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Enorme avalanche de lama atinge fronteira entre Nepal e Tibete, engole vilas e destrói infraestrutura em Gyirong e Rasuwa, enquanto balanço chega a 160 mortos, 844 desaparecidos e 341 turistas não localizados e autoridades monitoram risco de uma segunda inundação no Himalaia

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 26/08/2026 às 16:13 Atualizado em 26/08/2026 às 16:37
Avalanche de lama na fronteira entre Nepal e Tibete deixa 160 mortos, 844 desaparecidos e 341 turistas não localizados, enquanto autoridades monitoram risco de nova inundação no Himalaia.
Avalanche de lama na fronteira entre Nepal e Tibete deixa 160 mortos, 844 desaparecidos e 341 turistas não localizados, enquanto autoridades monitoram risco de nova inundação no Himalaia.
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Uma avalanche de lama atingiu nesta quarta-feira a fronteira entre Nepal e Tibete, destruindo vilas e infraestrutura em Gyirong e Rasuwa. O balanço chegou a 160 mortos, 844 desaparecidos e 341 turistas não localizados, enquanto autoridades monitoram bloqueios de gelo e rochas que podem provocar uma segunda inundação no Himalaia.

Uma enorme avalanche de lama atingiu a região montanhosa entre o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, e o condado de Gyirong, no Tibete, nesta quarta-feira, 26 de agosto. A enxurrada atingiu vilas, destruiu infraestrutura dos dois lados da fronteira e deixou, no balanço disponível até as 15h, 160 mortos e 844 desaparecidos.

As informações foram publicadas pelo g1 em 26 de agosto de 2026. O levantamento também apontava 341 turistas estrangeiros reportados como desaparecidos nas áreas afetadas, enquanto equipes de resgate enfrentavam dificuldades provocadas pelo nível da água e autoridades acompanhavam o risco de uma nova inundação.

Desastre atingiu fronteira montanhosa entre Rasuwa e Gyirong

Infográfico mostra local da avalanche de lama no Nepal e no Tibete — Foto: Editoria de Arte/g1
Infográfico mostra local da avalanche de lama no Nepal e no Tibete — Foto: Editoria de Arte/g1

A área atingida fica na cordilheira do Himalaia e atravessa a fronteira entre Nepal e Tibete.

Do lado nepalês, Syapru Besi e Timure, localidades próximas ao rio, estavam entre as regiões mais afetadas. Do lado tibetano, a avalanche de lama, água e rochas alcançou o porto terrestre de Gyirong, na região de Shigatse.

Porto de Gyirong foi atingido por volta das 10h30

video: G1

O enorme deslizamento atingiu o porto de Gyirong por volta das 10h30 no horário local, correspondente às 23h30 no horário de Brasília informado na publicação.

Câmeras de vigilância registraram pessoas tentando deixar o local enquanto a massa de lama avançava e atingia as instalações.

Vilas no Nepal ficaram cobertas por lama e forte correnteza

Região atingida por avalanche no Nepal atrai turistas — Foto: Reprodução/GloboNews
Região atingida por avalanche no Nepal atrai turistas — Foto: Reprodução/GloboNews

No lado nepalês, a inundação alcançou comunidades instaladas ao longo do rio.

Imagens feitas por testemunhas e pela imprensa local mostraram localidades tomadas pela lama e submetidas a uma correnteza intensa após a passagem da enxurrada.

Estradas, comunicações e energia foram interrompidas no Tibete

O desastre provocou danos diretos à infraestrutura no lado chinês da fronteira.

Em Gyirong, o deslizamento interrompeu estradas, comunicações e o fornecimento de energia, afetando uma importante passagem terrestre entre Nepal e China.

Casas, pontes e instalações de energia foram destruídas no Nepal

Região atingida por avalanche no Nepal atrai turistas — Foto: Reprodução/GloboNews

Os danos também foram extensos em Rasuwa.

A enxurrada destruiu casas, pontes, estradas e instalações de geração de energia em áreas do Nepal atingidas pela inundação.

Balanço chegou a 160 mortos e 844 desaparecidos

Os números disponíveis até as 15h somavam vítimas nos dois lados da fronteira.

No total, havia 160 mortes confirmadas e 844 pessoas desaparecidas entre Nepal e Tibete.

Os números permaneciam sujeitos a atualização conforme as equipes avançassem nas áreas atingidas.

Nepal concentrava 157 mortos e 579 desaparecidos

O maior número de vítimas estava no território nepalês.

O balanço apontava 157 mortos e 579 desaparecidos no Nepal, onde diferentes vilas foram atingidas pela enxurrada.

Tibete registrava três mortos e 265 desaparecidos

Do lado chinês, o levantamento apresentava três mortes e 265 desaparecidos.

A região de Gyirong concentrava parte importante dos danos, incluindo a destruição do porto terrestre e interrupções em serviços essenciais.

Conselho de Turismo identificou 341 viajantes desaparecidos

Um levantamento preliminar do Conselho de Turismo do Nepal identificou 341 turistas reportados como desaparecidos nas áreas afetadas.

