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Enquanto solar e eólica desaceleram, a energia nuclear cresce como nunca e ganha destaque em 2026; China é o país que demonstra maior poder de capacidade instalada, seguida pela Índia e pela Coreia do Sul

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 04/02/2026 às 09:10
Atualizado em 04/02/2026 às 09:12
A energia nuclear vive um forte renascimento em 2026, enquanto o crescimento das fontes renováveis desacelera. Entenda por que usinas, reatores e grandes países estão mudando o jogo da energia global.
A energia nuclear vive um forte renascimento em 2026, enquanto o crescimento das fontes renováveis desacelera. Entenda por que usinas, reatores e grandes países estão mudando o jogo da energia global.
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A energia nuclear vive um forte renascimento em 2026, enquanto o crescimento das fontes renováveis desacelera. Entenda por que usinas, reatores e grandes países estão mudando o jogo da energia global.

A energia nuclear entra em 2026 como um dos temas mais polêmicos e estratégicos do setor elétrico mundial

Enquanto a demanda por eletricidade dispara por causa dos carros elétricos, dos data centers e da eletrificação da economia, o crescimento das fontes renováveis começa a perder fôlego. 

Diante desse cenário, governos e investidores passam a olhar novamente para o nuclear como uma saída rápida, estável e poderosa para evitar crises de abastecimento.

Além disso, uma nova análise da Rystad Energy mostra que o setor elétrico global chegou a um ponto de virada. 

Ou seja, o modelo baseado apenas em solar e eólica já não cresce no mesmo ritmo de antes, enquanto a energia nuclear avança como uma alternativa capaz de garantir grandes volumes de eletricidade de forma contínua.

Energia nuclear vai adicionar o maior volume em quase 30 anos

Em 2026, a energia nuclear deve adicionar cerca de 14 gigawatts (GW) de nova capacidade ao sistema elétrico mundial. 

Esse será o maior aumento líquido em quase três décadas. Em outras palavras, trata-se de um movimento que muda completamente o equilíbrio da matriz energética global.

Segundo a Rystad, a maior parte dessa nova capacidade será instalada na China. 

https://youtu.be/y6FHZwSrO8o?si=wpxQcoM4gNWFNr7R

No entanto, países como Índia, Bangladesh, Turquia e Coreia do Sul também devem entrar com novos reatores, ampliando ainda mais o peso do nuclear no mapa da energia mundial.

Ao mesmo tempo, esse avanço acontece justamente quando as renováveis começam a enfrentar barreiras. Problemas de licenciamento, dificuldades de financiamento e a maturidade de alguns mercados tornam mais lento o ritmo de novos projetos solares e eólicos.

Usinas desligadas podem voltar à ativa nos Estados Unidos

Um dos pontos mais surpreendentes de 2026 pode acontecer nos Estados Unidos. Pela primeira vez, uma usina nuclear que já foi desligada e desativada pode voltar a operar.

A usina de Palisades, com capacidade de 800 megawatts (MW), pode ser religada após ter sido retirada do sistema. Se isso ocorrer, será um marco histórico para o país.

Carlos Torres Diaz, chefe de pesquisa energética da Rystad, afirmou: “Nos Estados Unidos, 2026 pode marcar o primeiro caso de retomada de operação de uma usina nuclear anteriormente desativada. A usina de Palisades, com capacidade de 800 megawatts (MW), pode voltar a operar após ter sido desligada e descomissionada. Caso o processo seja concluído, será a primeira reativação desse tipo no país, o que pode abrir caminho para extensões de vida útil de outros reatores, alternativa considerada mais econômica do que a construção de novas unidades”.

Ou seja, reativar usinas pode ser mais barato e mais rápido do que construir novas, o que torna a energia nuclear ainda mais atraente.

Renováveis desaceleram após anos de crescimento acelerado

Depois de mais de 20 anos de expansão contínua, as energias renováveis devem crescer mais devagar. Em 2025, o mundo adicionou 703 GW de capacidade renovável, puxado principalmente pela energia solar na China.

Só a China foi responsável por cerca de 300 GW desse total. Isso aconteceu porque mudanças nas regras de preços da energia levaram empresas a acelerar projetos antes de junho de 2025.

Agora, em 2026, a previsão é de 235 GW de solar e 98 GW de eólica no país. Com isso, a adição global deve cair para cerca de 650 GW.

Mesmo assim, a geração de energia limpa continua subindo. A produção renovável saltou de 2.886 TWh em 2000 para 10.742 TWh em 2025. Em 2026, deve chegar a 11.900 TWh, superando o carvão.

Com a energia nuclear voltando com força e as renováveis perdendo ritmo, você acha que o mundo está entrando em uma nova era de risco ou de segurança energética?

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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