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Ele deixou o Brasil aos 18 anos para ser pedreiro na Espanha, recomeçou do zero nos Estados Unidos e hoje comanda uma construtora de milhões, na trajetória que virou vitrine do peso brasileiro na construção americana

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 20/08/2026 às 10:58
Douglas Strabelli saiu do Brasil aos 18 anos, trabalhou como pedreiro na Espanha e hoje comanda a Sagewood, construtora que projeta faturar US$ 100 milhões em 2026.
Douglas Strabelli saiu do Brasil aos 18 anos, trabalhou como pedreiro na Espanha e hoje comanda a Sagewood, construtora que projeta faturar US$ 100 milhões em 2026.
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Douglas Strabelli deixou Maringá aos 18 anos rumo à Espanha, onde tentou carreira no futebol e virou pedreiro. Depois de abrir uma construtora na Europa, recomeçou nos Estados Unidos, perdeu quase tudo em um restaurante e hoje lidera a Sagewood, que projeta faturar US$ 100 milhões em 2026, até dezembro.

Douglas Strabelli saiu sozinho do Brasil aos 18 anos sonhando em construir uma carreira no futebol espanhol, mas foi o trabalho encontrado para pagar o aluguel que acabou definindo seu futuro. O paranaense de Maringá começou como pedreiro em Madri, tornou-se pintor, chegou à supervisão de obras e, décadas depois, passou a comandar nos Estados Unidos uma empresa voltada à construção e incorporação de imóveis de alto padrão.

Segundo reportagem publicada pela Exame em 24 de julho de 2026, a Sagewood Corporation projeta faturar US$ 100 milhões até o fim de 2026, quatro vezes os cerca de US$ 25 milhões registrados em 2025. A companhia soma mais de 360 projetos entregues e 25 em andamento, com atuação em imóveis residenciais e comerciais de luxo.

Aos 18 anos, sonho de Douglas Strabelli ainda era viver do futebol

A trajetória começou no início da década de 1990, quando Douglas deixou Maringá, no Paraná, e embarcou sozinho para Madri. O plano era jogar em um clube das divisões inferiores do futebol espanhol e tentar construir uma vida na Europa.

Douglas conta que começou a se destacar quando percebeu que os atletas locais não eram tão superiores quanto imaginava. O problema estava fora de campo: entre um treino e outro, ele precisava trabalhar para conseguir pagar o aluguel.

Primeiro emprego na Espanha foi como pedreiro

Douglas Strabelli saiu do Brasil aos 18 anos, trabalhou como pedreiro na Espanha e hoje comanda a Sagewood, construtora que projeta faturar US$ 100 milhões em 2026.
Douglas Strabelli saiu do Brasil aos 18 anos, trabalhou como pedreiro na Espanha e hoje comanda a Sagewood, construtora que projeta faturar US$ 100 milhões em 2026.

A primeira oportunidade de trabalho encontrada por Douglas foi na construção civil. Ele começou como pedreiro, uma ocupação que inicialmente servia apenas para sustentar a tentativa de seguir no futebol.

A experiência foi crescendo. Douglas passou de pedreiro a pintor e depois supervisor de obras, até perceber que havia naquele setor uma possibilidade profissional que começava a disputar espaço com o antigo sonho esportivo.

Construção civil substituiu o plano de fazer carreira nos gramados

Douglas afirma que o futebol era seu objetivo inicial, mas o contato com as obras mudou sua percepção sobre o futuro. “Quando conheci a construção civil, percebi que ali existia uma oportunidade enorme de crescer”, disse o empresário.

Em poucos anos, ele deixou a condição de funcionário e abriu a própria construtora na Espanha. O negócio prosperou durante cinco anos, período em que Douglas consolidou a experiência adquirida desde o primeiro emprego como pedreiro.

Construtora prosperou cinco anos na Espanha antes da ida aos EUA

Mesmo com a empresa funcionando na Europa, Douglas decidiu buscar um mercado maior. A escolha foi abandonar a trajetória construída na Espanha e tentar o chamado sonho americano nos Estados Unidos.

A mudança levou o brasileiro a Nova York. Em 2001, porém, ele resolveu fazer algo diferente da construção civil e colocou suas economias em um novo negócio.

Restaurante em Nova York consumiu praticamente todas as economias

Douglas investiu todo o dinheiro que havia acumulado em um restaurante, acreditando que poderia reconstruir a vida nos Estados Unidos por outro caminho. A tentativa terminou em fracasso.

“Quebrei. Perdi praticamente tudo”, contou. Sem recursos e diante da necessidade de começar novamente, ele retornou ao setor que conhecia desde os anos vividos na Espanha: a construção civil.

Brasileiro aceitou trabalhar sem salário para aprender o mercado americano

O recomeço envolveu uma decisão radical. Douglas aceitou trabalhar sem receber salário para um empresário brasileiro do setor de reformas, interessado em entender como funcionavam as obras e os negócios naquele novo país.