A relação incluía viajantes de diferentes países e um grupo expressivo cuja nacionalidade ainda não havia sido confirmada.

Lista inclui 105 indianos e 161 pessoas sem nacionalidade confirmada

O levantamento contabilizava 105 cidadãos da Índia, 17 da Malásia, 12 do Reino Unido, quatro da África do Sul, três dos Estados Unidos, um da Austrália e um dos Países Baixos.

Também apareciam 37 indianos não residentes e 161 pessoas cuja nacionalidade ainda não havia sido confirmada.

Cerca de oito sul-coreanos também foram reportados como desaparecidos

A agência sul-coreana Yonhap informou separadamente sobre outro grupo.

Cerca de oito cidadãos da Coreia do Sul, que trabalhavam na hidrelétrica local, também estariam desaparecidos.

O Itamaraty ainda não possuía informações sobre brasileiros na região atingida.

Autoridades ainda não haviam confirmado causa definitiva

A origem exata do desastre continuava sob investigação na última atualização.

Inicialmente, especialistas e o ministro das Relações Exteriores do Nepal chegaram a considerar a possibilidade de um terremoto ter desencadeado a tragédia.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou inicialmente um evento de magnitude 4,4, com indicação de profundidade de 10 quilômetros, mas depois corrigiu a informação e afirmou que o sinal havia sido provocado pela própria avalanche.

Agência de desastres confirma desprendimento de rochas e gelo

A Agência Nacional de Desastres do Nepal confirmou que houve uma avalanche formada por rochas e pedaços de gelo desprendidos de uma geleira.

A região atingida fica no Himalaia, e os vilarejos envolvidos estão próximos a uma área de pico congelado.

Rompimento de lago glaciar aparece como hipótese

Especialistas apontaram uma possível relação com uma inundação causada pelo rompimento de um lago glaciar, mas essa explicação permanecia como hipótese.

O Nepal é considerado particularmente vulnerável a esse tipo de evento porque o derretimento no Himalaia contribui para a formação e expansão de lagos glaciares.

Chuvas intensas antecederam desastre na região

A área também havia enfrentado chuvas intensas antes da avalanche.

O período de monções ocorre entre junho e setembro no Nepal e em outras áreas do sul da Ásia, quando inundações e deslizamentos se tornam mais frequentes. A tragédia registrada agora, porém, foi descrita como sem precedentes.

Equipes de resgate enfrentam dificuldade para usar helicópteros

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, convocou uma reunião de emergência da autoridade nacional responsável pela gestão de desastres.

Policiais, militares, equipes médicas, escoteiros e integrantes da Cruz Vermelha foram mobilizados. O nível elevado da água, no entanto, dificultava o pouso de helicópteros nas áreas mais atingidas.

Xi Jinping determinou esforços para localizar desaparecidos

No lado chinês, o presidente Xi Jinping determinou que fossem realizados esforços máximos nas buscas pelas pessoas desaparecidas.

Ele também pediu reforço no monitoramento da região e nos sistemas de alerta para novos desastres.

Bloqueio de gelo e rochas cria risco de segunda inundação

As autoridades passaram a acompanhar também uma nova ameaça no curso superior do rio Lhende Khola.

Um bloqueio formado por gelo e rochas permanecia represando água atrás da barreira, criando risco de outro transbordamento e de uma segunda inundação.

Alertas de cheia chegaram a ser emitidos nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh.

Rasuwa é rota usada por viajantes em direção ao Monte Kailash

A quantidade de turistas na área está relacionada, entre outros fatores, às rotas do Himalaia.

Rasuwa funciona como um dos caminhos para viajantes que seguem em direção ao Monte Kailash, no Tibete, considerado sagrado pelo hinduísmo e por outras religiões e visitado por milhares de peregrinos todos os anos.

Os viajantes podem seguir pelo Nepal até Rasuwa, cruzar a fronteira pelo posto de Rasuwagadhi e continuar pela região de Gyirong em direção à montanha.

Langtang também atrai visitantes para trekking no Himalaia

Rasuwa abriga ainda parte da região de Langtang, uma das áreas procuradas para trekking no Himalaia nepalês.

Localizada a aproximadamente 130 quilômetros ao norte de Katmandu, próximo à fronteira tibetana, Langtang reúne montanhas de grande altitude, vales, geleiras e lagos.

Buscas continuam enquanto autoridades monitoram nova ameaça

As operações permaneciam concentradas na localização dos 844 desaparecidos e na assistência às áreas devastadas dos dois lados da fronteira.

Ao mesmo tempo, autoridades do Nepal e da China monitoravam a possibilidade de uma segunda inundação provocada pelo bloqueio no rio Lhende Khola, enquanto o balanço permanecia em 160 mortos e centenas de turistas ainda eram procurados.

Na sua opinião, diante do risco de uma segunda inundação, a prioridade deve ser ampliar imediatamente as evacuações ou concentrar os recursos nas buscas pelos desaparecidos? Deixe sua opinião nos comentários.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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