Proposta apresentada ao governo baiano sugere a criação do programa Energia Inclusiva, que levará energia solar a famílias de baixa renda e comunidades isoladas, garantindo acesso à eletricidade por meio de kits fotovoltaicos.
A expansão da energia solar em áreas isoladas ganhou um novo capítulo na Bahia. Isso porque o deputado estadual Emerson Penalva (PDT) apresentou ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) a proposta de criação do programa Energia Inclusiva, iniciativa que busca garantir eletricidade limpa e contínua para populações rurais que ainda vivem sem acesso à rede convencional.
A ideia se apoia no uso de kits fotovoltaicos, apresentados como solução viável e sustentável para transformar a rotina de famílias que dependem de alternativas precárias de iluminação.
Energia solar como alternativa para reduzir desigualdades
De acordo com o documento entregue ao governo estadual, a energia solar se destaca como opção essencial em regiões remotas. Isso ocorre porque, além de ser limpa e renovável, ela reduz custos, fortalece a autonomia das famílias e melhora diretamente seu bem-estar.
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Assim, o Energia Inclusiva pretende avançar sobre uma lacuna histórica, já que diversos núcleos rurais da Bahia ainda convivem com ausência total de eletricidade.
O parlamentar ressalta que a falta de energia limita direitos básicos, afeta atividades produtivas e impede o desenvolvimento local.
Dessa forma, a proposta busca reparar desigualdades que atravessam gerações, especialmente em comunidades onde expandir a rede elétrica não é considerado economicamente viável.
Prioridade para famílias de baixa renda e territórios isolados
O programa sugerido por Penalva desenha um recorte social prioritário. Seriam contempladas:
- Famílias inscritas no CadÚnico;
- Pequenos agricultores familiares sem acesso à rede;
- Comunidades rurais isoladas;
- Povos ribeirinhos, extrativistas e pescadores artesanais;
- Moradias situadas em regiões de difícil acesso.
A ideia é chegar onde o serviço convencional não chega. Segundo o deputado, muitos desses grupos dependem de lamparinas, geradores a diesel ou outras soluções improvisadas, que encarecem a rotina e prejudicam a saúde.
Energia solar para fortalecer a agricultura familiar e a produção local
Além do impacto social, o Energia Inclusiva dialoga diretamente com a economia rural. Isso porque o acesso à energia solar viabiliza refrigeração, irrigação, processamento de alimentos e outras atividades que fortalecem pequenos produtores.
A proposta ressalta que a eletrificação sustentável pode gerar novos ciclos de produtividade, ampliando a renda e reduzindo o êxodo rural.
Para assegurar a viabilidade do programa, Penalva recomenda uma articulação ampla com diferentes instituições. Entre os parceiros propostos estão Neoenergia Coelba, Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e Companhia de Energia do Estado da Bahia.
Além disso, o documento sugere que o governo estadual dialogue com o Ministério de Minas e Energia, com a Eletrobras — especialmente por meio do Luz para Todos — e com organismos internacionais dedicados à transição energética.
Dessa maneira, o parlamentar aposta na união de esforços para ampliar o alcance da energia solar e acelerar sua implementação em comunidades remotas.
A proposta reforça que o Energia Inclusiva pode se integrar a programas nacionais já existentes, otimizando recursos e expandindo impactos.
O deputado argumenta que a cooperação entre Estado e União abre caminhos para ampliar investimentos e acelerar a chegada da energia solar onde ela é mais urgente.

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