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Enquanto um prédio comum pode passar anos em obras, em Londres duas torres de 44 e 38 andares foram erguidas com mais de 1.500 módulos prontos e reduziram o prazo em 42%

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 16/05/2026 às 19:30
Atualizado em 16/05/2026 às 19:32
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O complexo Ten Degrees, em Croydon, mostra como a construção modular pode sair das casas pequenas e chegar a prédios altos. Com 546 apartamentos, módulos prontos de fábrica e montagem com guindastes, o projeto virou um caso forte sobre velocidade, moradia urbana e obras em áreas densas.

A construção modular ganhou um exemplo de peso em Londres. No complexo Ten Degrees, em Croydon, duas torres residenciais de 44 e 38 andares foram erguidas com mais de 1.500 módulos prontos.

As informações foram divulgadas por Vision Volumetric, empresa de construção volumétrica, que apresentou os dados centrais do projeto. O empreendimento também é conhecido como 101 George Street e reúne 546 apartamentos.

O impacto mais forte está no prazo. Da escavação até a conclusão, a obra levou 26 meses e teve redução de 42% em comparação com a construção tradicional. Para cidades cheias e com pouco espaço, esse tipo de obra muda a conversa sobre como construir mais rápido.

Mais de 1.500 módulos prontos transformaram o Ten Degrees em um marco da construção modular em Londres

O Ten Degrees foi desenvolvido pela Tide Construction e fabricado pela Vision Modular Systems. O projeto fica em Croydon, região de Londres, e combina escala residencial com construção industrializada.

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A ideia central é simples de entender. Em vez de fazer quase tudo no canteiro, muitas partes do prédio foram produzidas antes e chegaram ao local como unidades volumétricas. Essas unidades são blocos completos que formam partes do edifício.

No caso do Ten Degrees, foram mais de 1.500 unidades volumétricas entregues ao canteiro. Depois, esses módulos foram posicionados nas torres até formar os dois prédios residenciais de 44 e 38 andares.

Esse número chama atenção porque mostra que a construção modular não ficou restrita a obras pequenas. Ela foi usada em um conjunto alto, com centenas de moradias e forte presença urbana.

Como módulos feitos em fábrica conseguiram virar duas torres residenciais de mais de 40 andares

Os módulos chegaram ao canteiro já equipados. Isso significa que uma parte importante da obra foi feita antes da chegada ao terreno, em ambiente industrial, com etapas repetidas e mais organizadas.

Depois da fabricação, as unidades foram levadas para o local e instaladas com guindastes. Esses guindastes ficaram posicionados sobre os núcleos de concreto dos prédios.

O núcleo de concreto é a parte central e firme da torre. Ele ajuda a dar sustentação e abriga áreas importantes de circulação. Com essa base pronta, os módulos puderam ser içados e encaixados em sequência.

Esse método mostra uma lógica diferente da obra tradicional. Primeiro se fabrica grande parte da estrutura, depois se transporta, depois se monta no local. O resultado foi um complexo com 546 apartamentos e duas torres altas.

Prazo de 26 meses e redução de 42% mostram por que o caso chamou atenção no setor

O tempo de obra é um dos pontos mais fortes do Ten Degrees. O período entre a escavação e a conclusão foi de 26 meses, com economia de programa de 42% em relação ao modelo tradicional.

Vision Volumetric, empresa de construção volumétrica, detalhou que mais de 1.500 unidades volumétricas foram entregues ao canteiro já equipadas. A montagem usou guindastes colocados sobre os núcleos de concreto.

Na prática, esse tipo de redução pode fazer diferença em áreas urbanas. Uma obra mais curta tende a ocupar o terreno por menos tempo e pode diminuir impactos na rotina do entorno.

O caso também ajuda a explicar por que a construção modular passou a interessar projetos de grande porte. Quando a fabricação e a montagem seguem uma sequência clara, o prazo deixa de depender apenas do ritmo tradicional do canteiro.

Construção modular em prédios altos muda a ideia de que módulo pronto serve apenas para obra pequena

Muita gente ainda associa construção modular a casas térreas ou prédios baixos. O Ten Degrees mostra outro caminho, com módulos prontos formando torres de 44 e 38 andares.

Esse ponto é importante porque cidades grandes precisam de mais moradias em áreas já ocupadas. Construir para cima é uma forma de aproveitar melhor o solo, principalmente em regiões com alta procura por apartamentos.

O projeto também entra no debate sobre aluguel residencial e regeneração urbana. Ele mostra que a construção modular pode participar de empreendimentos voltados à moradia em áreas densas.

Com 546 apartamentos, o Ten Degrees não é apenas uma vitrine técnica. Ele mostra uma aplicação real da construção volumétrica em escala urbana, com altura, quantidade de unidades e prazo reduzido.

Guindastes sobre os núcleos de concreto foram decisivos para montar as torres com módulos prontos

A montagem das torres exigiu uma logística planejada. Os guindastes foram instalados sobre os núcleos de concreto, o que permitiu içar e posicionar as unidades volumétricas ao longo dos andares.

Esse detalhe é um dos pontos mais curiosos do projeto. Não bastava produzir os módulos em fábrica. Era necessário criar uma forma eficiente de levar cada unidade ao ponto certo da torre.

Em edifícios altos, a sequência de montagem precisa ser cuidadosa. Cada módulo depende da posição correta para que o conjunto avance sem comprometer a organização da obra.

Por isso, o Ten Degrees virou um caso de destaque. Ele mostra que a construção modular em altura exige fábrica, transporte, guindastes e canteiro trabalhando como partes de uma mesma engrenagem.

O que o Ten Degrees revela sobre o futuro das obras em grandes cidades

O Ten Degrees mostra que a construção modular pode entrar no centro da discussão sobre moradia urbana. O projeto uniu prédios altos, módulos prontos e redução relevante de prazo.

A obra também mostra que o canteiro pode deixar de ser o único lugar onde o prédio nasce. Uma parte importante do edifício pode ser preparada antes, chegar pronta e ser montada com mais velocidade.

Esse modelo não elimina a complexidade de uma torre residencial. Porém, ele muda a forma de organizar a obra e mostra que módulos de fábrica podem alcançar escala vertical.

Em uma cidade grande, esse tipo de solução chama atenção porque combina densidade, rapidez e uso planejado do espaço. O caso de Croydon prova que construção modular pode ser assunto de prédio alto, não apenas de obra pequena.

No fim, o Ten Degrees se destaca por reunir números difíceis de ignorar: 44 e 38 andares, mais de 1.500 módulos prontos, 546 apartamentos, 26 meses de obra e 42% de redução no prazo.

A pergunta que fica é simples: se módulos prontos já conseguiram formar torres desse porte em Londres, o que ainda impede essa solução de avançar em grandes cidades brasileiras? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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