Fundada por Jakob Fugger para acolher cidadãos de Augsburg em dificuldade financeira, a Fuggerei preserva um dos modelos de habitação social mais antigos ainda em funcionamento, com aluguel básico simbólico, seleção restrita de moradores e obrigações religiosas mantidas há mais de cinco séculos.
Enquanto o aluguel consome uma parte importante da renda familiar, um conjunto de habitação social na Alemanha mantém uma condição difícil de imaginar. Cada residência possui um aluguel básico anual de apenas 0,88 euro.
A Fundação Fugger, instituição responsável pela administração do conjunto, registra 142 residências distribuídas por 67 edifícios, onde vivem aproximadamente 150 pessoas.
O valor reduzido, porém, não torna as casas acessíveis a qualquer interessado. A Fuggerei atende moradores necessitados de Augsburg, exige vínculo com a fé católica e preserva a obrigação de três orações diárias pela família fundadora.
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Jakob Fugger criou a habitação social em 1521
O conjunto foi fundado por Jakob Fugger em 1521, também em nome de seus irmãos. O objetivo era oferecer uma moradia digna a cidadãos de Augsburg que enfrentavam dificuldades financeiras.
A construção formou uma pequena vila dentro da cidade alemã. O espaço possui casas, ruas internas, áreas comuns e uma igreja ligada ao caráter católico da instituição.
Mais de cinco séculos depois, o conjunto continua cumprindo sua finalidade original. As 142 residências permanecem ocupadas por pessoas em situação de necessidade, enquanto o aluguel básico conserva o valor simbólico definido pela fundação.
Quem pode morar pagando apenas 0,88 euro por ano
A Fuggerei não funciona como um condomínio comum nem como uma opção de aluguel barato aberta ao público. Para morar no local, o interessado precisa cumprir critérios econômicos, religiosos e territoriais.
As residências são destinadas a pessoas necessitadas de Augsburg que seguem a fé católica. Origem familiar, idade e situação conjugal não são os pontos que decidem a admissão.

Isso significa que uma pessoa de outra cidade não pode simplesmente escolher o conjunto para reduzir suas despesas. O pagamento de 0,88 euro ao ano faz parte de um programa social restrito, criado para atender um grupo específico.
A condição financeira também possui importância central. A habitação social busca oferecer apoio para que residentes com poucos recursos possam reorganizar a própria vida sem enfrentar um aluguel básico elevado.
O aluguel de 0,88 euro não representa todas as despesas
O valor conhecido mundialmente corresponde apenas ao aluguel básico anual da residência. Ele não representa o custo completo para morar no conjunto durante o ano.
Existem outras despesas relacionadas à ocupação e ao funcionamento das casas. Portanto, a residência não é gratuita, embora o aluguel básico permaneça muito abaixo dos valores encontrados no mercado imobiliário.
Essa diferença é essencial para evitar interpretações erradas. Os moradores pagam 0,88 euro pela parte básica do aluguel, mas continuam responsáveis pelos demais custos ligados à vida no imóvel.
Mesmo assim, a redução dessa despesa oferece um alívio importante para pessoas em dificuldade financeira. A economia permite que uma parcela maior da renda seja usada em outras necessidades diárias.
Três orações diárias continuam entre as regras
A obrigação religiosa acompanha o conjunto desde sua fundação. Cada morador precisa fazer diariamente um Pai Nosso, uma Ave Maria e o Credo dos Apóstolos pelos fundadores e por sua família.

A Fundação Fugger, instituição responsável pela administração do conjunto, mantém essa exigência junto ao aluguel básico anual de 0,88 euro.
As orações não representam uma condição simbólica esquecida em um documento antigo. Elas continuam fazendo parte das regras aceitas pelas pessoas que recebem uma residência.
Moradores também podem colaborar com pequenas tarefas voltadas ao funcionamento da comunidade. A vida no conjunto envolve, portanto, participação, convivência e respeito às normas históricas.
Patrimônio sustenta as 142 residências
A arrecadação obtida com o aluguel básico não seria suficiente para conservar 67 edifícios e 142 residências. A continuidade do projeto depende do patrimônio administrado pela fundação e de outras fontes de receita.
Ao longo do tempo, os recursos vieram de rendimentos patrimoniais, atividades florestais, propriedades mantidas fora do conjunto, ingressos pagos por visitantes e doações.
Esse sistema permite que o aluguel dos moradores continue simbólico sem deixar toda a manutenção dependente dos pagamentos residenciais. A fundação utiliza as receitas para preservar os edifícios e manter a finalidade social da vila.
A estrutura financeira também ajudou o conjunto a atravessar mudanças monetárias e períodos econômicos difíceis. Assim, o modelo permaneceu ativo por mais de 500 anos sem abandonar sua proposta principal.
Um aluguel simbólico cercado por condições importantes
A Fuggerei mostra como patrimônio, regras de admissão e financiamento contínuo podem sustentar um projeto de habitação social por vários séculos. O valor de 0,88 euro ao ano impressiona, mas representa apenas uma parte desse funcionamento.

O conjunto de habitação social não oferece casas livremente a qualquer pessoa. As residências são reservadas a cidadãos necessitados de Augsburg, ligados à fé católica e preparados para cumprir obrigações religiosas e comunitárias.
A vila alemã preserva 142 residências, aproximadamente 150 moradores e uma regra criada em 1521. Seu caso combina aluguel básico reduzido, seleção social e uma tradição religiosa que atravessou mais de cinco séculos.
Você aceitaria critérios tão específicos e três orações diárias para pagar um aluguel básico de 0,88 euro por ano? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a publicação.

