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Engenheiros da Universidade Cornell desenvolvem tecido mais escuro já registrado, com absorção de 99,87% da luz

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 10/02/2026 às 10:11 Atualizado em 10/02/2026 às 10:12
Tecido mais escuro criado na Universidade Cornell absorve 99,87% da luz usando lã merino, polidopamina e tratamento em plasma.
Tecido mais escuro criado na Universidade Cornell absorve 99,87% da luz usando lã merino, polidopamina e tratamento em plasma.
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Pesquisa da Universidade Cornell descreve a criação de um tecido mais escuro capaz de absorver 99,87% da luz incidente, obtido a partir de lã merino tratada com polidopamina e plasma, inspirado na estrutura do pássaro-fuzil e com processo considerado viável para produção em larga escala

O tecido mais escuro já criado por pesquisadores da Univerisdade Cornell absorve 99,87% de toda a luz incidente, resultado obtido a partir de lã merino tratada com polidopamina e plasma, com aplicações que vão do design à ciência de materiais.

Desenvolvimento do tecido mais escuro em laboratório

O tecido mais escuro foi desenvolvido por engenheiros da Universidade Cornell a partir de um tecido de malha de lã merino branca.

O material recebeu um revestimento de polidopamina, um polímero sintético de melanina, antes de passar por um tratamento em câmara de plasma.

Esse processo permitiu a gravação de nanofibrilas na superfície do tecido. Essas estruturas microscópicas são responsáveis por capturar a luz incidente, impedindo que ela seja refletida para fora do material e criando o efeito visual ultrapreto.

Estrutura nanométrica e absorção de luz

As nanofibrilas funcionam como armadilhas ópticas. Segundo os pesquisadores, a luz ricocheteia repetidamente entre essas estruturas, sendo progressivamente absorvida. Esse mecanismo explica por que o tecido mais escuro atinge níveis tão elevados de absorção luminosa.

De acordo com Hansadi Jayamaha, cientista e designer de fbras da Universidade Cornell, esse comportamento da luz é o elemento central para a obtenção do efeito ultranegor observado no material tratado.

Inspiração biológica no pássaro-fuzil

A estrutura do tecido mais escuro foi inspirada no magnífico pássaro-fuzil, espécie encontrada na Nova Guiné e no norte da Austrália. O macho da ave apresenta plumagem preta intensa em contraste com um peito azul-esverdeado iridescente.

Na natureza, a plumagem do pássaro-fuzil é mais escura quando observada de frente, tornando-se reflexiva em outros ângulos. O tecido desenvolvido em Cornell mantém alta absorção de luz mesmo quando visto a até 60 graus de inclinação.

Comparação com outros materiais ultrapretos

Embora o tecido mais escuro criado em Cornell não seja o material mais preto já produzido, ele se aproxima dos recordes existentes. O Vantablack absorve até 99,96% da luz, enquanto um material do MIT à base de nanotubos de carbono alcança 99,995%.

Esses materiais, no entanto, são descritos como caros e difíceis de fabricar. O novo tecido, segundo seus criadores, apresenta um processo relativamente simples e viável para produção em larga escala.

Aplicações fora do laboratório

O tecido mais escuro já começou a ser explorado fora do ambiente científico. A estudante de design de moda Zoe Alvarez criou um vestido com um material que escurece gradualmente até atingir o ultrapreto, envolvendo um ponto central azul-esverdeado.

A peça faz referência direta ao pássaro-fuzil e demonstra o potencial estético do tecido. Um estudo detalhando o material e seu processo de fabricação foi publicado na revista Nature Communications.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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