Elon Musk era o principal suspeito, mas a verdade sobre a origem do foguete é surpreendente e levanta questões importantes sobre o lixo espacial.
Em março de 2022, o mundo assistiu um fragmento de foguete colidir com a Lua, criando uma cratera dupla misteriosa. Inicialmente, os especialistas acreditaram que o objeto pertencia à SpaceX, de Elon Musk.
No entanto, uma reviravolta surpreendente revelou a verdadeira origem do detrito espacial.
Uma cratera com assinatura chinesa?
No dia 4 de março de 2022, astrônomos observaram o impacto de um fragmento de foguete perto da cratera Hertzsprung, no lado oculto da Lua.
-
Igreja medieval perdida pode ter sido encontrada sob catedral gótica de 800 anos na Bélgica, após escavações revelar muro antigo escondido sob o piso em Mechelen
-
Cientistas analisam 21 crateras antigas e levantam hipótese de que a Terra já teve anéis há 466 milhões de anos, formados por detritos de asteroide fragmentado
-
Nvidia construiu a infraestrutura da inteligência artificial e virou a maior empresa do mundo, mas Jensen Huang agora precisa defender seu trono contra Huawei, TPUs do Google, startups de chips e clientes que querem escapar da dependência das GPUs mais caras
-
NASA flagra tufão Jangmi com olho gigante girando no espaço, ventos de 130 km/h e nuvens enormes avançando sobre o Japão em imagens que impressionam pela força da tempestade
O evento gerou uma cratera dupla com cerca de 29 metros de largura. A princípio, acreditava-se que o objeto fosse um estágio do foguete Falcon 9 da SpaceX, lançado em 2015.
Entretanto, uma nova possibilidade surgiu: o terceiro estágio do foguete Long March 3C, da missão chinesa Chang’e 5-T1, lançada em 2014.
Essa missão, parte do ambicioso programa espacial chinês, adicionou uma nova camada de intriga ao incidente.
A verdade revelada
O mistério começou a ser desvendado graças a um estudo publicado no Planetary Science Journal.
Liderada por Tanner Campbell, da Universidade do Arizona, a equipe de pesquisa analisou a trajetória e as características do objeto. A conclusão foi irrefutável: o fragmento pertencia à missão chinesa Chang’e 5-T1.
“Rastreamos o movimento do objeto e analisamos como a luz refletia em sua superfície“, explicou Campbell.
“Os dados correspondiam ao perfil do terceiro estágio do Chang’e 5-T1.” Essa revelação foi ainda mais surpreendente porque a agência espacial chinesa havia afirmado que o foguete havia se desintegrado na atmosfera terrestre.
Desvendando o enigma
O Catalina Sky Survey, que monitora objetos próximos à Terra, havia detectado o objeto em movimento e o catalogado como WE0913A.
Ao comparar seus padrões de brilho e movimento com milhares de detritos espaciais conhecidos, a equipe de Campbell descartou a hipótese do Falcon 9.
Curiosamente, o estudo revelou que o objeto girava de forma estável, diferente de outros estágios de foguetes que costumam cair descontroladamente.
Essa estabilidade sugere um design estrutural único, possivelmente com instrumentos adicionais que contribuíram para a formação da cratera dupla.
Futuro da exploração Espacial
A descoberta não apenas soluciona o mistério da cratera lunar, mas também destaca a crescente complexidade das missões espaciais.
Com o espaço cada vez mais disputado, incidentes como esse reforçam a importância da colaboração e transparência entre as nações.
A identificação do fragmento chinês aumenta a lista de conquistas do país na exploração espacial. A China tem demonstrado grande ambição em suas missões, o que impulsiona ainda mais a corrida espacial global.
Tanto a SpaceX quanto a China continuarão a expandir os limites da tecnologia aeroespacial. Seja buscando viagens mais rápidas ao redor da Terra ou construindo bases lunares, o futuro da exploração espacial promete ser emocionante e cheio de desafios.
A jornada da humanidade rumo às estrelas continua, e eventos como esse nos lembram da importância da responsabilidade, colaboração e busca incansável pelo conhecimento.
O estudo que identificou o fragmento como sendo da missão chinesa Chang’e 5-T1 foi publicado no renomado Planetary Science Journal.

Começou a poluição da Lua, já não basta a da Terra…