Levantamento da Ituran mostra queda nas ocorrências contra picapes em São Paulo, mas aponta mudança no perfil dos crimes, com avanço dos furtos, troca na liderança dos modelos mais visados e maior concentração dos registros na Grande São Paulo.
Os roubos e furtos de picapes caíram no estado de São Paulo no primeiro trimestre de 2026, enquanto os furtos passaram a representar 90,7% dos casos, segundo levantamento da Ituran divulgado pelo Jornal do Carro, do Estadão.
Entre janeiro e março de 2026, a empresa de rastreamento contabilizou 1.404 ocorrências envolvendo esse tipo de veículo, ante 1.592 registros no mesmo período de 2025, o que corresponde a uma redução de 188 casos na comparação anual.
Apesar da queda no volume total, a distribuição por tipo de crime mudou no período analisado, com maior participação dos furtos, modalidade em que o veículo é levado sem abordagem direta ao motorista.
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Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a fatia dos roubos caiu de 12,5% para 9,26%, de acordo com o levantamento, enquanto os furtos passaram a concentrar a maior parte das ocorrências registradas no estado.
Saveiro assume liderança entre as picapes mais visadas
A Volkswagen Saveiro passou a ocupar o primeiro lugar no ranking das picapes com mais registros de roubo e furto em São Paulo no primeiro trimestre de 2026, somando 274 ocorrências no intervalo analisado pela Ituran.
Na sequência, a Fiat Strada, que liderava a lista no mesmo período de 2025, caiu para a segunda posição após redução de 136 casos, encerrando os três primeiros meses deste ano com 266 ocorrências no estado.
O terceiro lugar ficou com a Fiat Toro, com 235 queixas, seguida pela Toyota Hilux, que passou da segunda para a quarta posição após cair de 259 para 171 ocorrências entre os dois períodos comparados.
Com essa variação, o topo do ranking passou a reunir principalmente picapes compactas e intermediárias, enquanto a Hilux, classificada entre as médias, apresentou queda no número de registros em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Ainda assim, modelos de diferentes faixas e propostas seguem entre os mais citados no levantamento, o que mostra que as ocorrências não ficaram restritas a uma única categoria de picape no estado de São Paulo.
Furtos avançam e roubos perdem espaço nas estatísticas
A alta participação dos furtos é um dos principais dados do levantamento, porque mostra que a maior parte das ocorrências não envolveu abordagem direta ao motorista, mas registros em que o veículo foi levado sem confronto informado.
Esse recorte altera a distribuição das ocorrências por modalidade, já que os furtos responderam por nove em cada dez casos registrados no período, enquanto os roubos ficaram abaixo de 10% do total informado pela Ituran.
Embora tenham perdido participação no levantamento, os roubos permaneceram no recorte estatístico, com 9,26% dos casos no primeiro trimestre de 2026, segundo os dados atribuídos à empresa de rastreamento.
A predominância dos furtos também ajuda a contextualizar os horários e locais citados no estudo, já que a análise reúne ocorrências registradas em diferentes cidades, bairros e faixas do dia no estado de São Paulo.
Picapes mais antigas concentram maior volume de casos
O levantamento também mostra diferença relevante conforme a idade do veículo, com menor número de registros entre picapes de até dois anos de uso e maior concentração em faixas intermediárias ou mais antigas.
As picapes com até dois anos de fabricação tiveram 131 ocorrências no primeiro trimestre de 2026, o menor volume entre as faixas de idade informadas no estudo divulgado pela Ituran.
O maior número de registros ficou com os veículos de cinco a dez anos de fabricação, que somaram 429 ocorrências, seguidos de perto pelas picapes de dois a cinco anos, responsáveis por 426 casos no mesmo período.
Também aparece em patamar elevado a faixa dos modelos com mais de dez anos de uso, que reuniu 412 queixas, conforme os dados apresentados no levantamento sobre roubos e furtos de picapes em São Paulo.
A divisão por idade mostra que as ocorrências alcançaram diferentes perfis de veículo, desde modelos mais recentes até picapes com mais tempo de circulação, sem concentração exclusiva nos automóveis de menor ou maior idade.
Grande São Paulo concentra quase 60% das ocorrências
Na distribuição geográfica, a Grande São Paulo respondeu por 59,9% das ocorrências de roubo e furto de picapes registradas no estado no primeiro trimestre de 2026, segundo o levantamento da Ituran.

Em números absolutos, foram 841 casos na região metropolitana, dentro de um universo de 1.404 ocorrências contabilizadas pela empresa de rastreamento entre janeiro e março deste ano.
A capital paulista aparece na liderança entre as cidades, com 603 registros, número superior ao das demais localidades citadas no levantamento sobre os crimes envolvendo picapes no estado de São Paulo.
Campinas ficou na segunda posição, com 71 ocorrências, enquanto Ribeirão Preto ocupou o terceiro lugar, com 62 registros, dentro do recorte municipal apresentado pela Ituran no primeiro trimestre de 2026.
Embora a maior parte dos casos esteja concentrada na capital e em sua região metropolitana, o ranking também inclui cidades do interior, o que indica registros fora da Grande São Paulo no período analisado.
Tatuapé e Vila Mariana lideram na capital paulista
Dentro da cidade de São Paulo, os bairros do Tatuapé, na Zona Leste, e da Vila Mariana, na Zona Sul, aparecem no topo do levantamento, cada um com 32 ocorrências envolvendo picapes no primeiro trimestre de 2026.
Os dois bairros superaram a Zona Rural no recorte informado, de acordo com os dados divulgados, e passaram a ocupar a liderança entre os locais com mais registros no município de São Paulo.
Além de pertencerem a regiões diferentes da capital, Tatuapé e Vila Mariana têm perfis urbanos distintos, mas aparecem empatados no número de ocorrências informadas pela Ituran no período de janeiro a março de 2026.
Como o levantamento reúne registros de ocorrências, os números indicam os pontos com maior volume contabilizado no recorte analisado, sem detalhar circunstâncias específicas de cada caso ou condições de cada rua.
Quinta-feira tem o maior número de registros
A quinta-feira foi o dia com mais ocorrências de roubo e furto de picapes em São Paulo no primeiro trimestre de 2026, com 259 registros, segundo os dados reunidos pela Ituran.
O levantamento também aponta concentração relevante entre terça e quinta-feira, intervalo que reuniu parte expressiva das ocorrências e colocou o meio da semana entre os períodos com maior volume de registros.
Além da distribuição por dia, o recorte por horário mostra predominância do período noturno, responsável por 417 casos, seguido pelas primeiras horas da manhã, faixa que reuniu 317 registros no estado.
Com esses dados, o levantamento apresenta um cenário de queda no total de roubos e furtos de picapes em São Paulo, acompanhado por maior participação dos furtos e concentração de casos em determinados modelos, regiões e horários.


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