A nova carteira de identidade pode substituir o passaporte na entrada em oito países, mas o viajante precisa apresentar a versão física da CIN.
Brasileiros que possuem a nova carteira de identidade ganharam uma alternativa ao passaporte para determinadas viagens internacionais. A Carteira de Identidade Nacional (CIN) pode ser apresentada na entrada de oito países da América do Sul, desde que o viajante esteja com o documento físico em boas condições e permita sua identificação pelas autoridades migratórias.
A possibilidade amplia a utilidade de um documento criado inicialmente para unificar a identificação dos brasileiros por meio do CPF. Segundo informações divulgadas pelo NSC Total, a versão digital disponível no aplicativo Gov.br não substitui o cartão físico nos controles migratórios desses destinos, mesmo contendo os dados da CIN.
Versão digital da nova carteira de identidade não serve para imigração
Ter a CIN cadastrada no celular não significa que o passageiro poderá viajar levando apenas o aplicativo. Para cruzar as fronteiras dos oito destinos contemplados, será necessário apresentar a nova carteira de identidade em sua versão física, já que a alternativa digital ainda não é aceita pelos postos de imigração.
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O estado de conservação também deve ser observado antes da viagem. Rasgos, danos ou informações que não possam ser visualizadas corretamente podem gerar dificuldades durante o embarque ou na entrada no destino, porque a autoridade precisa conseguir conferir a identidade do titular de maneira adequada.
Veja os oito países que aceitam a CIN brasileira
A utilização da nova carteira de identidade como documento de viagem está restrita aos destinos indicados nas regras apresentadas. Todos ficam na América do Sul, permitindo que brasileiros dispensem o passaporte nessas viagens quando estiverem portando a CIN física válida.

Os países são:
- Argentina
- Bolívia
- Chile
- Colômbia
- Equador
- Paraguai
- Peru
- Uruguai
Mesmo nesses destinos, o documento deve estar legível e em bom estado. A autorização para utilizar a identidade não significa, portanto, que qualquer versão antiga, danificada ou apenas armazenada digitalmente será necessariamente suficiente para passar pelo controle migratório.
CPF passou a funcionar como número nacional de identificação
Além do uso em viagens, uma das principais alterações da CIN está na eliminação de diferentes números de RG emitidos por estados. A nova carteira de identidade adota o CPF como registro único nacional, permitindo que diferentes bases públicas utilizem a mesma referência para identificar uma pessoa.
O modelo também integra informações biométricas e pode ser utilizado na conferência de dados em serviços públicos e privados. A proposta é facilitar verificações de identidade tanto presencialmente quanto em plataformas digitais, inclusive em acessos relacionados a benefícios sociais e outros serviços governamentais.
Documento antigo ainda poderá ser utilizado por vários anos
A substituição não precisa ser feita imediatamente por todos os brasileiros. De acordo com as informações apresentadas, o modelo antigo do RG poderá continuar sendo utilizado até 28 de fevereiro de 2032, desde que esteja preservado e permita a identificação adequada de seu titular.
Isso significa que a implantação da CIN ocorre gradualmente. Quem ainda possui identidade antiga dentro das condições de uso pode continuar utilizando o documento no território nacional durante o período previsto, enquanto a nova carteira de identidade passa a assumir progressivamente o papel de identificação padronizada.
Emissão exige comparecimento presencial para biometria e fotografia
Parte do processo pode começar pela internet, mas a emissão não é inteiramente digital. O cidadão precisa comparecer a um posto responsável pelo atendimento para que sejam realizadas etapas que dependem de confirmação presencial, incluindo conferência dos documentos, fotografia, assinatura e coleta biométrica.
Para solicitar a CIN, é necessário apresentar certidão de nascimento ou de casamento, que pode estar em formato físico ou digital. Caso haja dúvida sobre a autenticidade da certidão, o órgão responsável poderá solicitar documento complementar ou uma via mais recente para concluir a identificação.

Florianópolis tem diferentes pontos para solicitar a CIN
Em Florianópolis, por exemplo, a emissão pode ser realizada em unidades distribuídas pela cidade. Os pontos citados incluem atendimento no Aeroporto Internacional de Florianópolis, no Top Tower, na região central, no Norte da Ilha e também na Câmara de Vereadores.
A existência de diferentes unidades facilita o acesso de quem pretende trocar o antigo RG pela nova carteira de identidade, mas o cidadão ainda precisa observar os procedimentos de cada posto antes de comparecer, principalmente em relação a horários, disponibilidade e eventual necessidade de agendamento.
Nova carteira de identidade amplia uso do documento além do Brasil
A possibilidade de viajar para oito países mostra como a CIN passa a desempenhar uma função que vai além da identificação cotidiana. Para brasileiros que se deslocam por parte da América do Sul, o documento físico pode eliminar a necessidade de apresentar passaporte, simplificando a preparação para a viagem.
A facilidade, entretanto, depende de alguns cuidados: levar a versão física, conferir o estado de conservação e não confiar exclusivamente na identidade armazenada no Gov.br. Assim, a nova carteira de identidade combina a unificação nacional pelo CPF com uma utilidade adicional para quem pretende viajar por destinos sul-americanos.

