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Escondido por mais de meio século, bunker nuclear da Guerra Fria reaparece sob castelo na Inglaterra e revela base secreta criada para monitorar ataques

Publicado em 17/04/2026 às 14:56
Atualizado em 17/04/2026 às 15:02
Assista o vídeoCastelo, Bunker
Imagem: Ilustração
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Bunker da Guerra Fria é achado sob o Castelo de Scarborough e revela como o Reino Unido monitorava possíveis ataques nucleares secretos

Arqueólogos localizaram um bunker da Guerra Fria escondido no Castelo de Scarborough, no nordeste da Inglaterra, após escavações iniciadas em 7 de março. Fechada havia mais de 50 anos, a estrutura reforça a dimensão da rede britânica criada para monitorar ataques nucleares.

Descoberta sob o castelo

O bunker subterrâneo foi encontrado nos terrenos do Castelo de Scarborough, depois que especialistas cruzaram registros históricos com um levantamento topográfico recente da área para definir o ponto provável do antigo posto.

As escavações começaram em 7 de março. Pouco depois, a equipe encontrou a entrada da estrutura, que permanecia lacrada e esquecida desde a década de 1960.

A descoberta foi conduzida pela English Heritage, entidade responsável pela administração de vários patrimônios históricos britânicos.

Assista o vídeo
https://youtu.be/YLbibDQoT2s?si=ot_Hew7wkRrkUTf7

Estrutura da Guerra Fria

O bunker de Scarborough foi construído entre 1963 e 1964, em um período marcado pelo medo de guerra nuclear.

A instalação integrava uma rede nacional com mais de 1.500 postos semelhantes espalhados pelo Reino Unido.

Esses postos tinham a função de detectar explosões nucleares e medir níveis de precipitação radioativa em caso de conflito.

O bunker fazia parte da rede operada pelo Royal Observer Corps, criada no auge das tensões nucleares.

Depois da abertura cuidadosa da escotilha selada, os arqueólogos usaram câmeras para examinar o interior da câmara subterrânea e verificar suas condições.

Como funcionavam os postos

Os postos do Royal Observer Corps seguiam um modelo padronizado, pensado para proteger os ocupantes dos efeitos imediatos de uma detonação nuclear.

Em geral, eram pequenas câmaras subterrâneas com instrumentos de monitoramento, sistemas de comunicação e beliches.

Durante o auge da Guerra Fria, o ROC reunia mais de 20 mil voluntários. Eles eram responsáveis por identificar explosões nucleares e repassar informações que ajudavam as autoridades britânicas a estimar a escala e a localização de possíveis ataques.

Kevin Booth, chefe de coleções da English Heritage, afirmou que, em praticamente qualquer lugar da Grã-Bretanha, havia um posto do ROC a poucos quilômetros, embora pouca gente soubesse da existência dessas instalações.

Projeto do centenário

Booth lembrou ainda que o promontório de Scarborough já serviu como ponto de observação por milhares de anos, com ocupações que vão da Idade do Bronze a uma bateria de artilharia da Primeira Guerra Mundial.

A escavação integra um projeto mais amplo pelos 100 anos do Royal Observer Corps, comemorados em 2025.

A iniciativa, apoiada pelo National Lottery Heritage Fund, busca reunir histórias da organização, localizar antigos membrso e preparar um evento no Bunker da Guerra Fria de York.

Para Helen Featherstone, diretora do Heritage Fund, a descoberta acrescenta um capítulo importatne à história da Guerra Fria na Grã-Bretanha e destaca o papel dos voluntários do ROC.

Com informações de Revista Galileu.

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Romário Pereira de Carvalho

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