A experiência abriu espaço para uma ascensão rápida. Douglas assumiu funções de liderança, tornou-se sócio e participou de uma fase em que a empresa passou de três funcionários para aproximadamente 50 profissionais em quatro anos.

Sagewood nasceu em 2001 para atuar em construção e incorporação

A experiência acumulada deu origem à Sagewood Corporation, empresa fundada em 2001 e especializada em construção e incorporação de imóveis de alto padrão.

O nome foi escolhido pelo sócio que Douglas tinha na época. Segundo o empresário, “Sage” significa sabedoria e “Wood”, madeira, combinação usada para traduzir a filosofia da companhia.

Empresa chegou a mais de 360 projetos entregues nos Estados Unidos

Vinte e cinco anos depois, a Sagewood atua em projetos residenciais e comerciais de luxo e contabiliza mais de 360 empreendimentos concluídos.

Outros 25 projetos estavam em andamento na época da reportagem. A operação cresceu principalmente entre Nova York e Flórida, dois mercados que passaram a concentrar etapas diferentes da expansão do negócio.

Construção na Fifth Avenue colocou empresa brasileira em endereço emblemático de Nova York

Entre os trabalhos de maior projeção está uma construção na Fifth Avenue, em Nova York, um dos endereços mais valorizados do mundo.

Douglas afirma que a Sagewood foi a primeira empresa brasileira do segmento a construir na Quinta Avenida. O executivo também destaca entre os trabalhos realizados o Fasano Fifth Avenue.

Mansões, hotéis e condomínios ampliaram presença na Flórida

Nova York foi o ponto de partida, mas a Flórida tornou-se o principal eixo de crescimento da Sagewood. A empresa passou a atuar em condomínios, hotéis e mansões de luxo no estado.

Douglas descreve a mudança dizendo que a Flórida deixou de ser apenas um destino de férias e passou a representar também um destino de patrimônio, elevando a procura por imóveis de alto padrão.

Faturamento saltou de US$ 25 milhões e pode chegar a US$ 100 milhões

A Sagewood registrou aproximadamente US$ 25 milhões em faturamento em 2025. Para 2026, a projeção apresentada pela companhia é atingir US$ 100 milhões até o fim do ano.

Se a meta se concretizar, a receita será quatro vezes maior em apenas um ano. O avanço está concentrado especialmente nas construções em Miami, região que ocupa posição central no planejamento da empresa.

Contratações passaram a priorizar profissionais com documentação regular

Douglas afirma que o endurecimento das políticas migratórias nos Estados Unidos alterou a forma de contratação no setor. Segundo ele, a Sagewood passou a concentrar a busca em profissionais com documentação regular e vindos de mercados considerados mais seguros.

O empresário disse que as regras ficaram mais restritivas e passaram a exigir maior planejamento. Ao mesmo tempo, avalia que investidores e empresários que conseguem entrar legalmente no mercado norte-americano continuam encontrando oportunidades de negócio.

Flórida recebeu saldo líquido de 503 empresas em 2025

O avanço da Sagewood ocorre paralelamente à transferência de negócios e investimentos para a Flórida. Segundo a Florida Chamber Foundation, o estado liderou os Estados Unidos em relocação empresarial em 2025.

O saldo líquido foi de 503 companhias transferindo operações para a Flórida. Apenas em janeiro do mesmo período, mais de 47 mil novas empresas foram abertas, em um ambiente associado pela fonte à ausência de imposto estadual sobre renda e a políticas de atração de investimentos.

Brasil também entrou nos planos de expansão da Sagewood

A companhia pretende ampliar sua atuação não apenas nos Estados Unidos. Parcerias, investimentos e novos projetos imobiliários de alto padrão no Brasil passaram a integrar a estratégia de expansão.

Douglas considera o mercado brasileiro estratégico e vê espaço para conectar investidores do Brasil às oportunidades desenvolvidas nos Estados Unidos. Apesar dessa frente, o principal foco internacional da empresa continua na Flórida.

De pedreiro na Espanha a empresário com projeção de US$ 100 milhões

Aos 18 anos, Douglas Strabelli saiu do Brasil planejando ganhar espaço no futebol e precisou trabalhar como pedreiro para pagar as contas. Passou por pintura, supervisão de obras, abriu uma construtora na Espanha, perdeu praticamente tudo em um restaurante nos Estados Unidos e voltou ao setor em que havia começado.

A Sagewood chegou a 2026 com mais de 360 projetos entregues, outros 25 em andamento e previsão de faturamento de US$ 100 milhões. Entre os trabalhos estão empreendimentos de alto padrão em Nova York e na Flórida, incluindo uma construção na Fifth Avenue que Douglas aponta como pioneira para uma empresa brasileira do segmento.

Para você, a trajetória de Douglas Strabelli mostra como a experiência adquirida em trabalhos operacionais pode se transformar na base para construir um negócio internacional? Deixe sua opinião nos comentários.

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Bruno Teles

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