em cargas perecíveis.

Ao mesmo tempo, a justificativa ambiental aparece com força nos documentos e nas notícias. O acórdão reproduzido em base jurídica descreve a via como um corte que atravessa a reserva, sem passagens dedicadas para animais, e discute a necessidade de reduzir perturbações e evitar atropelamentos.

Parte da solução proposta passa por infraestrutura e fiscalização permanente, não apenas por proibição. Entre as diretrizes citadas estão câmeras, controle de peso e altura por meio de equipamentos e até a exploração de alternativas como underpass e overpass para a fauna, em coordenação com órgãos competentes.

O vídeo que circula agora reacende a pergunta central. A curva fechada vira símbolo de uma rota que precisa servir ao transporte e, ao mesmo tempo, reduzir acidentes graves e impactos ambientais, o que costuma gerar discordância entre moradores, empresas de logística e defensores da preservação.

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Geovane Souza

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