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Esse motor elétrico Helix pesa só 33 kg e transforma o McMurtry Spéirling em um míssil compacto de 1.000 cv que demora só 1,5 segundo para chegar aos 100 km/h

Escrito por Fabiano Souza
Publicado em 24/02/2026 às 12:08
Atualizado em 24/02/2026 às 12:10
McMurtry Spéirling é um míssil de 1.000 cv que demora só 1,5s para chegar aos 100 km/h
McMurtry Spéirling é um míssil de 1.000 cv que demora só 1,5s para chegar aos 100 km/h
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Com dois motores ultracompactos e um sistema de sucção que gruda o carro no asfalto, o McMurtry Spéirling redefine a relação entre peso, potência e aceleração extrema na nova era dos hipercarros elétricos

Há momentos em que a engenharia automotiva deixa de ser apenas evolução e passa a soar como provocação técnica. O que a britânica McMurtry Automotive construiu com o McMurtry Spéirling entra exatamente nessa categoria. Enquanto grande parte da indústria elétrica debate autonomia e eficiência energética, esse pequeno hipercarro decidiu mirar no território mais radical: a aceleração quase instantânea.

O protagonista dessa história não é apenas o carro em si, mas o conjunto elétrico desenvolvido pela Helix. Cada motor do modelo SPX242-94 pesa somente 33 kg e entrega cerca de 500 Nm de torque. No McMurtry Spéirling, dois desses motores atuam no eixo traseiro e geram aproximadamente 1.000 cv combinados, criando uma relação peso-potência que desafia qualquer referência tradicional.

McMurtry Spéirling e a obsessão pela densidade de potência

O McMurtry Spéirling não foi projetado para ser apenas rápido. Ele foi concebido para explorar limites físicos com o mínimo de massa possível. Por isso, a estratégia central não foi aumentar o tamanho das baterias ou simplesmente ampliar a potência bruta, mas sim otimizar a densidade de potência do conjunto.

Cada motor de 33 kg adota uma arquitetura compacta, com foco em eficiência térmica e capacidade de rotação elevada. Dessa forma, o sistema consegue sustentar níveis extremos de desempenho sem comprometer a distribuição de peso. Em um carro que pesa pouco mais de uma tonelada, qualquer economia estrutural impacta diretamente aceleração, estabilidade e capacidade de frenagem.

Enquanto muitos elétricos de alto desempenho dependem de baterias volumosas para sustentar números chamativos, o McMurtry Spéirling aposta na leveza como parte essencial da equação. Esse equilíbrio entre potência e massa explica por que o modelo alcança resultados que parecem irreais até mesmo no universo dos hipercarros.

0 a 100 km/h em 1,5 segundo: o impacto físico da aceleração

Falar em 1,5 segundo para atingir 100 km/h pode soar como mera estatística, mas na prática o número coloca o McMurtry Spéirling em um território extremamente restrito. A sensação é tão intensa que o corpo mal processa o movimento antes de o velocímetro cruzar a marca de três dígitos.

Parte desse desempenho extraordinário vem do sistema ativo de sucção instalado na traseira. Diferentemente de asas tradicionais que dependem do fluxo de ar, o mecanismo gera downforce mesmo em baixas velocidades. Isso significa que o carro cria pressão negativa sob a carroceria, aumentando drasticamente a aderência desde o primeiro metro.

Consequentemente, o McMurtry Spéirling consegue aplicar toda a potência ao solo sem desperdício por perda de tração. Em vez de patinar, ele simplesmente dispara. Essa solução já ajudou o modelo a registrar tempos impressionantes em subidas de montanha e circuitos fechados, reforçando seu papel como laboratório extremo da engenharia elétrica. Veja dados técnicos:

  • Downforce – Até 2.000 kg de força aerodinâmica a partir de 0 km/h (4.400 lb)
  • Potência – 1.000 cv (aprox. 1.000 bhp)
  • Dimensões (Comprimento | Largura | Altura) – 3.815 mm | 1.795 mm | 1.056 mm
  • Entre-eixos – 2.200 mm (86,6”)
  • Autonomia em pista – 20 minutos em ritmo de GT3
  • Tempo de recarga – 25 minutos com carregador de 350 kW
  • Assistências ao condutor – Controle de tração e sistema de freios ABS
  • Conforto do piloto – Ar-condicionado (opcional), banco moldado sob medida, pedais e volante ajustáveis
  • Pneus – Michelin Slicks (disponíveis globalmente)
  • Freios – Discos ventilados de cerâmica de carbono com pinças Brembo de 6 pistões
  • Opções de personalização – Ampla configuração externa e interna
  • Chassi e carroceria – Compósito de carbono, monolugar, cockpit fechado
  • Altura máxima do piloto – Até 195 cm (6 ft 5”)
  • Bateria – 100 kWh de íons de lítio
  • Peso – Aproximadamente 1.300 kg (2.860 lb)
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McMurtry Spéirling – Divulgação Oficial

Pequeno por fora, radical por dentro e irrelevante no volume de vendas

Projetos como esse funcionam como vitrines tecnológicas. Muitas das soluções testadas em ambientes extremos acabam migrando, anos depois, para esportivos elétricos de maior escala. A história da indústria automotiva mostra que inovações inicialmente radicais frequentemente se tornam padrão em gerações futuras.

Além disso, o desenvolvimento de motores ultracompactos com alta densidade de potência pode influenciar diversos segmentos. Reduzir peso sempre foi obsessão na engenharia automotiva, e o McMurtry Spéirling demonstra que ainda existe amplo espaço para evoluir o motor elétrico além da simples eficiência energética.

Quando o elétrico deixa de ser silencioso e vira brutal

Durante muito tempo, o discurso em torno dos veículos elétricos se concentrou em silêncio, economia e sustentabilidade. Embora esses pilares continuem relevantes, o McMurtry Spéirling lembra que a eletrificação também pode ser visceral. A entrega instantânea de torque, combinada com leveza extrema e soluções aerodinâmicas agressivas, cria um pacote que rivaliza com superesportivos tradicionais.

O mais intrigante é que essa brutalidade acontece de forma quase limpa. Não há trocas de marcha dramáticas nem explosões mecânicas. A aceleração é contínua, linear e desconcertante. É como se o tempo entre decidir acelerar e atingir 100 km/h simplesmente encolhesse.

No fim das contas, o McMurtry Spéirling mostra que a eletrificação ainda está longe de alcançar seu limite criativo. Enquanto o mercado de massa busca equilíbrio entre autonomia e custo, alguns engenheiros seguem explorando o extremo do espectro. E, ao colocar dois motores de apenas 33 kg para gerar 1.000 cv combinados, o projeto envia uma mensagem clara: o futuro elétrico também pode ser radical.

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Fabiano Souza

CEO G4 Comunicação e Marketing Apaixonado por Carros e Internet. Antenado nos assuntos da Web. Criador de conteúdo digital.

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